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sábado, 11 de outubro de 2014

PONTO CEGO. O QUE SERIA MAIS IMPORTANTE PARA O CAVALO DE CORRIDA

ONTEM, AQUI EM SAO PAULO, 
UM CRIADOR ME PERGUNTOU
ENVOLTO EM SERIEDADE
SE EU ACHAVA QUE NUM CAVALO DE CORRIDA
GENÉTICA ERA TUDO.


Não sei se por provocação ou simplesmente por curiosidade, pois, me parece um daqueles que dificilmente seleciona e adquire uma égua de médio pedigree.

Eu tinha um porteiro, quando morava ainda em São Conrado, que respondia-me, sempre que lhe perguntava como fora seu dia da seguinte forma: a gente se "adverte" doutor, como pode. Evidentemente que ele confundia advertir como divertir. E era o segundo verbo a que ele se referia erroneamente. Não que isto venha a ter alguma importância com a pergunta a mim feita, mas sim com a resposta que vou apresentar abaixo. Todavia, foi exatamente isto que me veio a mente, na manha de ontem, quando caminhava no Parque Ibirapuera.

Não sou dos mais chegado a exercícios físicos. Os fui, por muito tempo, mas em outro século  Sou adepto atualmente, aos esforços estritamente intelectuais. Mas quando se passa de uma determinada idade e a contagem passa a ser regressiva, algo tem que ser feito. Eu ando. Quando era muito jovem corria, e meu mestre Helio Grace proibiu-me, alegando que o melhor exercício para o ser humano, era andar. A partir da andei. Onde vou ando.

Num período de apenas alguns dias, andei no Central Park de New York e no Parque do Ibirapuera, e confesso a vocês que embora não exista cabimento de sequer achar que exista qualquer termo de comparação entre os dois parques, a sensação me parece a mesma. Eu acho que São Paulo, tem muito a ver com Manhattan. E com uma vantagem. por não ser uma ilha, tem casas nos jardins e em Cidade Jardim, que me agradam ver. Andando no parque você sente esta proximidade entre as duas cidades, ainda com maior intensidade. Ai eu me pergunto: por que São Paulo não consegue ser o mais importante centro de criação de cavalos de corrida do Brasil? E respondo: da mesma forma, que New York, não o é, nos Estados Unidos. 

Os fatores da natureza são, sumamente importantes no desenvolvimento de qualquer raca, logo as coisas funcionam melhor no desenvolvimento físico de cavalos de corrida em Kentucky do que em New York.  Alem do que, os mais poderosos investidores do mercado, optaram por Lexington e adjacências. No Brasil acontece situação idêntica. E por isto, Bagé, pouco a pouco, foi assumindo a importância que tem hoje. Uma importância que um dia pertencia a São Paulo.  

Porém, deve ser igualmente levado em consideração, que Much Better, Sandpit, Riadhis, Dark Brow, Immensity, Revless, Duplex, Siphon, Itajara, Quari Bravo, Grimaldi, Cacique Negro, Palemon, Dono da Raia e Off the Way, estariam em muitas das listas dos 50 maiores cavalos criados no Brasil, depois, da instituição das provas de grupo. E nenhum deles nasceu em Bagé. O que isto sugere? Que existem mais razões que a própria razão desconhece. Isto não é  Shakespeare. Isto sou eu mesmo que digo. 

Evidentemente que genética seria uma delas, assim como lida, profissionais e técnicas de cruzamento e de criação. Elas juntamente com a natureza, formam um cavalo de corrida. Outrossim, se dois destes pontos falham, torna-se bastante difícil se fazer parte desta lista. 

Neste blog me prendo mais a genética e formas de cruzamento, pois, são dois pontos que penso conhecer. O resto não é minha seara. Aplaudo ou calo-me, conforme a coisa se apresenta. Acho apenas que a genética somada a natureza - em se tratando esta de um meio ambiente propicio a criação de thoroughbreds - possuem um maior peso. Quanto? Não sei. Mas certamente mais de 60%.

O ponto cego da questão passa a ser, sair atrás e ter a capacidade de reconhecer o diferenciado, quando este for colocado em sua frente. E o resto vira discurso de dona Dilma: expreme-se, expreme-se e nada sai... 


E A PARTIR DAI COMO DIRIA SEU MANUEL,
QUALQUER PRAZER
ME "ADVERTE"...