Bom dia. Setembro chegou trazendo muita chuva em São Paulo na abertura da coroa em Cidade Jardim. E tivemos ainda muitas provas importantes no hemisfério norte. E com isso, resolvi destacar o grande desempenho que o treinador francês Henri-Francis Graffard teve na semana, confirmando seu excelente ano em 2026, que vem a ser a sequência cinematográfica do que chamei ao final de 2025 de “O Ano de Graffard”. Ao final deste destaque, farei um pequeno resumo dos principais eventos do fim de semana.
Graffard é uma força internacional, que quem subestimar pagará um preço caro nas pistas. Ele começou a semana vencendo clássicos com Drazinda (Sioux Nation) e Braida (Mehmas) em Paris e fechou a semana com chave de ouro, fazendo um triplete de provas clássicas, levando 3 preparatórias para o fim de semana do Arco através de Erdenali (Caravaggio), Varandir (Zarak) e o favortito do Arco, DARYZ (Sea The Stars). Enfim, uma semana de luxo, para ele e para a cocheira da Princesa Zara Khan, que é proprietária de 4 dos animais citados acima. Além disso, Graffard e Aga Khan mandaram para a Alemanha a égua Mandanaba que chegou em segundo lugar em uma prova de G2. Semana gloriosa!
Como já destaquei algumas vezes o cruzamento de DARYZ, vou dar uma olhada no cruzamento de Varandir, que vem a ser um filho de Zarak (Dubawi) na matriz francesa Varkesha (Pivotal). Ela, uma ganhadora de Listed. Primeiro produto da matriz e já ganhador de G2, Varandir traz em seu sangue uma combinação que poderá interessar aos criadores paranaenses. No final das contas, ele é produto de uma linha paterna de Dubawi cruzada com uma filha de Pivotal, logo, chama a atenção para a possibilidade de se repetir esta estrutura com Demarchelier cobrindo as filhas de Salto aqui no Paraná. Em números, a combinação foi tentada 5 vezes, tendo sucesso com este animal, Varandir. O índice de ganhos por produto (AEI) ainda não explodiu, mas é bem respeitável. Zarak, como reprodutor, tem 8% de aproveitamento clássico e seus produtos produzem ganhos em pista 66% acima da média. Pivotal, como avô materno, tem resultados excelentes com 5% de aproveitamento clássico e seus netos produzem ganhos em pista 40% acima da média. Enfim, grandes carreiras em Paris, novamente alguns fracassos da cocheira de O’Brien e um fim de semana em que a cor esmeralda brilhou intensamente.
Antes dos demais temas da semana, não poderia furtar vocês de dois comentários de minha esposa. O primeiro foi sobre a inutilidade que é de se ter o Prix Foy e o Prix Niel como preparatórias do Arco. Sobre o Foy, ela disse: "Uma das provas mais chatas que já vi". Pegando o contexto do comentário, na primeira metade do ano hípico os animais de 3 anos competem entre si e no resto do ano eles devem enfrentar os mais velhos. Esse é o verdadeiro comparativo de gerações. O segundo pitaco da patroa foi que ela marcou o ganhador do Niel, Varandir, simplesmente porque o nome parecia pertencer a um funcionário de repartição pública do subúrbio. Tipo, “Seu Varandir”, o responsável pelo arquivo-morto. Tô rindo até agora.
De resto, tivemos a aposentadoria de Romantic Warrior por motivo de contusão e o reaparecimento extraordinário de Ka Ying Rising, pulverizando o recorde da pista em Sha Tin. Aliás, que velocista! E finalizando, tivemos uma belíssima festa oriental mesmo em um sábado muito chuvoso da pauliceia desvairada. Vitória de Vip Na Balada (Drosselmeyer) em um Barão de Piracicaba que emocionou amigos desde Curitiba até São Paulo. Até os derrotados vibraram com o desempenho de suas pupilas. A sequência da coroa promete muitas emoções. Entre os machos, confirmando sua bela atuação na Gávea, Rabat Again (Courtier) levou a melhor no Ipiranga. Detalhe aqui é que nosso querido Eraldo Palmerini acertou mais uma vez, criando outro ganhador de G1, com a mesma estrutura genética de Obataye. Aguardo todos vocês logo mais com nosso convidado especial, Dr. Christian Schlegel, na Live de segunda-feira. Até breve.
Abraços, Baronius