É muito fácil se criticar o que os outros pensam. O dificil é justificar suas próprias atitudes. Um cara pode criticar alguém de tentar utilizar ferramentas que ele despreza, talvez pela falta de tempo de estuda-las ou mesmo uma incapacidade mental de entende-las. Outrossim, quando é chamado a explicar como a centena de Neros - cavalos de grande pedigree e sem a minima qualidade em pista - aqui aportaram e fracassaram, um a um, todos, nos quatro cantos do país, justifica que desta vez vai funcionar, pois, aquele pisão num prego, ou quiça uma batida de cabeça no partidor, na verdade foi a razão que o impossibilitou que um novo Frankel viesse a se provar. E como amor ao desenvolvimento da genética num âmbito mundial, os protetorados da criação mundial, num ato de benevolência fratenal, o cedem para centros menores, de forma incentivar o crescimento de suas respectivas criações.
Onde vamos chegar pensando tão pequeno? Como caipiras? E quem assim o defende, seria capaz de selecionar um cavalo de ncionalidade brasileira que sequer possa correr um Arco, um King George, uma Dubai Cup, um 25 de Maio, e um Santa Anita handicap? Tenho o direito de fomentar as minhas duvidas,
Vó Adelina sempre dizia, que falar é fácil, pois, exige apenas cordas vocais. Mas dizer as coisas certas, é mais dificil, pois, exige um minimo de discernimento.
Ninguém, é obrigado a acreditar no que Tesio, Lord Derby, Paul Mellon, Odgen Phipps e Aga Khan acreditavam, muito menos no que a Coolmore, a Godolphin e a Juddmonte Fams fazem hoje em dia. Outrassim, para que isto seja "confiável", há de se ganhar deles, constantemente, e assim provar que suas teses são fundadas. Não parece bem o que aconteceu e o que tem acontecido.
Vocês tomaram conhecimento do ganhador da penca de potros em Alegrete este fim de semana? Este resultado me foi passado por um leitor que atento ao que aqui é escrito, notou uma peculiaidade no pedigree por aqui mais de uma vez defendido.
Porque imbreeds em Ghadeer - principalmente via suas filhas - não foi mais difundido no Brasil? Peguntei isto semanas atrás e a resposta veio imediata. Precisa-se ser um asno, para desmerecer a importância de um chefe de raça. E no caso de Ghadeer está evidente que ele pagou o preço que outros grandes - não tão grandes como ele - reprodutores no Brasil, de não terem seus filhos melhor explorados no breeding-shed. Mas asnos são asnos. Urram coisas imaturas que lhe garantam a sobrevivência dentro de um mercado de gente boa, mas que não tem tempo de tantar diferenciar o joio do trigo.
Um antigo agente, me vendo dar murros em facas, - uma constância em minha vida - me disse. No Brasil as pessoas dão mais valor a aqueles que dizem as mentiras que querem ouvir, que as verdades que poderiam mudar sua vida. Por isto apelam, dizendo que o turfe para eles, é apenas um hobby. Nunca me esqueci disto e esta talvez tenha sido uma das razões que troquei o Rio de Janeiro por Lexington, mesmo sabendo o sacrificio que isto me causaria.
Onde quero chegar? Cada um tem o direito de ter sua forma distinta de pensar. Na pista estas formas são oficialmente dissecadas, aos olhos de todos, e se descobre, aos poucos, quem pensa certo e quem simplesmente nega por negar. Ai qualquer explicação, para o bom entendedor, se torna desnecessária.

