Renato,
Soy un asiduo lector de su página web y desde un tiempo a esta parte me he estado haciendo una pregunta, tiene usted una estadística del universo general de cada centro criatorio respecto de cuantos SPC tienen repeticiones de al menos un individuo (o discriminado por Inbreeding y FR)? Mi pregunta se basa en que podría esto según entiendo quitar valor relativo al Inbreeding, de igual manera cual sería en el universo total la participaciones de FR, para de esta forma comparara la participación de estos en el universo general, versus la participación de estos en el universo de los ganadores de G. Creo intuitivamente y me gustaría tener certeza de que esto valoraría muchísimo más al FR respecto del Inbreeding
Desde ya muchísimas gracias y lo felicito por su página la cual aporta muchísimo a turf, abraso
Ernesto
Desde ya muchísimas gracias y lo felicito por su página la cual aporta muchísimo a turf, abraso
Ernesto
MUCH BETTER
Ernesto,Evidentemente que este seria o processo perfeito, mas impossível de ser conseguido de uma forma prática, não só pelo número de cavalos de corrida nascidos no mundo, como também pelas dificuldades de se obter informações de alguns stud books. Tenho uma equipe que me ajuda, subvencionada pelos patrocinadores que tenho. Hoje são seis, precisaria de 10 para manter o blog no nível que está. imaginem para subir a um nível ainda maior. Logo, existe um limite de gasto, que infelizmente tenho que manter em equilíbrio e preferencialmente vivo.
Venho atentando não é de hoje para a importância de imbreeds e Rasmussen Factors. O blog simplesmente me deu a oportunidade de expor minhas ideias e suspeitas. Não tenho procuração nem interesse algum em defender este ou aquele tipo de pedigree. Eu simplesmente compro aquilo que acho o correto e confesso que na maioria das vezes o pacote vem adornado de imbreeds e Rasmussen Factors. E como tenho tido bons resultados, nacionais e internacionais, numa atividade que sempre se está sujeita ao erro, mas que o faz sobreviver , se você acertar mais do que errar, tenho mantido minha linha de pensamento.
Much Better, talvez o melhor cavalo que selecionei até aqui, tinha um pedigree outcross e o comprei sem sequer olhar o catálogo e muito menos ter um cliente em mente. Simplesmente o adquiri e o ofereci depois. Quando, minutos depois da compra, o vi tratar-se de um filho de Baynoun em mãe Brac, juro que tremi na base. Outrossim, tinha custado menos de US$3,000 e era um descendente da linha 13-c. Graças a Deus o instinto desta feita funcionou melhor que a técnica.
Gloria de Campeão (foto ao lado) que selecionei ainda potro no haras e que embora não esteja na minha lista dos dez mais, foi o que ganhou a prova de maior dotação, a Bredeers Cup Classic, era um filho de um cavalo que nunca me agradou. Mas sua mãe era Clackson, sua linha materna de sólida participação clássica na Argentina, um tipo fisico do padrão Much Better e ainda por cima trazia um insinuante Rasmussen Factor em La Farnesina, pelos irmãos inteiros Gioconda e Farnésio, e isto foi o que me fez não titubear nem pechinchar ao preço pedido - mais de 6 vezes do que o que paguei por Much Better - e fora de uma venda.
Vejam Da Hoss (foto que se segue) - da primeira geração de Gone West - a quem estive associado profissionalmente, e foi comprado com outros objetivos que não o da pista, e acabou sendo castrado e ganhando duas Breeders Cup Mile. Ele tinha um pedigree outcross, mas por progenitores de estrutura pedigrística com imbreeds.
Seu pai Gone West em Nasrullah 4x4, Discovery 5x5 e sua mãe Jolly Saint em Aureole3x4, Donatello 5x4, Hyperion 5x5 e Vatout 5x5.
E para acabar com esta pequena amostragem, citaria a Cara Rafaela - da primeira geração de Quiet American - que embora fosse filha de um reprodutor a quem eu tinha bastante respeito não apenas pelo que fez em pista mas por ser um pedigree altamente trabalhado, já que Killaloe a mãe de seu pai Fappiano era uma Dr. Fager em mãe filha do chefe de raça Cequillo, e Demure, a mãe de Quiet American, outra filha de Dr. Fager em outra filha da chefe de raça Cequillo. Perfeito. Dificil de ser comparado, ela possuía ainda outros atributos em seu mapa genético. Ela era imbreed em Nearctic 4x4 e Native Dancer 5x5. Wild Emotions outra grande égua a quem estive profissionalmente associado o era em Nearctic 3x5x4 e em Nearco 5x5. Gosto de elementos imbreed em Nearctic, pois, considero este chefe de raça canadense, juntamente com Danzig, Dr. Fager e Raise a Native, os quatro maiores transmissores de velocidade deste continente. Crazy About me (foto no final deste), que selecionei desmamada e estreia nesta temporada aqui nos estados Unidos, é imbreed em Nearctic 5x5x5 e Rasmussen Factor em Somethingroyal na razão 6x5. Mas não creio que há de fazer. Mas paremos por aqui e voltemos aos trilhos.
Seu pai Gone West em Nasrullah 4x4, Discovery 5x5 e sua mãe Jolly Saint em Aureole3x4, Donatello 5x4, Hyperion 5x5 e Vatout 5x5.
E para acabar com esta pequena amostragem, citaria a Cara Rafaela - da primeira geração de Quiet American - que embora fosse filha de um reprodutor a quem eu tinha bastante respeito não apenas pelo que fez em pista mas por ser um pedigree altamente trabalhado, já que Killaloe a mãe de seu pai Fappiano era uma Dr. Fager em mãe filha do chefe de raça Cequillo, e Demure, a mãe de Quiet American, outra filha de Dr. Fager em outra filha da chefe de raça Cequillo. Perfeito. Dificil de ser comparado, ela possuía ainda outros atributos em seu mapa genético. Ela era imbreed em Nearctic 4x4 e Native Dancer 5x5. Wild Emotions outra grande égua a quem estive profissionalmente associado o era em Nearctic 3x5x4 e em Nearco 5x5. Gosto de elementos imbreed em Nearctic, pois, considero este chefe de raça canadense, juntamente com Danzig, Dr. Fager e Raise a Native, os quatro maiores transmissores de velocidade deste continente. Crazy About me (foto no final deste), que selecionei desmamada e estreia nesta temporada aqui nos estados Unidos, é imbreed em Nearctic 5x5x5 e Rasmussen Factor em Somethingroyal na razão 6x5. Mas não creio que há de fazer. Mas paremos por aqui e voltemos aos trilhos.
Entre os quatro principais citados, diria que são quatro tipos distintos de estrutura genética. E os quatro chegaram lá internacionalmente, igualmente de formas distintas. Dizem os antigos que todos os caminhos o levam a Roma. Discordo, tente ir via Duque de Caxias ou Tegucigalpa e veja o que é bom para a sua tosse. Mas certos caminhos lúcidos, mesmo que distintos, podem o levar ao winners circle. E é nele que qualquer um quer estar.
Quanto a provar meu ponto? Não estou preocupado com isto. E sei que esta não é a intenção de seu inteligente e-mail. Não existe uma fórmula, simplesmente bom senço e sencibilidade. O que interessa é que a resposta na pista. E no meu caso eu a estou tendo.
Mas voltando a sua observação bem colocada, a única coisa que fiz neste sentido, tendo como base os recursos que tinha em minhas mãos, foi há seis anos atrás, peguei um catalogo de Tattersalls e um de Keeneland e coloquei uma equipe para levantar quando cavalos eram imbreed até a quinta geração e possuíam Rasmussen Factors até a sexta e naquewla época ficou evidente que o percentual infimo de RF, demonstrava a importância dos mesmos. Mais do que os imbreedings, como o seu instinto previu.
Nesta época o percentual de pedigrees outcross até a quinta geração em relação aos com pelo menos um duplicação, apresentou uma vantagem de 54% a 46%. E os Rasmussen Factors não passavam da faixa dos 22% nas vendas britãnicas e 14% nas norte-americanas.Mas voltando a sua observação bem colocada, a única coisa que fiz neste sentido, tendo como base os recursos que tinha em minhas mãos, foi há seis anos atrás, peguei um catalogo de Tattersalls e um de Keeneland e coloquei uma equipe para levantar quando cavalos eram imbreed até a quinta geração e possuíam Rasmussen Factors até a sexta e naquewla época ficou evidente que o percentual infimo de RF, demonstrava a importância dos mesmos. Mais do que os imbreedings, como o seu instinto previu.
Logo, o importante é unir, sempre que possível, seu instinto a seu conhecimento, e apenas usar as análises das pesquisas como base de montagem de uma linha de ação. Contar com a sorte e acima de tudo sonhar. Sonhar muito, pois nesta atividade, sonhos podem se tornar realidades, quando bem sonhados. Ou pesadelos, quando dependentes apenas da sorte.
Hoje recebi a noticia do nascimento de um dos produtos que mais esperava. Trata-se do produto de uma égua que selecionei e adquiri em Keeneland em Janeiro, e com certeza a de menor preço nestes últimos 5 anos. Mas cavalos não sabem dos preços pelos quais são adquiridos. Much Better e Da Hoss que o digam.
Você, como assíduo e antigo leitor deste blog, como afirmou ser, já deve conhecer meus gostos. A primeira coisa que analiso em um pedigree para a reprodução é a linha baixa. Acho que são delas que haras são formados. E quando uma linha baixa top, vem por um veio que num passado recente produziu a um chefe de raça, dou a minha preferência. Pois é aí, que até que provem ao contrário, estará o veio de maior poder de transmissão. Para quem não acredita nisto, eu diria que são 300 no máximo o número de chefes de raça do mundo turfístico em mais de 200 anos de funcionamento. Logo...
A referida reprodutora tratava-se de uma filha de Aldebaran primipara cheia de All American, um filho de Red Ransom, que a seu tempo ganhou duas provas de graduação máxima na Austrália, mas que em Lexington não teve o comercial appeal.
Foi trazido pela Darby Dan em regime de shuttle e não houve receptividade por parte dos criadores locais. Muitos não se encantaram com este lote, mas eu sim e por uma razão bem simples: o produto que iria nascer. Pois bem, o macho que nasceu, primeiro produto desta égua, é imbreed na égua superior Bramalea e possui os sugestivos imbreeds em Mr. Prospector 4x3, Hail to Reason 4x5, Damascus 4x5 e Nashua 5x5. Sabe o que isto significa na verdade? Que teóricamente mais de 50% da composição genética constante neste pedigree, do produto de horas de nascido, está firmemente calcado em não só em Bramalea como também nestes quatro chefes de raça. Isto é um cruzamento perfeito. Isto é encrenca da grossa. Quem assim o determinou conhece a risca o que estava fazendo.
Assim sendo, a despeito do descredito que muitos poderiam ter em relação a ela, Legacy's Hope era um de meus mais fortes picks para estas vendas. Graças a Deus, um criador brasileiro resolveu sonhar comigo este sonho. Um sonho com todos ingridientes a ser colorido e divertido. Se vai ser ou não, o tempo irá dizer, pois, daqui para frente vários fatores externos irão pressionar a vida deste potro. Mas suas características estão gravadas em seu mapa genético. O que ele é já existe. O que ele vai ser vai depender dos que dele se ocuparem daqui para a frente. Outrossim, uma coisa eu lhe garanto. Será um daqueles sonhos, longe de se tornar um pesadelo.
Espero que isto satisfaça a sua indagação
Saludos
Renato Gameiro



