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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

PEQUENO PAPO DE BOTEQUIM: MAS AQUI A LOURA SOU EU!


Hoje é dia primeiro de Agosto. Não creio que nada tenha acontecido no mundo de importante nesta data, que seja de meu conhecimento. Porém, eu e Cristina tinhamos um apartamento em Manhattan e esta data, sem que eu esperasse, se tornou de suma importância, pois foi exatamente neste dia, decadas atrás, que eu tive o único contacto, olho no olho, com aquele que admirava por suas colunas, o Paulo Francis. Acho que já contei. Mas vale a pena repetir. Estava com um amigo em comum em New York, entrando no Rockfeller Center, e tendo como destino um escritório que ali havia da Varig, quando de um dos elevadores saiu o Paulo Francis. Ele reconheceu imediatamente meu amigo e partiram para um abraço, diria que quase que fraternal.

Soube posteriormente por este amigo, que nos tempos da ditadura, andaram dividindo o mesmo esconderijo em Copacabana. Não importa, no meio da conversa dos dois, do qual em momento algum fui convidado a participar, era não mais do que um mero expectador, o Paulo Francis fez alusão a um acontecido com Marilyn Monroe. Conta ele que estava numa tratativa de um bonus a receber da Globo, é que o dele fora igualado ao de alguém que considerava subalterno. Um ultraje em sua concepção. E ai veio com esta. Marilyn Monroe, estava recebendo o mesmo chache que Jane Russell na pelicula Os homens preferem as louras. Como não tivesse mais argumentos, para com o produtor, ela então apelou: mas aqui a loura sou eu!

Esta foi a marca que Paulo Francis deixou em mim, com aquela rápida conversação. Ele era a loura. Foi naquele momento que eu decidi, que ou seria a loura, ou nunca levaria a efeito o meu sonho com os cavalos de corrida, que eram considerados inatingíveis a aqueles que me achavam um louco desvairado. Depois de ter participado de um Arco, ser segundo num King George, ter ganho uma Dubai Cup e um Santa Anita Handicap, todos com cavalos brasileiros por mim selecionados, não virei loura, mas foi-me tirado a pecha de louco desvairado. e assim livrei-me da camisa de força.

Mas duas louras no mesmo espaço podem causar problemas. Vocês se lebram do Senna e do Proust na McLaren? E agora do Hamilton e o Rosberg na Mercedes? E o Romario e Edmundo no Flamengo? É briga na certa. Loura, só uma de cada vez...

A cada era temos uma loura em nosso mercado de criação de cavalos de corrida. Atualmente me parece ser Wild Event. Esta loura já foi Fort Napoleon, Earldom, Waldmeister e Ghadeer, para apenas se citar algo superior ao número de dedos da mão esquerda do ex-presidente Lula. Com exceção do Mondesir é dificl se ter ao mesmo tempo duas louras em seu plantel de reprodutores. Um acaba puxando para si a responsabilidade e produzindo um numero maior de ganhadores de grupo. Eu diria que somente o Santa Maria de Araras, que hoje é considerado tranquilamente como o nosso melhor estabelecimento de cria, teve dois reprodutores de ponta, ao mesmo tempo em suas lides. Para cada Present the Colors, houve um Tokatee. Para cada Vacilante, um De Quest. Porém, agora ele consegue o feito de ter Wild Event e Put it Back, embora muita gente há de pensar que se um é uma loura, o outro o é, maisdo tipo oxigenado...

Não importa. Os dois, pertencem as tribos, que não conseguem ir para frente em lugar algum no mundo. Tiznow deu um alento aos Man O'Wars, nos Estados Unidos, mas como no caso já aqui vastamente citado de Monsum, foi uma exceção a regra. E filhos de exceção a regra, dificilmente confirmam a regra. Diria que talvez Put it Back seja a chama de maior vulto desta tribo no atual momento.

Cavalo de campanha limitada, e limitado em stamina, até que uma força da natureza chamada Bal a Bali surgiu e desvirtou o perfil aptitudinal, penso que Put it Back atingiu os seus propósitos. É um segundo reprodutor de luxo. Mas, querendo ou não, a loura do momento é Wild Event, que tranquilamente por mim é considerado, como a última chance de sobrevivência dos Icecapades.

O Santa Maria de Araras, tentou fazer um garanhão nacional, tendo como base filhos de Walmeister, Millenium, Vacilante e outros. Mas não sucedeu bem. Nenhum foi para a frente. Em que peze as chances ofertadas. Porque então ele faria um reprodutor filho ou de Put it Back ou de Wild Event? Somente quando a oportunidade apareecesse, ainda mais que teoricamente todos os seus machos são colocados a venda. Quiz o destino, que por esta ou aquela razão, lhe reservado Daniel Boone, que além de ter nome de craque, tem fisico de craque, pedigree de craque, foi criado num celeiro de craques, e é craque. O mesmo pode ser dito de Catch a Flight, recém trazido dos Estados Unidos onde teve uma campanha fidedigna. Dois nascidos e criados na casa.

Mas ai fica a dúvida que um dia ouvi do próprio Paulo Francis em uma de suas colunas, sobre um comentario de Gorki sobre Tolstoi: o mundo já era pequeno demais, para ele (Tolstoi) e Deus, era uma cela que não cabiam dois ursos daquele tamanho.

Utilizar-se de dois reprodutores sulamericanos ao mesmo tempo, como o argentino Catch a Flight e o brasileiro Daniel Boone, comercialmente poderia não ser a resposta que um estabelecimento de cria como o Santa Matia de Araras, gostaria de ter. Então o que fazer, se Wild Event e Put It Back, já atingiram idade avançada?

Num filme, como num haras, a principio só cabe uma loura.