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Tenho medo daqueles que se acham donos da verdade e sei que quanto menos se sabe, mas acredita-se em infalibilidade. Pois quero deixar claro, que errar todos nós iremos errar. com cavalos de corrida. Eles não falam e alguns são lindos por fora mas podres por dentro. O Luiz Edmundo brincava ao dizer que via a alma do cavalo. Quem sabe talvez a visse, pois, não é mole se selecionar um Pico Central, que não podia ser visto como potro, algo similar a um poço de atletismo. Logo, elimine de sua existência, o medo de errar, pois, um dia há de acontecer. Pagar mico, está no simples fato de achar que errar é pagar um mico. O que para mim parece importante, é o limite deste seu erro, bem como o percentual em que o mesmo acontece.
Exemplo, se você compra cinco animais, um é ganhador de grupo, dois são bons cavalos, um razoável e um deles, um dragão, seu trabalho foi bem feito. É 20% de acerto numa ponta e 20% de erro crasso na outra. Agora, mesmo tirando o craque neste grupo de cinco escolhidos, e com ele vem no pacote quatro dragões, embora o percentual de 20% se mantenha lá encima, já dá para começar a se pensar que as coisas não foram assim tão perfeitas, pois 80% de erro crasso, me parece inadmissível.
Outro dia um leitor, perguntou-me sobre o Haras Santa Maria de Araras se utilizar ou não de duplicações. Eu acredito que existam certas instituíções que pelo histórico deveriam ser vistas como acima do bem e do mal. Como o foram o Seabra, o Jahu e Rio das Pedras, o Faxina, o Malurica, o Rosa do Sul, o São Bernardo, o Sáo José e Expedictus, o Mondesir, o Inshalla, o Santa Ana do Rio Grande e alguns outros que por ventura possa ter esquecido. Pois bem, o Santa Maria de Araras, talvez seja um destes últimos pilares e pela qualidade de plantel genético que reuniu, depois destes anos todos, aliados a profissionais que se adequaram a seu sistema, fazem desta instituição, algo sujeito a qualquer tipo de variação mercadológica.
Ele se pode dar ao luxo de adquirir seus próprios reprodutores, cruza-los da forma que quiser com um rebanho feminino altamente qualificado e manter a sua hegemonia no turfe brasileiro. E mesmo assim, de vez em quando surge algo, que demonstra que eles atacam de todos os flancos.
Não teria sido intencional este cruzamento que tinha o intuito de ajudar a um novo menino no bloco?
Assim sendo, o que se aplica a uns, não pode virar regra geral de todos. Eu por exemplo se tivesse o controle de Galileo, não estaria muito preocupado em duplicar A, B ou C. Mas se eu tivesse o controle de Dubawi, tentaria achar uma formula, que pudesse agir como um verdadeiro antídoto para com os adversários. Acredito-me que me fiz entender.
O mesmo talvez possa ser dito - guardadas as devidas proporções - sobre Wild Event. Excepcional reprodutor e que está se tornando num importantíssimo avô materno.
Nós, criadores brasileiros, temos que ter os antídotos, devido a debilidade de nossa genética, em relação ao coetâneos de outros centros, pois, o estágio de criar bem, já foi atingido. Sobre este item, já me ative enumeras oportunidades em reconhecer a qualidade fisica de nosso produto. Falta ainda uma qualidade maior, mas isto só deverá acontecer com a melhoria de nossa genética.
Funcionamos que nem os vinhos. Dependemos de safras e mesmo estas safras, não podem ser consideradas numerosas. Outrossim me alegro em ressaltar que Cash do Jaguaretê, Flight Time e Arrocha, são três elementos da turma de 2014 - todos exportados - que preenchem meus critérios mínimos de alusão a uma qualidade maior no hemisfério norte. Para mim, eles podem vir a ser os arautos de uma nova era do cavalo brasileiro no exterior.
Arriscaria a afirmar, - e sei que serei massacrado pelos críticos, ferozes as minhas teses - que depois de Bal a Bali (2010), este trio justamente com Halston (2015) serão os nossos melhores propagandistas. São as boas uvas do vinhedo brasileiro. Torcer pelo sucesso dos mesmos, é uma obrigação a todo aquele que ama esta atividade.
Agora apenas a titulo de curiosidade, qualquer um de nós se sentirá no direito de notar que dos cinco elementos citados, quatro dos mesmos possuem pelo menos uma duplicação, o que confere um percentual de 80%. Não lhes parece que com um percentual deste, haja uma leve suspeita da importância que as duplicações tem atualmente no turfe brasileiro?
Aqui entre nós, aceitar dói menos...
Bal a Bali: Gonfalon 4x4
Arrocha: Almahmoud 6x6, Ballade 4x5, South Ocean 5x4, Crimson Satin e Northern Dancer 5x4
Cash do Jaguarete: Northern Dancer 5rx4
Flight Time:
Halston : Northern Dancer 5x4 e Raise a Native 4x5


