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quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

PAPO DE BOTEQUIM, O QUE VOCÊ PREFERE NUMA GUERRA?, UMA FUNDA OU UMA METRALHADORA?

Época de estudar os catalogos de Keeneland, e quando isto acontece, você chega a conclusão de quanto estamos atrasados em nossa genética e na forma de elaborar nossos cruzamentos.

Antes de mais nada quero deixar algo bastante claro, abrindo um parênteses. Existem distintas formas de inspeção de um cavalo de corrida. Em termos de Brasil, onde os pedigree dos produtos não apresentam a força  do coetaneo, norte-americano ou europeu, vale a pena se ver primeiro o fisico e depois uni-lo a um pedigree, Funciona, pois, fisico faz ainda a diferença em nosso turfe. E ademais, você não sofre a influência deste ou faquele nome. Em relação as inspeções no exterior, em mercados de primeiro mundo turfístico, é necessário se levar em consideração, a maior importância do peso genético, pois, do pior ao melhor pedigree, existe um canyon de abissais proporções. Fecho o parênteses na certeza que me fiz entender.

Não existe maior ortodoxia que a triplice coroa. Coisa criada séculos atrás, ela representa a consagração de um cavalo de corrida, no pico de sua forma fisica: aos três anos. Ela por muito rempo determinou lideranças de gerações e classicismo no seu mais alto grau. Porém, as crostas ideólogicas que dirigem as duas correntes, a da ortodoxia e da heterodoxia criam uma situação falaciosa entre ambas. A de se ansiar por uma triplice coroa, mas não se utilizar imbreeds em triplices coroados, para criar uma chance maior de conquista-la. É possível? Evidentemente que sim, até porque propiciar imbreeds em triplices coroados, exige grande paciência, pois, os triplices cooados, diferentemente do que acontece no Brasil, aqui não são frequentes. Mas de um tempos para cá, esta ausência, não me parece tão constante como anos atrás. Vamos a um exemplo.

Uma das potrancas desmamadas, desta venda de Keeneland, me chamou muita a atenção, pela força de seus imbreeds. Ela é imbreed em três triplices coroados, Seattle Slew, Secretariat e Nijinsky, além de o ser também nos dois mais importantes chefes de raça da era moderna Northern Dancer e Mr. Prospector. Não satisfeitos, de quebra sua mãe é imbreed em Buckpasser.

Isto, me desculpem, distoa da generalidade. É saber montar um pedigree. Reforça-lo de classicismo por todos os lados. O que chamo, comumente, de não dar sopa ao azar. 

Vejam o pedigree de Giulia, que foi a égua do ano em 2016 no Uruguai e entenderão do porque desta minha observação. A craque do H e R, é imbreed em Mr. Prospector e Seattle Slew, apresenta uma duplicação em Busanda e possuu fortes linebreeds em Buckpasser, Bold Ruler seu pai Nasrullah e Princequillo.  E ainda por cima, descende da triplice coroada, Chris Evert. Moral da história, como esperava-se deste a sua aquisição, sobrou na turma.

Sei que muita gente não dá a minima bola para os linebreeds. Eu, ao contrário, dou. E explico o porque. Os linebreed sedentam as bases dos pilares que sustentam um grande pedigree. E sem base, não a pilar que consiga ficar de pé. E todos nós sabemos que os alicerces de qualquer construção, se mantém encobertos, Dá para ganhar sem chegar a este requinte de seleção? Evidentemente que sim. Mas, eu pergunto: para que ir a guerra com uma funda, se existe uma metralhadora a sua disposição?

Não quero dizer que qualquer animal que apresente este tipo de pedigree irá dominar a situação. Ele ainda assim tem que ter os predicados fisicos, inerentes a sua função. O que quero frisar, é que hoje no turfe de primeiro mundo, para se impor, na maioria das vezes é necessário se ter pedigrees deste calão. Afinal como enfrentar os Galileos e Tapists da vida, com pouco dinheiro no bolso? Só com muita vontade no coração. E quando, pedigrees como estes pela América do Sul circulam, as chances de se obter êxito, dobram-se. Isto de há muito deixou de ser uma opinião. É um fato.

Outro lote das vendas de Keeneland, trás um interessante turbilhão de imbreeds e duplicações. Imaginem: Lassie Dear, Somethingroyal, Flower Bowl, Northern Dancer e Mr, Prospector, tudo duplicado em um só pedigree. Não seria um must? Eu penso que sim, pois, além da maior possibilidade de classe em pista, tem garantida para o breeding-shed uma possibilidade futura ainda maior.

Mas estes detalhes podem ser visos nos pedigrees dos catalogos? Dificilmente, eu diria, pelo simples fato de serem detalhes. Você tem que "abrir" os pedigrees  e disseca-los, um a um, como fazia Tesio, no caso dele até a nona geração. Mas o mais importante de tudo, é que o trabalho vale a pena, pois, os resultados compensão.

O turfe sempre foi e sempre será im jogo de proporções e percentuais de acerto. O segredo é não ter segredos, você tem que ganhar mais do que perder. Este sempre foi o intuito de quem se profissionaliza nesta atividade. Mas reforço que ganhar todas, é impossivel. Porém, perder todas, não é...