
Os detratores do óbvio, aliádos aos aduladores do ego alheio e as enciclopédias anãs do turfe brasileiro crispam-se em asco e tratam os estudos de engenharia genética em pedigrees nada mais que troças crueis e sacrílegas. Que assim o pensem.
Que seria dos inteligêntes se não houvessem os idiotas...
Estudando, como sempre faço, o pedigree de ganhadores de provas de grupo pelo mundo me estarneci com o da potranda de criação do haras Santa Maria de Araras na Argentina, que responde pelo sugestivo nome de Carioca da Gema.
Trata-se de uma filha de Pure Prize em Carlinha por Lode. Olhando sua estrutura a primeira coisa que afeta a retina é seu imbreeding em Nijinsky. Um imbreeding que dificilmente funciona e do qual me afasto como o diabo o faria ao visualizar uma cruz. Porque? Porque, é daqueles que considero pesado.
Quando vejo algo em um pedigree que me aborrece, procuro descobrir a razão do porque ele funcionou como uma verdadeira exceção. No caso de Carioca da Gema, foi bastante simples. Primeiramente ela pertence a linha 14-c, a de Pretty Polly, que aguenta qualquer desaforo. E segundo que esta potranca carrega consigo um RF em Somethingroyal, por seus filhos Secretariat, avô materno de Storm Cat (pai de Pure Prize) e Sir Gaylord, pai de Sir Ivor (avô materno de Lode).
Há igualmente um fato, que de maneira alguma possa passar a desapercebido: o da existência de um imbreeding na razão 4x3 em Mr. Prospector.
Uma boa linha materna aliada a um sólido Rasmussen Factor e se possivel reforçada por um imbreeding em elemento de velocidade que funcione como um antidoto, pode tranquilamente fazer de um imbreeding em Nijinsky, algo vitorioso.
Que a fúria pusilânime dos criticos das técnicas de cruzamento, por favor, objetem o que foi dito.