Acordo cedo todos os dias. Na verdade quanto mais velho fico, mais cedo me levanto. Logo, não é por ser fim de semana, dias em que as principais corridas européias são disputas, que o faço, como o fiz ontem, sedento, não por estar tão interessado no Golden Fleece, Matron ou Champion stakes de Leopardstown, todas carreiras de graduação máxima, muito menos pelo St. Leger (G1) de Doncaster, uma carreira para mim, que não mais fede nem cheira, outrossim havia um potro que na sua estréia na primeira semana de Agosto, em Newmarket me impressionou sobremaneira, ganhando a puro galope por mais de 3 corpos aos demais. E correria o Champagne stakes (G2), em Doncaster ante a um pequeno contingente de adversários. Seu nome Desert Castle.
Desert Castle é um Frankel em mãe Dubawi, mãe esta ganhadora de três carreiras das seis que participou, com especial menção nos 1,000 metros do Flying Childers take (G2) deste mesmo Doncaster, onde venceu e convenceau E seu filho voltou a ganhar e a também convencer. Bom para ele, e igualmente para mim, que qualifiquei-o, logo após sua estréia, como algo que se movia, com a mesma fluidez e grandiosidade de seu invicto pai. Olho nele, pois ai certamente há muita lenha a se queimar...
É o meu atual candidato para os Guineas ? Certamente que sim, embora na ilha vizinha, mais precisamente em Leopardstown, Darkness Falls um Camelot em mãe No Nay Never, num tripé mágico formado pelos imbreeds em Northern Dancer, Mr. Prospector e Danzig, igualmente fazia seu favoritismo prevalecer nos 1,800 metros do Golden Fleece stakes (G1) contra um campo mais numeroso. Não arriscaria a afirmar que ele tenha impressionado como Desert Castle - pelo menos para mim - mas pelo menos chamou muita atenção com sua segunda vitória em três apresentações, desta vez por mais de quatro corpos. Com pedigree mais staminado que Desert Castle, o tenho guardado entre as opções que usufruo até o presente momento, para Epsom.
Abro um parênteses, pois onde houver um Night of Thunder, numa Hat Trick descendente direta de Best in Show, ainda por cima o combo ser imbreed em Sadler´s Wells e Mr. Prospector, haverá uma grande chance de se chegar a algum lugar. E este parece ser o caso do cinco anos, vencedor dos 1,400 metros do Park stakes (G2), More Thunder, um flyer que requer certos respeito. Fecho parênteses.
E o que de interessante a se comentar sobre o St. Leger (G1) deste ano? Apenas ac redito eu ter sido vencido pela primeira vez em sua longa história por uma mulher. O que para mim, é muito pouco para a importância que esta carreira já teve. Soffie Osborne, é o nome da criança prodígio...
As duas outras carreiras dignas de nota os 1,800 metros do Macron stakes (G1) e o Irish Champion stakes (G1) surpreenderam A primeira pela obviedade de seu resultado. A segunda ao contrário pela surpresa do mesmo.
Vamos por partes, como preferiria Jack.
No Matron, pelo menos para mim, não houve surpresa, já que a dupla da Coolmore, um dia considerada líder, Precise e True Love, desde a chegada a milha terem demonstrado falta de estamina. E com novamente a milha a ser vencida era de se esperar que fossem batidas, O ue deixou muitos atônitos e que chegassem ambas a mais de 4 corpos das vencedoras, respectivamente nas quarta e quinta colocações, sem que a elas possam a ser atribuídas, participações na prova.
Todavia o empenho e a lisura da vitória da pupila da Juddmonte, Blue Bolt determinando sua oitava vitória - a terceira de graduação máxima - a possibilita de ser classificada como a líder desta geração em que pese a reduzida estamina resiliente em seu pedigree. Afinal o que se poderia esperar de uma filha do extraordinário sprinter Blue Point (Sharmadal), numa mãe consubstanciada de um cruzamento entre os milheiros Whipper e Cozzene, mas com um importante imbreed nos irmãos inteiros Shirley Heights (British and Irish Derbies) e Millieme (avó da ganhadora do Diane e da Poule), Divine Proportion ? Algo que pudesse funcionar classicamente pelo menos até a milha.
Agora dai a se imaginar que o até então pouco efetivo neste patamar de disputa, o ganhador de seis carreiras em 15, Hotazhell - um grupo 1 na Alemanha - pudesse vir ser o vencedor de tão importante carreira, como o Irish Champion (G1), avistava-se um longo e tenebroso inverno...
Porém o fato deste filho de Too Dart Hot (Dubawi) em mãe por Danehill Dancer (Danehill) por definição genética poderia ser muito melhor produto, do que fora capaz de demonstrar até aqui, no momento de trazer em seu pedigrees, imbreeds em Sadler´s Wells e Shirley Heights, além de um interessante Rasmussem Factor em Delsy, mãe da ganhadora do Vermeille, Darara e do ganhador do Derby francês, Darshaan, me faz crer que ele Hotazhell seja uma flor tardia, que somente agora, aos 4 anos, definitivamente desabrochou.
