Red Rock Canyon
Fomos descobertos devido a uma calmaria. Conseguimos virar um pais colônia, graças a fuga da corte real portuguesa da cobiça de Napoleão. Nos transformamos num império numa doação de pai para filho e numa republica, bastando para tal, colocar o imperador e sua familia num navio que ia para a Europa. Tudo sem derramamento de uma gota sequer de sangue.
Pois bem, viramos estado novo, bastando com isto que os gauchos amarrassem seus cavalos no Obelisco. Elegemos um presidente que com sete meses pediu as contas.
Dá para se entender um pais como este?
E aqui me resevo o direito de apresentar um parágrafo escrito por Elio Gaspari, que bem descreve o que era esta nação a minutos de ser tomada pelo exército em 1964, naquele que é conhecido, como o dia dos bobos, primeiro de abril.
Nas altas horas da noite de 31 de Março, o golpe tinha uma bandeira: tirar Jango do para combinar o resto depois, Jºa a defesa do goberno caíra numa posição cambresta. Tratava-se de manter Jango no palácio sem se saber direito para que, nem em beneficio de quem. Aa poucas forças conservadoras que por razões de conveniência ainda estavam associaas ao presidente, dispunham de meios para ajuda-lo, mas não tinham um propósito para mantê-lo no poder. As forças da esqueda que tinham o propósito, não tinham os meios...
Hoje achamos que um ataque formado por William, Felipe Coutinho, Paulinho, Gabriel Jesus e Neymar vai resolver nosso problema. Pois bem, de 1964 pelos 21 anos seguintes dependemos de um ataque formado por Tamanco, Português, Milito, Alemão e Figa, que eram os apelidos de Castelo Branco, Costa e Silva, Medici, Geisel e Figueiredo, e não só sobrevivemos, como prosperamos.
Dá para se entender um pais como este?
Mas não ficou por ai: O primeiro presidente eleito, mesmo que ainda em regime indireto, não assumiu devido a uma disvirculite. Um outro, este sim eleito pela ampla vontade do povo, assumiu mas foi expurgado, por causa de uma história mal contada de um Fiat. Elegemos um torneiro mecânico, dado ao alcoolismo, que é acusado de ter montado uma organização criminal para delapidar as finanças do pais. e que além de eleger um poste para seu lugar, hoje é um presidiário, que sonha em assumir em alguns meses, novamente o controle do pais. E se isto não bastasse, deram um impeachment no poste, mas que apesar disto, continua a gastar o dinheiro da nação, dando palestras nos quatro cantos do mundo, cujo assunto principal é falar mal do Brasil.
Dá para se entender um pais como este?
Com um pais como este que nos dá direto a pensar poder ter um turfe equilibrado e com aspirações de crescimento? Apenas o amor devotado por muitos a ele, no qual me incluo.
Venho me batendo pelo melhor aproveitamento do cavalo nacional na reprodução, ou aquele inédito do hemisféio norte, quando aqui colocou suas patas, com fisico, pedigree e campanha. Pois bem, das cinco carreiras de graduação máxima disputadas este último fim de semana na Gávea, quatro de seus vencedores eram filhos de elementos que poderiam ser conceituados nesta categoria. São eles, Shanghai Bobby, Wild Event e Red Rock Canyon. E um, que foi um dos mais importantes cavalos que vi correr, mas que no breeding-shed, mesmo sendo ajudado por um book de éguas do outro mundo, pouco produziu, e saiu pelo mundo tentando uma sorte melhor, Rock of Gibraltar.
Rock of Gibraltar
Quateto de Cordas tem várias responsabilidades pela frente. Uma delas é provar que não terá o mesmo destino até aqui apresentado pelos seus três antecessores. O segundo tentar elevar o nome de Rock of Gibraltar. E terceiro ser o primeiro representante bradileiro em transformar o convite para paticipar da Breeders Cup Turf, em realidade. Invader o desafio de poder ser utilizado, futuramente, como reprodutor em um haras brasileiro-
Temos um deficiência genética. Isto não é segredo nem surpresa para ninguém. Mas não podemos com isto, nos considerarmos inferiores. A construção da subalternidade parece seguir dois parâmetros de atuação. Neste primeiro a construção daquele se considera subalterno naquilo que acredita que o outro lhe seja superior, projeta neste as virtudes que se considera deficitário. E num segundo parâmetro acredita que aquele que considera superior o domina, pelo simples fato de ter mais armas a seu dispor. Se assim o fosse o pequeno sempre perderia do grande, e os virtuosos se manteriam invictos pelo resto de suas existências.
Hoje criamos bem e temos profissionais de primeiro nivel. Já teci meus comentários, quando do desfecho do Grande Prêmio Brasil e Presidente da Republica, tando sobre Quarteto de Cordas como Invader e deixei agora para esclarecer que Francisco Esteves está se acostumando a ganhar o Brasil e Beto Solanês, manteve a sua coroa, a meu ver, como o rei da milha e quase leva de quebra o Brasil.
Já escrevi aqui que Beto era o futuro. Desculpo-me, ele já se tornou o presente. E o Esteves está tendo seu presente depois de muitos anos de labuta. Estão batendo aos considerados dois mais importantes treinadores em atividade na Gávea, o Venãncio e o Guignone, que dominavam principalmente o Grande Prêmio Brasil. Ter quatro treinadores deste padão, que somados a outros, em um centro limitado como é a Gávea, anima. E existe uma turma nova pedindo passagem. Isto me parece bom. Nos faz crer que dias melhores virão.

