SE VOCÊ NÃO GOSTA DE TURFE, PROCURE OUTRO BLOG. A IDÉIA AQUI NÃO É A DE SE LAVAR A ROUPA SUJA E FAZER POLITICA TURFISTICA. A IDÉIA AQUI É DE SE DISCUTIR TEORIAS QUE POSSAM MELHORAR A CRIAÇÃO E O DESEMPENHO DO CAVALO DE CORRIDA. ESTAMOS ABERTOS AS CRITICAS E AS TEORIAS QUE QUALQUER UM POSSA TER. ENTRE EM NOSSA AERONAVE, APERTEM OS CINTOS E VISITEM CONOSCO, O INCRIVEL MUNDO DO CAVALO DE CORRIDA, ONDE QUERENDO OU NÃO, TUDO É PRETO NO BRANCO!
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terça-feira, 29 de maio de 2018
PAPO DE BOTEQUIM: PECISAMOS DE UM PLANO
Quem é da minha geração deve ter assistido a um filme chamado Um homem e uma mulher, de Claude Lelouche. Era um romance água com açucar mas que colava na época. Estamos nos reportando aos anos 60. O final da era do romantismo e da poesia. Neste filme tem uma cena paralela mas que nunca abandonou minha mente. Um homem esquisito na forma de andar, passeando com seu cachorro na praia e o cachorro andava exatamente como ele. Talvez o que Lelouch quizesse dizer é que o cão pega muita a forma de ser de seu dono. Tive cães e sei quanto isto é verdade.
Pois bem, no Brasil, nosso turfe também pegou o jeitinho de nossa politica. Somos um cãozinho com dono. Nossa gasolina é mais cara que paises não produtores de petróleo como a França e a Espanha e até de paises que produzem menos do que nós como o México. Porque então este fenomeno? Impostos abusivos e o fato da Petrobrás não ter competidores. Cobra pelo refinamento do Petróleo o que bem entender e o povo tem que pagar. E o poder reinante, faturar.
No turfe brasileiro, chegamos a ter quatro forças, duas maiores Cidade Jardim e Gávea, e duas médias, Cristal e Tarumã. Lembro de Grande Prêmios Paraná, empolgantes com a presença do que havia de melhor na milha e meia brasileira, Entre seus vencedores grandes nomes como Dilema, Negroni, Arnaldo, Grão de Bico, Riadhis, Clackson, Zirkel e até Kigrandi. Compareci pessoalmente a quatro ou cinco de suas disputas no final dos anos 70 e inicio dos anos 80. e posso garantir aos mais novos, que era uma festa.
No Bento ouvi falar, porque ainda andava de calças curtas, de um cavalo chamado Estensoro, tido na época como podendo ser o melhor do Brasil na pista de areia. E nomes importantes entre seus vencedores do quilate de Dilema, Negroni, Locomotor, Zirkel, Hiper Gênio, que são os que me vem a mente, imediatamente. E houve até um que ganhou em três oportunidades consecutivas, sendo que em duas, sobre Clackson e outra sobre El Santarem, respectivamente ganhadores do São Paulo e do Derby carioca. Seu nome Zirbo.
Pois bem, pouco a pouco a coisa foi se extinguindo nestes dois hipódromos. até que um deles chegou a fechar as portas, agora felizmente reabertas, mas de uma forma timida. Tentar soergue-los é nossa obrigação. pois, acima e tudo, ele podem a voltar a ser hipódromos formadores, não só de atletas como de mão de obra especializada.
Ai teve o inicio da queda vertiginosa de Cidade Jardim, que nunca fechou as suas portas mas chegou ao cumulo de não pagar em dia seus prêmios. Graças a Deus, que Deus é brasileiro e sabe das coisas. Nosso turfe não pode ser levado a frente com apenas Gávea. Pois, se assim o for, podemos sofrer do mesmo mal, que a Petrobrás exerce sobre a nossa politica financeira de combustíveis: absolutismo, Da competição nasce o atleta melhor, o mesmo acontece com entidades.
Porque este flash-back? Respondo, porque muitas vezes o bairrismo leva a pensamentos pouco lucidos, como o de um leitor, que desabafou dizendo que da forma como as coisas iam em Cidade Jardim, o melhor era fechar as portas, lotear e fazer da Gávea, um hipódromo ainda mais forte. Discordo. Primeiro que as coisas em Cidade Jardim embora ainda não boas, estão nitidamente melhorando. Dar tempo ao tempo, é a solução mais benéfica em meu modo de ver. Agora, do jeito que ia indo, aí sim o perigo de um loteamento seria eminente.
Temos que ter calma e acima de tudo neutralidade. Bairrismo é coisa de terceiro mundo, não de uma economia que se diz entre as mais importantes do planeta. Nosso turfe como um todo está vivendo o andar tropego da nação. Quem acredita em investir no Brasil? Então porque alguém investiria em nosso turfe? Outrossim, não seria o exato momento de entrarmos no Ministério com um plano oficial ousado de medidas compensatórias a aqueles que investissem no turfe? Saberiam nossos congressistas como o turfe é uma maquina de fazer dinheiro em quase todo mundo, exceptuando-se no Brasil e uns poucos mercados a mais? Alguém tem isto pronto em números para convencer a quem quer que seja? Falar é simples. São necessárias apenas cordas vocais e um tanto de imaginação. O dificil é produzir algo palpável e com poder de convencimento.
Sei que o cão ensinar a seu dono andar, é complicado. Mas aqui, em nosso caso, o cão é formado pela elite de nossos empresários. Muitos deles responsáveis pelo Brasil ter se desenvolvido nestas últimas décadas. Os que contribuiram negativamente para a nossa politica de desenvolvimento, muito em função da corrupção, parecem não mais estão entre nós. Precisariamos apenas nos unir, acabar com a inaimplência e a partir dai, tentat formular um plano para que este pudesse ser apresentado a quem de direito.
Para sair do buraco o Brasil está se valendo de idéias que possam resolver seus problemas. Porque não vamos também na onda e apresentamos a nossa? Bastariam uma meia dúzia de cerebros pensantes, em volta de uma mesa, por algumas semanas, e teriamos um proposta básica pronta em tempo hábil a ser apresentada a quem de direito. Na hora da crise o poder de barganha é sempre maior, principalmente em um ano eleitoral.
