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domingo, 18 de maio de 2014

PAPO DE BOTEQUIM: OS MISTÉRIOS DA 5-h

Ontem confessei que não conheço as pirâmides do Egito, o Taj Mahal e muito menos espero conhece-los. Os conheço apenas por fotos e documentários e concordo que são realmente obras humanas fantásticas. Mas mesmo com todo o misticismo envolvendo as três obras egípcias no vale de Gizé, imputei-me - quando ainda jovem e sedento por viagens - com outras três obras místicas, igualmente levadas a efeito por homens ou antigos astronautas: Stonehenge, a Ilha da Páscua e Manchu Picchu.

Sim, o misticismo age sobre  mim. Confesso que sempre inebrio-me por aquilo que não tem uma explicação aparente. Que está a frente de seus olhos, mas mesmo assim, lhe custa a crer. Resumindo, que não é simples de explicar. Esta é a verdadeira fonte de energia que rege a vida do curioso. 

Em termos de países, a Inglaterra sempre foi o lugar que me trouxe maiores sensações, por sua história e principalmente pela mística que envolve seus castelos, seus campos e até os paralelepípedos  que você pisa. Algo lhe diz, que muitos deles foram ali colocados ainda pelos romanos, quando aqui aportaram e trouxeram com eles as corridas de cavalos.



Pois bem, conheço quase todos, pelo menos os mais importantes hipódromos, da Inglaterra, porém, existe um, que mexe mais comigo que os outros. E não é Ascot, como muitos podem pensar. É o de York. Por que? Na verdade nunca soube explicar.

Esta semana, estive assistindo, cedo pela manha, as carreiras de York, em seu restrito meeting da primavera - que não é o mais importante - mas que reúne animais que estão de olho no Derby, a se correr em Junho.

Estive em três oportunidades assistindo corridas em York. E todas durante a realização do Yorkshire Oaks, uma prova para as fêmeas em 2,400 metros, que para mim é um parâmetro de classe. As duas primeiras foram em 1985 e 1986 e a outra quatro anos depois em 1990. E algo de místico aconteceu, nestas minhas três visitas: as três provas foram ganhas por éguas descendentes de Ann of the Forest, a fundadora da linha 5-h.




E daí? Perguntaria alguém. Afinal perguntar é um direito de cada um, porém não notar o detalhe, é um direito de poucos. Diria que daqueles que com mais constância não são capazes de chegar a lugar nenhum no mundo do turfe. Eu fiquei marcado por aquele detalhe. Sally Brown, tinha sido quarta no Irish Oaks, Untold tinha sido segunda no Oaks e terceira no Irish Oaks, e Hellenic segunda no St. Leger, contra os machos.

Pois bem, em 1980, nas vendas de yearlings em Keeneland, havia adquirido para ao criador Pedro Jarbas, uma 5-h. Era a segunda linha que havíamos decidido investir, que eu na verdade achava que estava fadada ao sucesso, como a 8-h, na qual vínhamos investindo de forma maciça e com certa constância. O sucesso em pista de Nureyev, um filho de Special e de Sadlers Wells um neto seu, tinham sido as primeiras fagulhas, anteriores até o sucesso das três éguas em York. O posterior sucesso dos mesmos no breeding-shed, apenas corroborou a impressão inicial. Era ali que deveria depositar minhas fichas. O importante é que o Pedro Jarbas topou e eu pude trazer para o Brasil a Thong Thong Thong, uma égua que fez seu nome dentro e fora das pistas. Foi na verdade o início de algumas.

Thong Thong Thong, que na realidade deveria se chamar Special Special Special - nome que não foi aceito na época aqui nos Estados Unidos- tinha como sua terceira mãe a Special e como quarta Thong. Tudo em função da grande impressão que ficou gravada em mim, daquela coincidência causadas pelas descendentes de Ann of the Forest, em mim, em minhas únicas três visitas ao hipódromo de York, e nas vitórias de Nureyev e Sadlers wells em pista.

Para mim, não havia uma explicação plausível, tanto em Stonehegen, como também na Ilha da Páscua, ou em Manchu Pichi, assim como naquelas três vitórias por mim assistidas em York, que convenceram-me que 5-h, era então uma linha de grande vulto. Outrossim, minha impressão não ficou apenas marcada pela coincidência. Nos dois primeiros anos, notei que Untold era uma filha do inexpressivo Final Straw, este por sua vez de Thatch, talvez o melhor filho produzido pelo grande Forli. E Sally Brown era uma filha de Posse, - o cavalo que levou o 2,000 Guineas por desclassificação de Nureyev e ganho por Known Fact - para mim o segundo mais importante filho de Forli. Ai pensei esta cruza Forli na 5-h pode dar samba, principalmente que a primeira, ser uma descendente de Thatch este um 5-h.

Pois bem, deu.

Agora imaginem para um sujeito sugestionável como sou eu,  constatar que dos cinco ganhadores de grupo do meeting em York, recentemente disputado, três possuíam em seus pedigrees, duplicações em Special. Magia? Seria o mapa astral das descendentes de Special, o mesmo de York?

Pois bem esta temporada no Brasil, estreou em Cidade Jardim, um Refuse to Bend, crioulo do Figueira do Lago, que realmente me impressionou sobremaneira. Diria mais. Ele me tirou do sério. Deixei isto bastante claro, quando de sua vitória. Seu nome? Good Luck Chuck. Ganhou como craque e tem pedigree de craque, já que possui além daquela dupla santa de duplicações em Northern Dancer e Mr. Prospector, trás ainda outra em Special. Sua avó, a por mim selecionada filha de Nureyev, a australiana Fantastic Star, já é produtora clássica, mas este filho de sua filha Basileia, uma Broken Vow, parece fadado a coisas ainda muito maiores.

Por que coincidentemente me vi em minhas três únicas visitas a York, à frente de três ganhadoras do Yorkshire Oaks, todas descendentes da 5-h, não sei explicar. Talvez fosse um mistério na época. O certo é que não o é mais para mim. Hoje a 5-h conta com cinco individuais ganhadores de graduação máxima na temporada. Creio que mais um há de vir, logo, logo. E trata-se da linha que melhor se saiu até aqui, neste importante item.



Agora alguém poderia me explicar como esta pedras foram transportadas para uma ilha no meio do nada?