Vó Adelina ouvia calada com muita propriedade, que em boca fechada, não entra mosquito, principalmente quando o que você afirmava era uma coisa de caracter meramente pessoal. Ela preferia espinafrar quem o assim o fazia, lembrando que quem vai cedo aporte, sempre queima a língua...
Porque digo isto?
Porque no domingo passado no Papo de Botequim, termino o mesmo com a seguinte afirmativa: Aliás quero deixar claro que prefiro velocidade vinda por cima e estamina por baixo... E isto posso provar.
Referia-me a procurar em um cruzamento hipotético, a velocidade no reprodutor e a consistência estaminica na reprodutora, pois acredito ser este o melhor posicionamento genético. No dia seguinte chegou o primeiro e-mail, pedindo por maiores explicações. No segundo mais três com o mesmo teor de dúvidas e em sequência uma leva ainda maior. Todos e eu friso que TODOS, inquirido quais as garantias que haviam em minha afirmativa. A que respeitosamente eu respondo, NENHUMA.
Existe sim, exemplos mas não quantificados de experiências entre irmão maternos que me convenceram do fato e o de maior volume substancial, está contido no confrontação dos dois filhos da excepcional ganhadora do Arco, Urban Sea. Um com o meia-distância Sadler´s Wells (Northern Dancer), Galileo e o outro com o Sprinter-Miler, Cape Cross (Green Desert), Sea the Stars.
Embora Sadler´s Wells tenha a meu ver suplantado tanto em pista como no breeding-shed a Cape Cross, o filho do segundo me pareceu mais corredor que o filho do primeiro.
