
Sim é altamente válido. Diria que vital. Estou falando da estrutura pedigrista dentro de uma engenharia genética de cruzamentos.
Esta é a resposta que tenho para o senhor Arinos que me perguntou sobre a validade de uma sólida estrutura pedigristica mesmo que as primeiras mães nada tenham produzido. Este gentil senhor fez esta pergunta tendo como base o comentário que fiz sobre a recente potranca por mim selecionada e adquirida para um criador paranaense. A filha de Royal Academy.
Quando se adquire animais, principalmente para se correr, muitas vezes há de se abdicar do pai. Quando assim não se faz, a familia materna normalmente é daquelas sul-americanas que nada deram. Mais ainda das mães. o que não se pode abdicar é da linha materna e da equação genética contida no pedigree. Quando existe uma estrutura de reprodutores sólida, existe uma chance de sucesso. Afinal cavalos não se tornam chefes de raça por obra e acaso do Espirito Santo.
Ano passao adquiri a uma filha de um cavalo porqr quem tenho imenso respeito chamado repent. mas a estrutura do pedigree desta potranca é que me deu a confiança em adquiri-la, já que suas duas mães em termos reprodutivos não me dizem muita coisa.
A mãe desta potranca é uma Slew OGold, numa mãe The Minstrel, numa mãe Roberto, numa mãe Raise a Native. O fato da terceira mãe da potranca ser a ganhadora de grupo, Legarto, soma. Todavia, é na estrutura do pedigree e no seu tipo fisico que esteve apoiada minha seleção naquela tarde de janeiro de 2008 em OBS. Ela está na Argentina e o tempo dirá.
Acreditem nas estruturas sólidas, quando não existir possibilidade de se contar com um pai fashionable e uma primeira ou segunda mãe consagradas. Espero que o senhor Arinos aceite minhas justificativas. E termino esta nota com um e-mail espirituoso recebido, que de outra forma se reportava a este mesmo assunto.
Como estou sem o que fazer aqui vou eu, a aborrecer a paciência dos outros.
Parece deveras fortissimo o pedigree da " bichinha " filha de Royal Academy à que você se refere. Porém pergunto eu : Não seria mais facil cruzar estas éguas com descendentes de Storm Cat ? Ou o inverso ? Por exemplo, o Durban Thunder com descendentes de " bichano tormentoso "
Sempre me lembro da Kate Pinkerton que custou a sair de perdedora e sempre me pergunto, qual foi o " principe consorte " a ela designado ?
Citando o J.B. Barros, outra inquietude me tira o sono. Apesar de Burooj não ter sido tudo aquilo que se poderia esperar ( embora o Hot Six sugira que ele se foi antes de cumprir a sua missão ) porque não aproveitar suas filhas na cruza com o Amigoni ? Isto não ajudaria a encurtar caminho ? Não se conseguiria deste modo exponencializar as virtudes de Danzin\g e de seu filho Danehill e suprir uma lacuna " oceanica " na nossa criação ?
Não faltará quem aponte para a recessividade latente (tamanha a saturação em Almahmoud), mas a possibilidade de um resultado acima da media não compensaria o risco ?
Me despeço atentando para o flagrante favoritismo de Flymetothemoon na saletiva para o Sudamericano, embora a minha simpatia vai para o Dear-Est.
Saudações homericas.
Yuyo !!