Como anteriormente já me reportei, não limito-me a compilar e analisar todos os resultados de provas graduadas no mundo. Que esta ano, devem ser pouco menos do que 2,400. Consigo acompanhar ao vivo, ou por videos, a grande maioria delas, pois, creio que só assim você tem o sentimento, do que realmente está acontecendo. ler ou ouvir false é sempre importante. Ver, fundamental. Outrossim, algumas carreiras, exigem de você um certo sacrifício. Um esforço maior. Como o de varar as madrugadas de sábado e de domingo.
Para vocês terem uma idéia, a milha do Victoria Mile, largou, faltavam 20 minutos para as três horas da madrugada, de hoje. Mas aquilo que você vê a principio como um sacrifício, logo, logo se transforma em prazer, pois, as transmissões japonesas são simplesmente espetaculares. Extrapolam tudo aquilo que nós brasileiros estamos acostumados a ver. Com todo respeito a TV francesa e norte-americana - aquelas que apresentam as melhores transmissões - o que se vê na TV do Japão, não tem a menor comparação. Você vive a carreira e isto em campos formados por vários animais e assistidos por multidões. Sim eu disse multidões que ainda por cima se manifestam e aplaudem veementemente o ganhador, seja ele quem for. Ontem, por exemplo, diria estarem, presentes, mais de 100,000 espectadores. E não era de dia de Derby ou Oaks, que vão ser corridos no fim de semana que vem. É um espetáculo digno de ser assistido.
A ganhadora da carreira Verxina, que o fez de ponta a ponta, repetiu o feito do ano anterior e dentro daquela constância peculiar de tudo o que acontece no Japão. este ano meteu 1'32"30 e no ano passado 1'32"40. Aliás, no Japão, tanto nas corridas de cavalos, como em tudo que cerca aquela extraordinária civilização, as coisas acontecem, por parecerem que tem que acontecer. Sem surpresas. sem improvisações. Vejo-os anualmente em Keeneland e Tattersalls. Agem de uma mesma forma. Comportam-se de uma mesma maneira.
Esta prova que foi apara a sua oitava disputa, funciona na casa do 1'32" e quebradinhos, pois, sete de suas disputas fecharam seus tempos finais cerca desta marca. Houve o 1''31"90 na disputa épica que assisti em 2011, onde Apapane bateu a Bona Vista e o 1'34" cravados quando de sua abertura, no ano de 2006, no qual a meu parecer, a ganhadora Dance in the Mood, deveria ser rebatizada como Dance in the Muddy, tal as condições em que se encontrava a pista.
Traumatizei-me. Vim de um GP. São Paulo, onde você podia contar as pessoas que ocupavam a arquibancada das sociais do hipódromo de Cidade Jardim. Uma imagem triste, que me vai ser difícil apagar da mente. E ontem me deparei com uma verdadeira final de FLA-FLU no Maracanã, dos anos 70. Um diferença abissal. Gritante que me leva ao desespero, pois, estou muito velho para iniciar uma nova profissão, de pizzaiolo. E olha que o Japão, é um pais, eternamente assolado por vulcões, tremores sísmicos e até tsunamis. No Brasil, nossas maiores intempéries são hoje as contestações constantes e violentas de um povo, que segundo o PT, teve uma grande melhoria de vida e vive feliz. Feliz com o que? Pergunto eu.
Nunca fui um otimista, mas longe de ser um pessimista e ainda mais do tipo alarmista, porém, sinto que algo tem que ser feito, mas algo de real feito, pois, o desinteresse leva a extinção, todo e qualquer empreendimento. E, desculpem, ma parece que é para este caminho que nosso turfe está se dirigindo.



