Sabe qual é a grande coisa de se estar no Brasil? A gente acha que as coisas vão mudar e sempre para melhor. Principalmente nos primeiros dois ou três dias. Ai se vai ao hipódromo e chega-se a conclusão que nada mudou e a queda continua a acontecer.
Somos um turfe em queda, disto não há o que se discutir. Porém, desta feita com gente que quer mudar o rumo das coisas. Pelo menos é assim, que consigo ler nas entrelinhas. A luta pelo témino da inadimplência e a unificação de nossas vendas, é paa mim, o primeiro passo para sanear uma atividade que demonstra estar doentia. Uns acreditam até que moribunda. O problema é que este euforismo acontece sempre, e tão somente, na semana do Grande Prêmio Brasil, uma semana de leilões e festa. Logo algo, atipico. Mas, o que podemos fazer, se nosso turfe é em sua base atipico, como aquele matungo que apanha, resiste mas não ganha. Apenas sobrevive.
Ontem a noite, venderam.se um punhado de animais. Tivemos o privilégio de adquirir aos únicos dois que habiamos macado e quiz o destino que ambos os lotes fissem por mães Elusive Quality. Coincidência? Claro que sim. Produto da sorte? Evidentemente que não. Este ºe o legado de se trazer cavalos da importância de Elusive Quality.
A incorporação, mesmo que passageira de Royal Academy, Elusive Quality e Northern Afleet gera este efeito. Foram cavalos que brilharam reprodutivamente no cenário do hemisféio norte e ficou evidente que deixariam algo por aqui. Algo como o legado de suas filhas. E eu ai me pergunto, qual uma criança de quatro anos de idade: Porque não podeiriam ter deixado de forma idêntica de pelo menos um ou dois de seus filhos? Simplesmente por uma teimosia de ainda nos sentirmos vira-latas achando que o reprodutor importado é sempre melhor. Será, como no caso destes três citados, pelo simples fato deles terem se provado não apenas em pista, mas intensamente no breeding-shed. Teremos estes mesmos resultados com Sagamix. Miesque Son, Sinndar e outros que aqui também aportaram? Desculpe, mas tenho lá minhas duvidas...
Se fossemos parte de um campeonato brasileiro, estariamos naquela faixa da luta contra o rebaixamento. Temos que galgar a faixa dos que estão no meio da tabela, para um dia almejarmos a luta pelo titulo ou na pior das hipóteses, por uma vaga na Libertadores. E não adianta ficamos escandalizados com esta constatação. Temos sim que reagir e tentar modificar o estado presente das coisas. E não há injenção maior de animo do que examinar potros inéditos. Neste ítem, o sonho, em sua grande maioria das vezes, é mais colorido que a realidade.
Estamos num estágio de criação, que me faz acreditar que coisas muito boas hão de acontecer. Basta o cavalo certo cair na mão certa. Hoje posso afirmar que dos leilões que ainda temos pela frente, existe um grupo de elementos que considero de primeiro nivel. E dos cinco que temos em mente como possiveis investimentos. três são netos maternos de um cavalo que aqui não esteve, mas que as poucas filhas suas importadas, igualmente - em minha opinião . foram capazes de gerar elementos que fazem fisicamente diferença. E o falo a niveis internacionais. E posso me dar ao luxo de ter esta empáfia, pois, tenho experiência em leilões internacionais, com algumas arremetidas de sucesso. Afirmo e assino em baixo: dá para se fazer uma short list de luxo e não é apenas no sempre presente Santa Maria de Araras. Existem outras opções igualmente capazes de trazer seus sonhos à realidade. É arregaçar a manga, trabalhar com afinco e colocar a mão no bolso.
Não é fácil se ir a um leilão, mesmo como o de estabelecimento do senhor Julio Bozano, escolher a apenas três elementos e conseguir através deles, trazer a seu cliente três elementos de esferá máxima. Foi o que aconteceu a dois anos atrás quando selecionei Flight Time, Fantastic Boy e Fillmore. E lembro vivamente, que existiam mais cincoenta e poico inscritos, que não sei exatamente para onde foram, o que fizetam e onde estão. E ver, quando ainda com três anos incompletos, um deles ir para os Estados Unidos invicto e os outros dois inscritos no GP. Brasil e Presidente da Republica, com reais chances de sucesso. Isto não lhe dá um sentimento de dever cumprido? De alvo atingido na mosca? E é este o sentimento que hoje tenho e porisso não tenho vergonha alguma de dizer que torcerei por eles, mesmo mantendo aquela minha linha de raciocinio, que em provas como estas, o melhor sempre deva ganhar, pois, o turfe, como um todo, necessita disto.
Mas quem na opinião de vocês é aquele de deva ser considerado o melhor? Aquele que apenas ganha, ou o individuo que lhe enche os olhos, como Flight Time o fez, ao ganhar, e manter a sua invencibilidade, na primeira prova da triplice coroa carioca? Isto é que faz um turfe ser de primeiro nivel: o correto discernimento do que é o bom e o que seja na realidade o melhor. Em todos os anos e em todas as provas haverá um vencedor. Mas haverá o melhor? E ai que se implanta a necessidade de ao se selecionar, não pensar em apenas se adquirir aquele que em sua opinião poderá vir a ser o bom. E sim se adquirir aquele que em seu julgamento será o melhor. É aquela velha história, de se pensar no King George e com sorte se ter um ganhador de grupo 3, na Gávea ou Cidade Jardim.
E exatamente com este espiito que todos tem que levar consigo quando do exame de cavalos que irão defender as suas cores ou a de seus clientes, pois, num turfe deficitário como o nosso, se sonhar alto, é sonhar com aquele cavalo que poderá ser exportado. E qual a melhor forma do que se contar com netos maternos por exemplo de Elusive Quality? Isto não poderia angariar maio interesse de treinadores de primeiro nivel para nosso mercado e não como agora, a segunda ou terceira turma no âmbito do hemisfério norte. Temos que almejar Chad Brown, Mandella, Bob Baffert, Cristophe Clement, Todd Pletcher e uns pouco mais deste patamar. Como no Brasil, haverá de ser com uma gama de treinadores que realmente fazem a diferença. Cair neles, é o inicio de um processo, que o poderá levar a uma Dubai Cup ou a um Santa Anita Handicap. Posso afirmar isto por experiência própria
Aprendi e já fazem décadas, que o cavalo certo, na mão certa, tem uma chance maior. Do contrário todo o processo poderá ser comprometido e ruirá ao primeio obstáculo.
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