A pouco escrevi aqui que quem tem cinco no Kentucky Derby, na realidade não tem ninguém. Pois bem na Libertadores - este ano com uma das mais fracas versões de sua hitória acredito eu - quem tem seis pode não acabar com quase nenhum. E a coisa parece que está se encaminhando nesta direção, já que quatro dos seis, já foram para o espaço. E se anteontem São Paulo parecia em festa, ontem certamente que o grande regozijo esteve em Porto Alegre, com a grande torcida do Internacional. Logo, quem não acreditou que a grande maioria de nossa população curte mais o fracasso alheio, ao sucesso próprio, não reconhece aqueles que estão a seu lado. E temos aqui outra prova. Mas, sinto que no extremo sul a coisa pode ser explicada pois a rivalidade entre seus dois maiores clubes, o Grêmio - eliminado - e o time Colorado, seja a maior em todo o nosso território.
O Rio já esteve com seis times disputando com chances o campeonato carioca, já que um dia, tanto o América quanto o Bangu, também faziam a diferença. Em Minas, de vez em quando, disputam o titulo três, pois o América de lá, atemoriza as duas maiores agremiações, o Atlético e o Cruzeiro. Em Pernambuco, Santa catarina e Paraná, temos pelo menos três, sempre rondando o titulo. Em São Paulodiria que no mínimo cinco, sempre lembrando que a força do futebol do interior é uma pedra na chuteira de muito time grande. Só na Bahia e Rio Grande do Sul, dividem a atenção da grande maioria dos habitantes, com apenas dois times. O baiano como não é inimigo de ninguém, e sempre deixa para amanhã o que poderia ter feito ontem, sobrevive na derrota. Mas nas terras que sempre incitaram as grandes revoluções brasileiras, a coisa fica complicada. E sai do campo de apenas adversários, para o de ferrenhos inimigos.
No turfe, nunca vi um competidor como inimigo. Seja ele humano ou equino. Sim como adversário. Aplaudo o cavalo que seja superior, mesmo que ele tenha vindo a bater a um de meu interesse. Colina Verde foi um pedregulho na minha chuteira, mas nunca teci um critica sequer a ela. Sempre a achei magnifica. E torci para que se tornasse tríplice coroada, a partir do momento que, na disputa da primeira prova da tríplice coroa feminina paulista, batendo por um segundo o recorde, e a Baby Victory, demonstrou ser uma diferenciada. Sabia que dela não poderia vencer, como não venci. Aceitei e aplaudi.
A mesma coisa deve acontecer dentro e fora da pista entre profissionais. Adversários, sim. Inimigos possivelmente nunca.
Ontem a noite fui jantar com o Eduardo Guimarães, o agente que detém a maior responsabilidade no marketing de reprodutores no Brasil e ele levantou uma tese, que nunca tinha sequer passado pela minha cabeça. Qual seria a fonte mais fidedigna de se conseguir os melhores reprodutores, das mãos dos grandes treinadores que sabem manter a integridade de seus animais como Whittingham, Frankel, Mandella, Clement, MgGaughey, McMillan. Ou daqueles que descem o sarrafo, do naipe de Lukas, Baffert, Zito, Stevens, Bolger, Cecil, O'Brien (Aiden), Boutin e companhia? O que esta dúvida na verdade suscita, é se é melhor utilizar-se do cavalo sempre poupado e levado com inteligência a manter sua integridade física e mental, e que demonstrou classe ou partir para aquele mártir, que foi exigido ao máximo, e mesmo que seja por um breve período, demonstrou ser também um diferenciado?
E depois de darmos traços a bola, podemos sentir que embora toda regra tenha a sua exceção, os melhores reprodutores dos últimos tempos, vieram de treinadores considerados duros em seus métodos de trabalho. Cavalos que mancaram cedo, mas que demonstraram ao serem testados em seus respectivos limites, não só classe, mas certa capacidade de conviver com o suplicio. O cavalo de coragem e imenso coração. O chamado pau par toda a obra.
Tesio, o horseman exceção, era duro na maneira de treinar os seus próprios cavalos e talvez tenha sido o mais importante formador de chefes de raça, da história da atividade. Evidente que Vincent O'Brien, ele próprio uma exceção a regra, foi o maior formador de reprodutores da era contemporânea do turfe mundial. Um homem que sabia dosar.
Vale a pena se colocar sobre a mesa, discussões como estas. Elas desafiam as suas crenças e afiam seu raciocínio.
SE VOCÊ NÃO GOSTA DE TURFE, PROCURE OUTRO BLOG. A IDÉIA AQUI NÃO É A DE SE LAVAR A ROUPA SUJA E FAZER POLITICA TURFISTICA. A IDÉIA AQUI É DE SE DISCUTIR TEORIAS QUE POSSAM MELHORAR A CRIAÇÃO E O DESEMPENHO DO CAVALO DE CORRIDA. ESTAMOS ABERTOS AS CRITICAS E AS TEORIAS QUE QUALQUER UM POSSA TER. ENTRE EM NOSSA AERONAVE, APERTEM OS CINTOS E VISITEM CONOSCO, O INCRIVEL MUNDO DO CAVALO DE CORRIDA, ONDE QUERENDO OU NÃO, TUDO É PRETO NO BRANCO!
HARAS SANTA RITA DA SERRA - BRASIL
HARAS FIGUEIRA DO LAGO
NEPAL GAVEA´S CHAMPION 2YO - HARAS FIGUEIRA DO LAGO - São Miguel, São Paulo
HARAS SANTA MARIA DE ARARAS
HARAS FRONTEIRA
HARAS Fronteira
HARAS ERALDO PALMERINI
HARAS ERALDO PALMERINI a casa de Lionel the Best (foto de Paula Bezerra Jr), Jet Lag, Estupenda de Mais, Hotaru, etc...
HARAS CIFRA
HARAS CIFRA - HALSTON POR MARILIA LEMOS
HARAS RIO IGUASSU
HARAS RIO IGUASSU A PROCURA DA VELOCIDADE CLÁSSICA - Foto de Karol Loureiro
HARAS SÃO PEDRO DO ALTO
HARAS SÃO PEDRO DO ALTO - Qualidade ao invés de Quantidade
HARAS RED RAFA
HARAS RED RAFA - O CRIADOR DE PLANETARIO
STUD YELLOW RIVER
STUD YELLOW RIVER - Criando para correr
JOCKEY CLUB BRASILEIRO
JOCKEY CLUB BRASILEIRO
