Sou diversamente cobrado por não colocar Winning Colors na lista das éguas que mais me impressionaram em pista. E aqueles que assim o fazem, legitimam suas criticas consubstanciados no fato dela ter ganho o Kentucky Derby, que concordo plenamente ser algo pouco peculiar para uma fêmea, ainda mais, de fio a pavio, como no caso dela, verificou-se.
Outrossim, tudo tem para mim, uma luz no horizonte, na verdade uma razão de ser, mesmo em se tratando de algo tão volátil e traiçoeiro como as corridas de cavalos.
DESCULPEM, MAS GOSTO NÃO SE DISCUTE,
INCLUSIVE DAS TRÊS ÚNICAS ÉGUAS
A GANHAREM O KENTUCKY DERBY,
ACHO QUE GENUINE RISK FOI A MELHOR
E SEU NOME TAMBÉM NÃO CONSTA
DE MINHA LISTA DE PREFERIDAS.
Coloco-a abaixo de Personal Ensign, Zenyatta, Rachel Alexandra e outras, sem que com isto, não a acolha a um alto patamar de reconhecimento.
Não há o menor resquício de dúvida que Winning Colors foi uma grande corredora mas longe de estar entre as 20 melhores norte.americanas e creio que sua vitória na prova máxima de sua geração, foi contingência de algo que aconteceu duas semanas antes da principal disputa. Algo que foi nitidamente refletido naquele primeiro sábado de Maio em Churchill Downs. Mais precisamente ocorrido em Keeneland, no classificatório Lexington stakes (G2), quinze dias antes .
Naquela oportunidade, a carreira classificatória saiu apenas com cinco pretendentes, mas dois os quais tidos como virtuais favoritos para Churchil Downs: Forty Niner (Mr. Prospector) e Risen Star (Secretariat). E o que se viu, foi uma prova fortemente disputada em Lexington e decidida no photochard, para tempo recorde e levada pelo filho de Secretariat.
O que deixaram em Keeneland nitidamente lhes vieram a fazer falta no Derby, com os dois chegando em segundo e terceiro para a tordilha, na ordem inversa de chegada em Keeneland. No Preakness e no Belmont, Risen Star prevaleceu e para mim, foi o grade cavalo daquela geração. No Preakness, Forty Niner se não me engano chegou em sétimo e o Belmont veio a ser vencido por 14 corpos.
Acreditem, meus fios navegantes, muito foi perdido naquele eletrizante Lexington stakes, a que estive presente e com todo o respeito que a potranca de Lukas merece, isto a ajudou muito, a prevalecer.
No turfe há de se ter conhecimento e imaginação. Conhecimento para saber reconhecer o que realmente há de ser reconhecido e imaginação de se perceber o porque aconteceu e o que poderá vir a acontecer. Premissas básicas de sobrevivência. Simples assim.
