HARAS SANTA RITA DA SERRA - BRASIL

HARAS SANTA RITA DA SERRA - BRASIL
HARAS SANTA RITA DA SERRA - CLIQUE NA FOTO PARA CONHECER NOSSO PROJETO

HARAS FIGUEIRA DO LAGO

HARAS FIGUEIRA DO LAGO
NEPAL GAVEA´S CHAMPION 2YO - HARAS FIGUEIRA DO LAGO - São Miguel, São Paulo

HARAS SANTA MARIA DE ARARAS

HARAS SANTA MARIA DE ARARAS
Santa Maria DE ARARAS: TOQUE NA FOTOGRAFIA E VENHA CONHECER O BERÇO DE CAMPEÕES

HARAS ESTRELA NOVA

HARAS ESTRELA NOVA
Venha nos conhecer melhor no Instagram @haras.estrelanova.

HARAS NIJU

HARAS NIJU
toque na foto para conhecer nosso projeto

HARAS FRONTEIRA

HARAS FRONTEIRA
HARAS Fronteira

HARAS ERALDO PALMERINI

HARAS ERALDO PALMERINI
HARAS ERALDO PALMERINI a casa de Lionel the Best (foto de Paula Bezerra Jr), Jet Lag, Estupenda de Mais, Hotaru, etc...

HARAS CIFRA

HARAS CIFRA
HARAS CIFRA - HALSTON POR MARILIA LEMOS

HARAS RIO IGUASSU

HARAS RIO IGUASSU
HARAS RIO IGUASSU A PROCURA DA VELOCIDADE CLÁSSICA - Foto de Karol Loureiro

HARAS SÃO PEDRO DO ALTO

HARAS SÃO PEDRO DO ALTO
HARAS SÃO PEDRO DO ALTO - Qualidade ao invés de Quantidade

HARAS RED RAFA

HARAS RED RAFA
HARAS RED RAFA - O CRIADOR DE PLANETARIO

STUD MY HERO DAD - Summerset

STUD MY HERO DAD - Summerset
STUD MY HERO DAD - SUMMERSET - foto de Porfirio Menezes

JOCKEY CLUB BRASILEIRO

JOCKEY CLUB BRASILEIRO
JOCKEY CLUB BRASILEIRO

terça-feira, 30 de junho de 2009

A LEI DA VIDA


Caro Renato ,

leitor diário de seu Blog , vai uma indagação, do que li até agora no seu Blog há a mais de 50 anos uma dicotomia , quase unanime, com pequenas exceções, que só vem confirmar a regra, de toda criação mundial em torno de Northern Dance e Mr. Prospector na linha alta , por todos os seus descendentes cujo sucesso se dá nos cruzamentos em torno de éguas em suas várias linhagens e dentro das mesmas, isto é uma constatação ,é um paradigma e ai vai a minha pergunta : Não há como romper isto trazendo novos atores para a criação de puro sangues?????????????

Grato;


Cláudio Pragana

Claudio,

Inicialmente agradeço sua assisuídade.

Esta raça que um dia veio a ser batizada de thoroughbred, iniciou com vários elementos, outrossim apenas três a levaram adiante. E se mantiveram pela mesma razão de sempre. foram os que produziram os melhores cavalos. Passou-se mais de um século e depois destas três linhas ramificarem-se em dezenas, voltou a afunilar em três outros sementais descendentes dos três primeiros. E pelas razões de sempre. eles suplantaram em muito os demais.

Novos séculos e chegamos ao inicio do de número 20 com várias ramificações, entre as quais as mais proeminentes eram Bay Ronald (Son-in-Law e Bayardo), Blandford, Le Sancy, Ormonde, Polymelus, St. Simon, Tourbillon, e assim vai. Pois bem, hoje existem algumas, mas 85% dos grandes ganhadores são descendentes de Northern Dancer e Mr. Prospector. Logo mesmo que por um absurdo chegarmos a duas, as ramificações criam novas chefias de raça.

Não tenho dúvidas que Sadler's Wells (Galileo, Montjeu, High Chaparral e Sinspiel), Danzig (Danehill e Green Desert), Storm Bird (Storm Cat), Nureyev (Pivotal), Vice Regent (Deputy Minister) e Try My Best (Last Tycoon) erigiram suas próprias descendências e permanecerão vivas por muito tempo. Nijinsky (Royal Academy), Lyphard (Linamix), Dixieland Band (Dixie Union), lutam por suas respectivas sobrevivências. O resto praticamente já foi para o brejo.

Mr. Prospector sobreviverá a médio e longo prazo por Fappiano (Unbridled), Machiavellin (Street Cry), Gone West (Elusive Quality), Kingmambo, Forty Niner e outros menos votados.

Existem alguns Nasrullah tentando ficar como os Seattle Slews, os Blushing Grooms, os Grey Sovereigns e deixemos por ai. A atividade criatória provou pelo andar dos séculos que os bons se mantem, os razoáveis sobrevivem e os que não tem jeito para o negócio desaparecem. outras razões se seoma a estas.

Son-in-law, o rei dos stayers desapareceu pelo simples fato do mercado atual não dar mais bola para os stayers.

A lei da vida.

ELUCIDEMOS UM ESTRANHO FATO.


ABAIXO DESTA NOTA, APRESENTAMOS A LISTA DOS MAIS BEM SUCEDIDODS TREINADORES EM ATIVIDADE ESTA TEMPORADA NOS ESTADOS UNIDOS.

Alguns nomes são desconhecidos do publico turfista brasileiro. Ainda mais que nenhum deles vem ao Brasil adquirir produtos ou mesmo se oferece como agente para transacionar cavalos de corrida seja daqui para ai, ou dai para cá. O que não me surpreende, pois, aqui nos Estados Unidos você tem que se especializar em algo para atingir notoriedade. estes abaixo, são treinadores, que prezam e gostam do que fazem. Não precisam achar outras formas de tentar fazer dinheiro. O fazem naquilo que sabem fazer.

Fiquei surpreso ao receber de um colega de profissão veterinário do Brasil um exemplar da Revista Turfe Brasil onde o senhor Kenneth Grey McPeack faz um anúncio de duas páginas, onde oferece seus serviços como agente e em segunda escala como treinador.

Surpreso fiquei inicialmente pois, nunca vi Pletcher, Baffert, Dutrow, Clemant ou Frankel fazerem isto. São elementos bem sucedidos em sua profissão, a de treinar cavalos de corrida e não frequentadores de leilões, já que para se treinar cavalos de corrida aqui nos Estados Unidos é necessário estar com toda a atenção virada para seu barn. este é o compromisso moral que todo treinador deve ter por aqui. Para tal, todos possuem seus agentes, quando necessário se torna se adquirir algo.

Até o senhor Kenneth McPeak o tinha aqui no Brasil, quando os únicos cavalos nossos por eles recebidos nos Estados Unidos atingiram com sucesso a esfera clássica. Selecionamos para os clientes deste senhor 9 elementos, que foram a seguir exportados. Cinco foram stakes winners Hard Buck, Einstein, Givememore, Naraingang e um esquecido pelo mesmo Art Variety que ganhou uma prova de Grupo 2 e foi desclassificado para a segunda colocação. Logo, o aproveitamento foi de 55,55%, o que considero extraordinário. Evidentemente que o nome do agente responsável por esta seleção foi omitido. A bem da verdade o do outro agente que o ajudou nas malfadas aquisições posteriores em solo brasileiro, igualmente o foi. Apenas que neste caso a coisa é plenamente justificável como veremos a seguir.

Após disto este referido senhor adquiriu de nosso conhecimento mais de uma dúzia de cavalos no Brasil, alguns dos quais por preços excessivos. Desta feita assessorado talvez por alguma encicoplédia turfística destas ambulantes em nosso território. Pasmem, nenhum cavalo aparece nesta lista. E para mim não poderia ser distinto, pois, nenhum deles atingiu com sucesso a esfera clássica, pois, não eram cavalos capazes para tal. Diria que o percentual obtido pelo referido treinador e seu agente, cala qualquer argumento: 0%

"Nem tudo que é vendido como ouro, ouro é", diria minha finada vó Adelina. Ainda mais que é igualmente omitido em seu anúncio que os dois melhores animais treinados por este senhor, Harlans Holiday (Bluegrass Stakes e Florida Derby) e Sarava (Belmont stakes) não foram por ele selecionados e que sairam de suas mãos, o primeiro após uma mal fadada triplice coroa onde foi favotiro e não figurou e o segundo logo após ter ganho o Belmont stakes. Todd Pletcher (foto) fez de Harlans Holiday um cavalo internacional.

A verdade nua e crua é que não existem cavalos qualificados treinados nos Estados Unidos capazes de correr em um circuito como o de Epson, principalmente em se tratando do Derby ou do Oaks. Hard Buck à exceção das exceções foi treinado por uma moça dinamarquesa chamada Hanna que ficou com ele em Newmaket por mais de três semanas, sozinha, sem interferência alguma daquele que assinava como treinador e acabou sendo segundo no King George VI & Queen Elizabeth Stakes (Gr.1), uma prova não para potros e sim para elementos de mais idade. O senhor McPeek chegou dois dias antes da carreira em Newmarket. Quem quizer que confirme aí no Brasil, com o sócio majoritário do cavalo, o senhor José Carlos Carnevale. Apenas a titulo de informação, esta mesma Hanna foi a que levou e ficou com Hard Buck em Dubai, quando de sua segunda colocação na Dubai Sheema (Gr.1).

Para quem afirma que selecionou cavalos pré-selecionados, o senhor McPeek me parece oferecer serviços que podem estar acima de suas qualificações. Talvez por isto além de ter perdido Harlans Holiday, perdeu Saravá dois dias depois de ter ganho o Belmont Stakes e foi impossibilitado quando de sua volta a treinador, depois de uma breve tentativa de ser apenas agente, de treinar Einstein e Curlin que ele afirma terem sido por ele selecionados. Sua assistente Helen Pitts, agradou mais a seus antigos proprietários em seis meses, do que ele próprio em alguns anos. Igualmente há de se lembrar que este treinador perdeu o senhor Jerry Bach (a quem o senhor Mcpeak tentou processar como aos senhores Bill Gallion e Shirley Cunningham, proprietários de Einsten e co-proprietários de Curlin).

Tendo elucidar desta forma omissões e má interpretações apresentadas em um anuncio que foi escrito de uma forma a deixar interpretações dubias a quem não conhece a história que cerca este treinador, agora agente, despachante e dono de uma propriedade pronta a fazer o board de que possa estar interessado.

A estatistica norte-americana que se segue apresenta Steven M. Asmussen como seu lider com 1402 carreiras corridas, 305 ganhas, com 230 segunda colocações e 206 terceiros lugares, Um tortal em prêmios de mais de US$9,000,000 e os percentuais de vitórias de 22% e de colocações no dinheiro de 53%

1 Steven M. Asmussen 1,402 305 230 206 $9,181,488 22% 53%
2 Todd A. Pletcher 477 96 66 70 $5,469,224 20% 49%
3 Kiaran P. McLaughlin 295 63 48 51 $3,972,778 21% 55%
4 Scott A. Lake 767 173 122 114 $3,487,226 23% 53%
5 Bob Baffert 222 43 33 29 $3,467,145 19% 47%
6 Jerry Hollendorfer 583 124 120 93 $3,264,351 21% 58%
7 Robert J. Frankel 189 24 35 25 $3,048,820 13% 44%
8 William I. Mott 299 50 49 42 $3,019,129 17% 47%
9 J. Larry Jones 228 47 36 30 $2,936,698 21% 50%
10 W. Bret Calhoun 482 123 83 64 $2,905,958 26% 56%
11 Doug F. O'Neill 448 70 54 64 $2,862,010 16% 42%
12 John W. Sadler 290 58 50 33 $2,611,107 20% 49%
13 Anthony W. Dutrow 276 69 52 47 $2,571,369 25% 61%
14 Martin D. Wolfson 136 33 23 20 $2,513,759 24% 56%
15 Gary C. Contessa 619 79 97 99 $2,500,516 13% 44%
16 Richard E. Dutrow, Jr. 223 63 42 29 $2,355,862 28% 60%
17 Steve Klesaris 310 80 67 48 $2,320,586 26% 63%
18 Bruce N. Levine 365 69 66 55 $2,265,072 19% 52%
19 Christophe Clement 192 45 40 23 $2,234,339 23% 56%
20 H. Graham Motion 299 58 52 44 $2,206,342 19% 52%
21 Jeff Mullins 204 51 28 31 $2,121,062 25% 54%
22 Keith G. Bourgeois 534 118 86 67 $2,101,939 22% 51%
23 Thomas Albertrani 147 40 23 15 $2,073,992 27% 53%
24 Bennie L. Woolley, Jr. 47 3 5 7 $1,883,905 6% 32%
25 Michael J. Maker 290 77 50 32 $1,841,028 27% 55%
26 Michael J. Trombetta 265 60 41 38 $1,804,374 23% 52%
27 Stephanie S. Beattie 409 126 84 41 $1,755,927 31% 61%
28 Mike R. Mitchell 204 53 36 34 $1,699,956 26% 60%
29 Barclay Tagg 201 33 41 20 $1,685,999 16% 47

NÃO HÁ NADA NORMAL NA QUEDA DE UM PARDAL


Caro Renato, ... uma outra curiosidade em relação a seu trabalho seria o porque que você trouxe para o Brasil poucos garanhões. Que me lembre o Hostage, o Jarraar, o Torrential e mais recentemente o Tiger Heart.

Porque não trouxe mais?


Lucio Roberto


Caro Lúcio,

Primeiramente desculpe, mas não me lembro de ter recebido um e-mail anterior seu. Como você disse que foi há três anos, minha memória, que já não é muito boa com o que aconteceu a três meses atrás, pode tê-lo simplesmente deletado de minha mente. Mas este seu, eu garanto que recebi e vou tentar respondê-lo, no tocante a sua última pergunta, embora não tenha entendido a finalidade da mesma.

A coisa mais simples de se fazer é trazer um garanhão.

Outrossim, também a iniciativa que exige a maior responsabilidade, já que um garanhão pode fazer ou acabar com um Haras. Muita gente não se preocupa com este fato e pensa apenas no lado comercial da coisa. Um direito que assisti a cada um. E estes agentes contam com a vantagem que se estiverem equivocados em sua seleção, levam-se 3 a 4 anos para todos tomarem conhecimento deste fato. E neste período voce já ganhou dinheiro trazendo outros. Mas existe a sobrevida. No Brasil sempre existirá a sobrevida, afinal nosso turfe tem tetas longas e producentes.

Ao contrário, comprar um yearling, pode em menos de um ano levantar a possibilidade que o agente tenha errado, mesmo antes do cavalo estrear. Por isto muitos agentes preferem trabalhar com reprodutores. Como os americanos dizem, fica-se no lado mais safety.

Em minha profissão, a de agente, o grande desafio pelo menos para mim, é comprar o cavalo que leva seu proprietário ao cume do sucesso. É indubitavelmente o maior desafio, mas o que trás melhores recordações. Adquirir-se um Much Better, um Einstein, um Da Hoss, uma Cara Rafaela, um Glória de Campeão, um Hard Buck e acredite entre ganhadores de grupo já estou nos 3 digitos, é que me agrada. Em uma segunda preferência pessoal, aparece a seleção de éguas que possam produzir um Bernardini, um Neo Universe, um Redattore, um Unbridled Elaine, um Cajun Beat e outros. Fazer os cruzamentos, principalmente em éguas que selecionei, é meu terceiro gol e finalmente o de trazer garanhões o quarto, pois, só o faço para clientes e amigos.

Parenteses, você citou reprodutores que selecionei. Trouxe mais outros, e acredite, alguns deles me fazem querer me tornar uma desmemoriado. Dance Bid foi um deles. Deixou dois ou três ganhadores de graduação máxima no Brasil, mas na verdade nunca preencheu as esperanças que nele tinha. Não sei porque.

Outro detalhe. Uma vez uma pessoa especializada em trazer garanhões, mas que abandonou o mercado, me disse. "Garanhão é ótimo de se comprar, o problema é que dura muito e você precisa esperar as vezes uma década para comprar outro". O Shuttle (o mais caro dos sistemas) amenizou em muito esta espera. Porque o shuttle é caro? Porque a exceção de um Royal Academy ou um Elusive Quality, ao contrário da vizinha Argentina, trazemos aquilo que não está dando certo em centros mais competitivos. Temos que pagar uma ida e volta - no caso da Europa um preço exorbitante - e ainda mais honrar um seguro sobre um valor pelo qual ninguém compraria o referido animal em sã consciência. Tudo isto está embutido na cobertura. O que fazer então?

O melhor é comprar uma filha deste determinado reprodutor, já nascida, correta, com sexo definido, em uma mãe com pedigree muito superior à aquela que você tem em seu haras, em um preço as vezes pouco maior do que o preço da cobertura. Em se tratando da maioria dos reprodutores que aqui adentram, é totalmente viável. Ainda mais, que no caso do Shuttle, nada lhe garante o nascimento de um produto normal, nem mesmo uma simples prenhez. A única coisa garantido é o custo da ação que você reservou para si.

Cada um tem o seu gosto. Estes são os meus, dentro de minha profissão. Mas sempre lembrar que qualquer que seja o desafio, a palavra final é daquele que está colocando seu dinheiro.

Comento sim, muito sobre os reprodutores, pois, pelo número de animais que produzem, se torna o elemento, entre os equinos, mais fácil de se erigir universos de pesquisa e de se tirar conclusões. Assim sendo, quanto menor a relação profissional com os mesmos, melhor, pois, me deixa a vontade de tecer o comentário que quizer.

Uma vez Hamlet disse, "que não há nada de normal na queda de um pardal". Ou como minha saudosa avó Adelina complementaria, "não se prega prego sem estopa".

Discordo de ambas assertivas, pois, acho que um pardal pode cair sem que razões maiores tenham que ser indiciadas como pertinentes a queda. E como já preguei muitos pregos sem o auxílio da estopa, acredito que você pode até encher a bola dos outros, sem necessáriamente estar ganhando algo para tal.

Espero que isto tenha respondido a sua pergunta.