Nunca me senti inibido de fazer afirmativas, que para muitos, caracterizavam, uma certa lunaticidade em meu modo de ver as coisas. Afirmar, segundos após a estréia que Frankel, poderia vir a ser um novo Ribot, com certeza tenha sido uma delas.
Mesmo levando-se em consideração que este ganhador do National stakes (G1) seja filho daquele que mais se aproximou do feito - seu pai Camelot - custa-me crer que tenha geneticamente a estamina necessária já detectada por O´Brien, para chegar ao Derby, que dirá o St. Eger. Se não vejamos: para uma mãe apenas vencedora de uma carreira, - e feito na distância curta - cuja estrutura genética seja formada por No Nay Never (Prix Morny), Woodman (Anglesey stakes) e Danzig sinto a falta de uma maior necessidade de fundo. Ademais, se levarmos em consideração que o tripé mágico formado por imbreeds em Northern Dancer, Mr. Prospector e Danzig em seu pedigree e ter como segunda mãe, a ganhadora do Irish 1,000 Guineas (G1) acentuam um perfil de velocidade acentuada a seu perfil calcado de alto classicismo.
Vibro com a perspectiva de seu experiente treinador, de enxergar mais longe, - neste exato momento - a luz do final deste túnel. O turfe precisa de tríplices coroados, mesmo tendo-se em consideração que poucos são os elementos que demonstram alto classicismo de levantar os Guineas e o Derby e tentar o St. Leger. Perde-se inclusive notoriedade na exploração no breeding-shed, o simples ato de fazê-lo. O mercado atual não anseia pelo ganhador de 2,800 metros. Há quem repudie até os 2,400m metros. Logo é um luxo assim pensar em tríplice coroa, em se tratando de turfe europeu.
Penso que poucos podem se dar ao luxo de tentar e certamente a Coolmore é um deles.
