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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

SONHOS, SONHADOS!


UMA VERSÃO AMPLIADA DO QUE SERÁ PUBLICADO NO JORNAL DO TURFE

Nenhuma grande carreira a vista, é fraca, para não dizer esteril, a participação brasileira este ano em Dubai, por isto continuaremos na temática que venho tendo desde o início deste ano, a das idéias e proposições. Turfe se monta sobre teses. Por isto é uma atividade secular.

Em sendo assim, aproveito para levantar um ponto que considero crucial e muitas vezes não tão bem entendido entre os participantes deste complexo mercado.

Existe uma grande diferença entre o louco e um sonhador.

O louco vive de alucinações. Cria um mundo para si próprio e nele se asila, tendo a nítida certeza que todos que a ele não pertencem, estão fora da realidade. Ele sim é o centro da razão. O sonhador vive suas vastas emoções em pensamentos imperfeitos em companhia de seu travesseiro.

O cientista francês Alfred Maury define este estado onírico de “uma associação viciosa e irregular das idéias”. Freud argumenta, em seu Interpretação dos Sonhos, que os mesmos são, em sua grande maioria, experiências visuais, mas que tranquilamente podem também ser impressões auditivas. Ninguém sabe exatamente o que é o sonho. Como ele aparece e desaparece de nossas mentes. Como ele influência nossas ações quando acordados. E as formas e maneiras pela qual sonhamos: uns o fazem em preto e branco, outros em colorido. Uns na língua mater outros na língua do pais em que ora residem. Outrossim, o mais importante sonho para mim, é o que você sonha acordado. Este é o sonho que remove montanhas. Este é o sonho que motivou a mais forte nação do universo em querer mudar e conseqüentemente levou Barack Obama ao poder.

Eu diria que toda pessoa ligada ao turfe, seja ela profissional ou investidor, tem um pouco de louco e muito, mas muito mesmo, de sonhador. Os agentes, principalmente. A gente vê um desmamado e imediatamente o associa ao vencedor do Arco. Cria fantasias e estabelece parâmetros. Nada mais excitante que a estréia de um animal que lhe inspira fé. Um grande amigo meu me disse ser melhor que sexo. Mas como ele já passa dos oitenta, há de se relevar seu comentário. Não importa. Esta associação viciosa e irregular de idéias é que move esta atividade. O sonho é o combustível do mercado. Sonhar alto, o leva a vôos maiores. por isto tiro duas horas de meu dia para na praia sonhar. O hozizonte que meu amigo Atlântico descortina o faz ver que seja um sonho ou uma realidade, não há limites quando se tem imaginação.

Nosso querido Albert sempre defendeu a tese que a imaginação era muito mais importante que o conhecimento. Logo, o sonhador deve ter respeito mesmo da parte daqueles São Tomés de araque, que querem ter a prova de tudo, em suas mãos. Volta a repetir, pois, repetitivo o sou. Sonhar acordado é o maior dom que um ser humano pode ter.

ESCREVI ESTA PRIMEIRA PARTE
NO DIA DE HOMENAGENS A MARTIN LUTHER KING JR.,
19 DE JANEIRO, VÉSPERA DA POSSE DE OBAMA.

Dr. King foi o homem que elevou o significado da frase. I have a dream. O homem que acreditava que os grandes sonhos eram o inicio das grandes realidades. Obama, apenas corroborou o fato como a prova viva que sonhos podem se tornar realidades. Desculpem, mas não se trata de um pífio truque sintático. Eu, igualmente, tenho meus sonhos. São grandes, coloridos e repetitivos: o Arco, o King George VI & Queen Elizabeth stakes e o Pellegrini. Necessariamente nesta ordem! Corri um, foi segundo em outro e ganhei em mais de uma oportunidade o terceiro. Com cavalos brasileiros. Para muitos, o simples fato de sonhar com isto, já seria um atestado de loucura. Mas, a verdade é que não me internaram até o presente momento. Deve haver um motivo. Talvez o fato dos cavalos que levei, terem corrido bem acima das expectativas. Intrujice? Os resultados provam que não. Então porque não sonhar? Porque não tentar visualizar a big picture?

Acho que o maior sonho da temporada passada foi o das conexões do invicto em onze saídas, Overdose. Tudo na vida deste potro faz parte de um sonho. Imbrindado em Never Bend na razão 5x5, mas ao mesmo tempo filho do pouco fashionable Starborough (Soviet Star-Nureyev), ele foi adquirido por seu atual proprietário, pela irrisória quantia equivalente a US$3,979 em Tattersalls. Levado a Hungria provou ser o melhor produto lá corrido desde os idos tempos da invicta Kincsem. Para quem ache que até seu cão basset possa ser um campeão na Hungria, gostaria de lembrar que foi Kincsem. Ela é até hoje considerada como uma das melhores éguas de todos os tempos no mundo. 54 carreiras ganhas, entre as quais o Derby da Áustria, o da Hungria, ambos os Guineos húngaros, e o Oaks e o St. Leger daquele pais. Fora disto venceu três versões do Grosser Preis von Baden, a Goodwood Cup e o Grand Prix de Deauville. Um fenômeno em quatro patas em quatro nações.

Pois bem, Overdose ainda não chegou ao patamar da égua que dá nome ao hipódromo que hoje o venera, porém, diria tratar-se de um sprinter de primeiríssimo nível. Ele ganhou fora das fronteiras, quatro provas graduadas: o Goldene Peitsch (G3) de Baden-Baden, o Lotto-Hamburg-Trophy (G3) de Hamburg e o Premio Carlo e Francesco Aloisi (G3) de Campannelle, todos na distância de 1,200m. Nas duas corridas alemães bateu ao bom sprinter local, Abbadjinn.

Não tenho dúvidas que Overdose ganharia o malfadado, Prix de l’Abbaye de Longchamp (G1). Aquela versão, da largada falsa, Outubro passado. Andreas Suborics largou, riscou e ganhou em quase recorde, não tendo noção que a partida fora anulada com o problema de Fleeting Spirit não ter conseguido largar. Foi um estado de caos. A carreira foi transferida para cinco horas depois, mas suas conexões se recusaram a trazê-lo de volta a pista para disputá-la. Estavam cobertos de razão. Em condições normais teria definitivamente se consagrado. Ele deve ter como base esta temporada, as corridas de velocidade na Inglaterra. O Temple stakes (G2) de Haydock Park e o King’s Stand stakes (G1) em Royal Ascot.

Arriscaria a afirmar que ele não possui o grande pedigree, sua existência até aqui faz parte de um grande sonho, outrossim, existe uma grande realidade em sua vida: ele é um descendente direto de Gladness, que montada por Lester Piggott venceu a Ascot Gold Cup, foi igualmente, a heroína da Goodwood Cup e ainda por cima, segunda para Alcide, no prestimoso King George VI & Queen Elizabeth stakes. Fundista de primeiro quilate. Diria que Overdose, como Obama, é outro sonho que se tornou realidade. Tudo cemeçado por O...

Outro sonho de grande eloqüência que observei este início de ano, me parece o do Banorte, o banco que assiste a região do nordeste brasileiro. Numa época de crise e incertezas quem apresentar opções lúcidas, sempre angariará para si, uma chance maior entre os investidores internacionais. Isto me parece matéria a não se discutir. Pois bem, em anúncio em forma de reportagem, este Banco apresenta quatro páginas, muito bem redigidas e diagramadas, em uma das mais lidas e sérias revistas hoje existentes no mercado norte-americano. A Condé Nast Portfólio. Nesta pseudo-reportagem, apresentada logo no início da revista, é apresentada de forma objetiva o que a região nordeste do Brasil pode oferecer à aqueles que estão sem opções, já que o mercado de ações no primeiro mundo não se mostra sólido. Com as ações do City Bank sendo transacionadas em menos de US$4,00, esta chamada determina, entre outras coisas, que a região nordestina brasileira abrange uma área de 1,558,196 quilômetros quadrados, superior a da África do Sul; que o seu GOP de US$217 bilhões é equiparável ao da Irlanda; que a população de 51,6 milhões é maior do que a da Coréia do Sul e que a força da mão de obra de 23,3 milhões de pessoas é similar que a da Espanha. Isto potencializa as chances efetivas de um novo mercado, que está sendo inteligentemente vendido aos olhos do mundo, ainda mais que é citado uma projeção da United Nations, que a produção agrícola brasileira tenderá a suplantar a norte-americana em menos de 12 anos.

Para muitos pode soar como um sonho. Mas creio que deva ser um sonho a se sonhar. Espero que a ABCPCC tenda a capitanear idéia similar, em forma de projetar nosso mercado da mesma forma agressiva que o Banorte o fez em relação a uma região aberta a investimentos de todos os tipos. Do turismo a agricultura. Da indústria ao comércio. Temos resultados para basear nossa tese, precisamos apenas iniciar este processo de marketing de um sonho a se realizar. Pois, isto não me parece uma associação viciosa e irregular de idéias.

Se prestigiamos nossos orgãos representativos estaremos tendo a força que necessitamos para possuír uma representatividade maior junto as lideranças governamentais, que não possuem até aqui nenhuma atenção para este mercado que gera empregos e divisas tanto para o estado quanto para a união.

POR ISTO, CREIO QUE DEVAMOS PRESTIGIAR A ABCPCC.
ELA NÃO É UM CLUBE DO BOLINHA,
MANIPULADO POR MEIA DÚZIA DE CRIADORES,
QUE EMBORA BEM INTENCIONADOS
NÃO SÃO O ESPELHO DE NOSSO MERCADO.