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domingo, 18 de dezembro de 2016

PAPO DE BOTEQUIM: LIÇÕES DO PELLEGRINI



Não foi por falta de aviso.

Ganhar o Pellegrini hoje, não me parece uma missão tão complicada como a duas ou três decadas atrás. Mas isto não quer dizer, que você vai lá com qualquer cavalo e desbanca, quem aparecer á sua frente. O Brasil este ano estava representado pelo vencedor do Derby de São Paulo, e aparentemente o mais caro cavalo adquirido em nossa história. Se não me engano 95,000 de parcela. Logo, até que me provem ao contrário, estariamos representados por alguém que tinha certos adereços. Mas não creio que o pedigree e a performance necessárias. Sem desmerecimento algum, não achei que o Derby deste ano tenha sido um marco de amostragem clássica. Aliás, acho que Cidade Jardim, anda vivendo momentos que fazem as suas disputas inferiores as da Gávea, no âmbito clássico. Mas isto não importa. São situações do momento.

O que me preocupa é que aquele que nos foi representar era um filho de Vettori (Poule d'Essai des Poulains), na ganhadora do OSAF, Miss Kin. E embora ele trouxesse em seu pedigree imbreeds em Sir Ivor, Halo e Raise a Native, e descendesse por linha materna da mãe de Tumble Lark, não havia ali, em minha opinião, stamina suficiente para chegar na Argentina e se impor. E explico mais tarde porque.

Vettori Kin, na entrada da reta, caiu naquele engodo de assumir a segunda posição dando tudo que tinha em seus pulmões. Foi comentado por jornalistas brasileiros que ele chegou a dar uma impressão. Nunca a mim, pois, embora passasse por dentro de seus adversários como estes não estivessem correndo, na verdade eles ainda não estavam correndo. Numa reta de 700 metros, em subida, você não pode vir na reta antes dos 400 finais. Evidentemente se quiser chegar com ação e não apenas mostrar a jaqueta. Vocês viram como Gorylla, Much Better e Immendity ganharam? E eles tinham pedigrees regados de stamina. E mesmo assim esperaram até os 400 metros para acelerar. Mas voltando a carreira, aqueles que não estavam correndo, nos últimos 400, iniciaram a correr e então nosso representante se perdeu na poeira. Perdeu para um argentino, cujo pai é um filho de Galileo, e a mãe, uma filha de Unbridleds Song, filha de uma irmã de Wild Event, Paradise Creek e Forbidden Aple, cada um deles detentor de pelo menos uma prova de graduação 1. North Eden, sua terceira mãe, foi Égua do Ano.  E esta foi, se não me engano, na verdade sua primeira vitória em prova de grupo. P que em outras palavras sugere que a genetica se tornou mais forte que a performance em um centro que peca hoje pela falta de stamina.

Estaria eu exagerando ou este não seria este um pedigree genéticamente superior, ao que estamos acostumados a ver em nossos hipódromos? Dá para comparar Galileo e Unbridleds Song -um dos melhores avôs maternos do planeta - com Machiavellian e Laramie. Eu penso que não.

Falei em diversas oportunidades que Hard Buck, Redattore, Acteon Man e Que Fenomeno, para citar apenas alguns, me agradavam porque tinham fisico, campanha e pedigrees internacionais, com pais e mães importados. O mesmo pode ser dito do vencedor da carreira. Pois bem, Hard Buck, Redattore e Acteon Man, produziram ganhadores do Derby, do Brasil ou do Estado do Rio de Janeiro. E pelos dois primeiros filhos estreados desta nova turma, creio que Que Fenomeno, poderá ter sucesso no breeding-shed. Não chego a afirmar que isto possa ser visto como uma teoria, mas me parece que estºa avontecendo com uma frequência maior.

Venho me debatendo, sobre a fragilidade, cada dia maior de nossa genética. Estamos parados no tempo e no espaço. Mereciamos um esforço maior. Outrossim, outros problemas no afligem, principalmente a aqueles que estão sediados em Cidade Jardim. A falta de prêmios. E isto gera colocar o cavalo na distância errada, mas onde premios sejam pagos e sua imagem possa ser vista por alguém. Maraton, Correu os 2,000 metros do Jockey Club de São Paulo em Outubro. Os 2,400m do derby em Novembro. Não chegando convincentemente em nenhuma das duas carreiras. Porém é apresentado na mais competitiva milha do continente em Dezembro. O que poderia se esperar? Um milagre? Uma colocação? Chegou a frente de dois a cerca de dez corpos do vencedor. Não achei que o vencedor do Ipiranga teria chance alguma, como provou não ter. Mas que em condições normais mostraria mais do que mostrou, não tenho dúvidas.

Como pode alguém imaginar que cavalo de corrida é sanfona. Como pode ser ter ideia que em tão exigo espaço de tempo, um cavalo possa percorrer estas três distâncias em competência de graduação máxima? Só posso supor que seja o desespero da falta de opções. Uma corrida como esta, pode fazer um cavalo virar o rabo para o coxo. Ou uma égua... Aliás recentemente vi este filme, e em situação menos traumatica, de 2,000 a 2,400 num pedigree de milha para baixo.

Temos que traçar nossos objetivos. Se você quer o Derby e o Brasil, existe uma forma de conduta, por isso o Guignone e o Venâncio os ganham com extrema frequência. Sabem como chegar lá. O Solanes, esta chegando perto. Muitos chegam por que o cavalo faz todo o serviço. Mas a culpa não é dos profissionais. Em parte é dos proprietarios e em grande escala da falta de opções de sobrevivência.

Mas voltando ao Pellegrini, a Copa de Plata ou o Anchorena, o buraco é mais embaixo, pois, existe um viagem, uma competição internacional numa reta mais longa e em subida. E mesmo havendo uma nítida decadência staminica nos pedigrees platinos, eles geneticamente ainda são mais competitivos que os nossos. E vocês sabem porque? Mercado interno.