Primeiramente há de se caracterizar quais das duas principais estaríamos nos reportando: a norte-americana ou a britânica ? Qualquer que seja a escolhida, haverá sempre um forte grau de dificuldade em conquista-las.
Eu vejo a britânica com um St. Leger - hoje aberto não apenas aos três anos, mas também aos de mais idade - ainda um obstaculo mais difícil de ser suplantado. Talvez Sea esta a razão de poucos terem tentado. Possivelmente Sea the Stars em 2009 e Nashwan em 1989, poderiam igualmente ter tentado, com chances de êxito. Camelot foi segundo no St. Leger (G1) de 2012, para Encke.
No caso presente vamos nos atentar apenas a versão britânica, conseguida pela última vez em 1970, de forma invicta, por um cavalo canadense chamado Nijinsky. E porque ? Pelo simples fato do conceituado treinador Aiden O´Brien ter aludido a possibilidade de seu recente vencedor do Dewhurst stakes (G1), Darkness Falls, possuir as características necessárias para postular tão importante insígnia. Seria uma formula de valorizar ainda mais o potro que lidera a geração ?
De Bahran a Nijinsky foram necessários 35 anos de espera. E se as palavras de O´Brien forem verdadeiras, serão necessários mais de 57 anos para a coisa repetir-se. Lembrando-se sempre que o pai de Darkness Falls, Camelot, foi a única tentativa de Aiden com este intuito. Logo, se o comentário do irlandês não foi apenas uma bravata comercial, estamos a frente de algo verdadeiramente fora de série. Coisa que Camelot nunca provou ser.
Mas o que isto soaria num Curriculum já robusto com a vitória nas duas primeiras provas?
