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quinta-feira, 30 de março de 2017

PAPO DE BOTEQUIM: DOCE SAUDADE

Caro João Leite, não sei se poderei saciar a sua dúvida. Você é jovem e os fatos são antigos, acontecidos em outras gerações. E você deve ter conhecimento, que da minha geração para a sua, houve uma total mudança de costumes. No meu tempo de Ipanema, as diversões de um guri, era pegar jacaré no Arpoador, ver televisão e ir a festinhas nas imediações de sua casa. O bom é que você chegava a noite de volta a sua casa, mas vivo. A violencia e a selvageria, no Rio de Janeiro, é um fenômenos pós- revolução militar. Eu os vivi. De garoto de calçãs curtas até os dias de hoje. Torcia pelo Flamengo, a partir dos 18 desfilava no Salgueiro e ia ao hipódromo da Gávea. que era o dicertimento mais chique que um rapaz de classe média podia curtir.

Os tempos mudaram, o futebol cresceu, o turfe caiu, o jacaré acabou, o surfe imperou, a pelada no terreno baldio se tornou cada vez mais rara, pelo simples falta dos terrenos baldios, deixarem de ser baldios, e veio a Internet e suas redes de comunicações sociais, que hoje faz com que pessoas se movimentem nas ruas como robos, com a vistas coladas em seus celulares, e casais já não sentem em um restaurante e conversem. É outro mundo, e a transição de costumes, pegou a minha geração pelas fuças!

Não sei se é bom ou ruim, mas o latino é o povo passional. Bem se diga, não somos latinos, mas seriamos o que? Europeus? Desculpem, porém, em minha opiniçao, estamos mais próximos dos latinos do que propriamente dos escandinavos pu orientais. O brasileiro em si, é um povo impar. Prisioneiro de paixões avassaladoras, sendo no futebol, na escola de samba, na religião e agora até, na área politica, um ser opinativo. Porque não no turfe?

Nelson Rodrigues, um brasileiro nato, representante maior da casta neobarbarico primitiva, dava exemplos em suas peças, atenuantes as devasidões de seus personagens. Eu aceito até o atenuante, mas não creio que ele possa ser visto como justificativo e volto a perguntar, porque não amamos o turfe?

Você chega em Buenos Aires ou em Montevideo, e pergunta ao chofer de taxí quem ganhou a terceira carreira de Palemo ou Maronas, e terá sua resposta. No Brasil, o chofer de taxí, não sabe nem onde se localiza a Gávea ou Cidade Jardim, quanto mais quem ganhou a terceira carreira. É triste, mas é a mais pura verdade. Não somos um povo que ame a literatura, Somos assiduos a novelas. Porque haveríamos de amar o turfe? E um turfe para progredir, tem que se amado, renovado ou um bom business como é nos Estados Unidos, reciclado anualmente.

Imaginem a minha felicidade em saber que em Chicago foi instituida uma prova de US$1,000,000 de bolsa. O Arlington Million. Compareci, como cavalos de todas as partes do mundo. John Henry e The bart, deixaram marcado na mente de todos, um momento hoje transformado em broze, no paddock de Arlington. Ver Piggptt montar Madam Gay, foi outra d]adiva, para quem ama esta atividade. Hoje uma prova com esta dotação continua sendo importante, mas passou a ser coisa comum, e foi ultrapassada pela intinerante Breeders's Cup, e esta pelo Dubai Festival em Nad El Sheba e Meydan e agora este ano criou-se o Pegasus, de Gulfstream. Isto demonstra a evolução do turfe no mundo. Mas isto requer formação e espirito empreendedor.

É uma questão de formação. No anos 40, quando o turfe era maior que o futebol, erramos por elitiza-lo demaias, e acima de tudo, por sermos clubes. Havia descriminação para sócios e para os apenas tufistas, nas depêndencias do hipódromo. Tribunas distintas. Enquanto na Inglaterra, na França ou mesmo nos Estados Unidos, você paga pelo lugar que vai ocupar e obedece apenas a um código de ventimenta.

Ai veio uma chusma de criticos abobalhados mentais, que para fazer o futebol colar, passaram a taxar o turfe, de clube do Bolinha e antro de perdição. Dutra proibiu o jogo dos cassinos e então era esperado que o turfe crescesse e se popularizasse. Mas não foi o que aconteceu.  Em cada novela de rádio ou televisão alguém perdia todo o seu dinheiro nas corridas de cavalos. O turfe era o inferno de uma família de classe média. Enquamto isto, o jogo do bicho e as loterias, cresceram. Vieram raspadinhas e outras coisas mais. Evidentemente que o turfe não cresceu. A principio estagnou e hoje demonstra declíneo. E o pior com o envelhecimento de seus assiduos, cada dia se tornou menor e sem espaço na midia. Somos um E.T. Hoje, - eu vou fazer 67 anos - compareço a Gávea, olho a minha volta e me sinto um garoto.

Meu caro João Leite, você na flor de seus 25 anos - que afirma ter - já sabe definir paradoxos. Eis um deles. Sou do tempo, em que tinha que se fazer um plano de trânsito em dia de Grande Prêmio Brasil, pata se chegar a Gávea. Hoje pega-se um Uber. Onde até o GPS, erra o caminho.