Desde os idos tempos que Heron Domingues e Luis Jatobá, inicialmente na rádio Tupi-, passaram a ser reconhecidos, por grande parte da população brasileira, primeiramente no rádio e depois na televisão, como a Testemunha Ocular da História, que o Reporter Esso noticiou que um cavalo italiano chamado Ribot havia ganho pela segunda vez em Paris, ainda invicto, uma carreira conhecida como o Arco do Triunfo, que passei a interessar-me vivamente por ela . E mais ainda por quem demonstrasse a capacidade de vence-la em mais de uma oportunidade.
Não pelo possível ineditismo que este fato pudesse conter, já que antes a francesa Corrida e o igualmente francês Tantieme, já o haviam conseguido, mas sim pelo simples fato ter sido gerado por um cavalo de um país considerado na época de segundo escalão no turfe europeu. Pois bem, não foi por intermédio de Cid Moreira e Sergio Chapelein de eu tomar conhecimento que Alleged, fora capaz de repetir a dose.
Mas diria eu, que só agora que Daryz, quase que 50 anos depois, foi capaz de repetir este difícil feito como macho, que posso realmente aquilatar quão difícil ele se tornou, na modernidade. Logo, sou obrigado a concordar que este filho do também ganhador desta prova, Sea the Stars, tenha que ser reconhecido, no mínimo como um cavalo incomum.
Como certamente não pode ser considerado incomum, um elemento de um criador que pelo nona vez consegue produzir um ganhador desta prova, com algo gerado por dois elementos ganhadores na mais alta esfera mundial. em distância complicada como a milha e meia.
Meus caros navegantes, sou obrigado a dar meu braço a torcer: Daryz é muito mais cavalo do que eu achei que ele poderia ser. Principalmente da forma como conquistou este seu segundo Arco. E levando-se em consideração que sua avó Daryaba, a seu tempo, conseguiu o difícil feito de na mesma temporada vir a vencer o Prix Diane e o Prix Vermeille, ambas provas de graduação máxima, cria-se um esboço do que ele pode vir a ser no breeding-shed.