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HARAS SANTA LUZIA DA ÁGUA BRANCA

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HARAS SANTA LUZIA DA ÁGUA BRANCA: VENCEDORES INTERNACIONAIS EM TRÊS CONTINENTES

albatroz bloodstock agency, Inc.

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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

PAPO DE BOTEQUIM: PORQUE PRETTY POLLY

Responda-me como se eu fosse uma criança de quatro anos de idade. O que seria mais viável? O sargento Garcia prender o Zorro, ou o Zorro fazer o sargento Garcia de palhaço? Se você não tem a resposta, eu tenho a minha. Será a segunda opção, pois, aprendi com éguas como Sceptre, Pretty Polly, Selene e La Troienne, que duvidar da capacidade de transmissão das mesmas, mesmo depois de passado um século, é o primeiro passo para um suicidio com requinte de brinde com água do pântano. 

Atenho-me bastante a uma égua chamada Pretty Polly e tenho plena convicção, que a grande maioria dos jovens de hoje, possam não entender do porque desta admiração. Afinal, os anos dourados de Pretty Polly se deram no inicio do século passado, e por estas coincidências de vida ela nasceu dois anos depois de uma outra grande égua, até hoje relembrada nos anais da história, Sceptre. Quiz o destino que elas nunca se enfrentassem, não pelas razões que Rachel Alexander e Zenyatta, nunca se enfrentaram, mas porque em 1903, Pretty Polly era uma dois anos e em 1904, seu foco era a tríplice coroa. Enquanto Sceptre enfrentava os de mais idade, triturando-os.

Sceptre venceu ambos os Guineos e o St. Leger sendo quarta colocada no Derby. Pretty Polly só foi nominada apenas para três dos cinco clássicos britânicos, e ganhou os três. Se tivesse sido nominada tambem para o Two Thousand Guineas e o Derby, dificilmente os deixaria escapar, já que ambos foram vencidos por St. Amant, que todas as vezes que a enfrentou, foi derrotado.

Pretty Polly venceu as nove carreiras que disputou aos dois anos, seis das sete que veio a correr aos três anos, entre as quais a triplice coroa de éguas, - 1,000 Guineas, Oaks e Stç Leger - sendo que no St. Leger bateu a St. Amant, vencedor das duas primeiras provas ds tríplice coroa de machos, num galope de saude, terminando três cirpos a frente de seus cinco adversários. Aos quatro anos, Pretty Polly venceu seus quatro embates, entre os quais, a Coronation Cup, o Champion Stakes e a Jockey Club Cup. Faltava-lhe apenas a Ascot Gold Cup, que naquela época era uma carreira do mesmo quilate que os clássicos da tríplice coroa. A prova em Ascot foi sua terceira apresentação no ano, e a última. Ela foi batida por um corpo para Bechelor’s Button.

Seu resumo foi de 24 carreiras disputadas, 22 transformadas em vitórias e duas segunda colocações. Alguém ousaria dizer que ela foi apenas mais um boa égua? Outrossim, o desgaste destas éguas antigas em pista, que tinham uma forte dose de medicação e muito esforço em provas de fundo contra os machos, dando-lhes peso, não fizeram nem de Sceptre, muito menos de Pretty Polly, grandes reprodutoras. Foi a partir das filhas das mesmas, que a consagração veio. Ambas construíram fortes vertentes. Mas novamente a paciência e a fé as levaram a glória.

Pretty Polly, ficou vazia em suas duas primeiras temporadas e abortou de Spearmint no ano seguinte.

Tenho a coleção completa da British Bloodstock Review, e em seu volume de 1931, onze páginas e meias foram gastas por Edward Moorehouse, como óbito de uma reprodutora que ainda galgava apenas seus primeiros anos de fama. Hoje.quase 85 anos depois de sua partida, apronto, como sempre faço, o resultados das linhas materna da temporada de 2016 a que meus patrocinadore, tem direito, e nestes 20 anos, que mantenho este estudo, nunca uma égua conseguiu estar tantas vezes entre os dez melhores segmentos por númros de individuais descendentes gamhadores de grupo, como Pretty Polly. Ela chegou mais uma vez entre as cinco primeiras, na quarta colocação, com um total 29 individuais ganhadores de um total de 40 provas de grupo. Há se notar, que oito deste grupo o fizeram em graduação máxima, dois nos Estados Unidos, A.- P. Indian e Weep no More, dois na Argentina El Benicio e El Margot, dois nos Emirados Árabes, Muarrab e Posponed, um na Venezuela, a extraordinária La Alpujarra e um no Panamá , Vip Zone.

Seria importante acreditar em familias? Zarkava, uma das melhores éguas que vi correr, sô tinha classe a partir de sua sexta mãe. Pretty Polly também. Eram elas exceções? Talvez. Mas o que realmente acredito é que foram os alicerces construidos por estas familias, que sempre estarão ali, prontos para sustentar a classe quando esta surgir. 

Quem não acreditar em uma transmissão linear, deve estar dando gargalhadas e rolando pelo chão. A estes aconselho que mudem de canal. Porém, será ao mesmo tempo muito dificil, mesmo para a imaginam férties destes, depois de parar de rir, provar por que quase 90 anos de história, fizeram de Pretty Polly, um ícone do turfe mundial. De Zarkava a Petite Etoile, foram várias décadas, mas um Arco do Triunfo foi ganho, como prêmio a crensa que HH. Aga Khan tinha, neste segmento materno.

Quando estive no Eyrefield Lodge, para visitar o tumulo de Pretty Polly, constatei uma grande coincidência. Ela tinha sido enterrada ao lado de Spearmint, e o tãi famoso duelo dos dois, na madrugada, é tido por muitos, como uma das razões de Spearmint ter ganho o Derby. Foi exatamente ali, que foi descoberta a grande qualidade do macho.

Pretty Polly era uma criação do Major Eustace Loder, e nada tinha que agrada-se aos mais exigentes. Embora dotada de um desenho especial, seu tipo fisico era grande e pesado. Esta alazã escura era uma filha de Gallinule e Admiration, o que em outras palavras não incutia em ninguém, que ela pudesse ter aspirações clássicas. Seria necessário voltar seis gerações, em sua sequência materna. Para se chegar a um filha de Pantaloon, que nem nominada foi, mãe  de Leamington, um stayer ganhador de duas Chester Cups.


Pretty Polly hoje considerada pelo que fez em pista e no breeding-shed, uma das mais importantes femeas da história do turfe mundial, era então uma égua sem nenhum predicado genético que garantisse ser ela o que foi. Mas porque então isto aconteceu. Eu diria que em qualquer tribo ou família, um começo é estabelecido. E foi exatamente isto que Pretty Polly fez. estabeleceu este começo, embora nada houvesse antes de si. Por isto sua mãe representa uma familia e ela uma outra, descendente desta.

MOLLY DESMOND
A. P. Indian (Gr.1-USA)
Benzini (AUS)
Best Solution (Gr.3-GB)
Conselise (Gr.3-ITY)
Endless Time (Gr.2-GB)
Fish Trap Road (Gr.2-USA)
Heaven's Runaway (Gr.3-USA)
La Alpujarra (Gr.1-VEN)
Mahsoob (Gr.3-GB)
Marenko (Gr.2-GB)
Poeta Diletto (Gr.1-ITY)
Sharp Azteca (Gr.3-USA)
Spangled (Gr.3-GB)
Weep no More (Gr.1-USA)

POLLY FLINDERS
Bondi Beach (Gr.3-IRE)
Critic's Choice (Gr.3-IND)
El Benicio (Gr.1-ARG)
El Margot (Gr.1-ARG)
Forbes (Gr.2-BRZ)
Jimmy Two Times (Gr.3-FR)
Genre (Gr.2-USA)
Muarrab (Gr.3-UAE)
Postponed (Gr.1-GB/UAE)
Quick Casablanca (Gr.2-USA)
Twins Rye (Gr.2-ARG)

DUTCH MARY
Maimara  (Gr.3-FR)
Masochist (Gr.2-USA)
Shing Li Win (Gr.3-MAC)
Vip Zone (Gr.1-PAN)

Qualquer iniciante no turfe, imediatamente toma conhecimento de quem possa ser Pretty Polly, La Troienne e de algumas outras mais badaladas, outrossim, embora elas estejam ainda bombando, não são elas que tem hoje a maior projeção. O dominio maior da situação. Se o mundo dá voltas, o turfe dá piruetas. Pretty Polly é atualmente a sexta em importância  e La Troienne a décima quinta. E nem por isto elas deixam de ser importantes. Note-se que existem quase 400 segmentos de linhas maternas em atividade, e só 197 foram capazes de ter um descendente ganhador de grupo em 2016,

Aos patrocinadores que receberan a tabela, espero por comentários e corrigendas.

Pelo que foi demonstrado acima, apenas três segmentos estabelecidos por Pretty Polly, ainda se mostraram ativos, nesta temporada, em termos clássicos. Pretty Polly teve apenas quatro fêmeas, e estas quatro foram capazes de estabelecer ramificações fortes. Só, que como nas trbos, existem algumas que seguem a trilha da extinção. Estão vivas, mas balançando. Baby Polly, seu último produto vivo depois que sua mãe em três anos permaneceu vazia, já está muito perto do brejo, enbora uma forte ramificação sua no Brasil permanece rígida. Dutch Mary, penso que esta a caminho e Molly Desmond e Polly Flinders mais firmes do que nunca.

O que a gente aprende disto tudo, que ter uma Pretty Polly vale a pena, porque sua descendência atravessa mais de um centenário de conquistas, porém, tem que de saber quais os ramos a se utilizar. Pois, algumas delas, terminam atoladas no brejo.

Vejam amanhã. Mas só aqui, quem foi e é Pretty Polly no Brasil, que é o que interessa a muitos de vocês.