VOCES QUEREM UM PRESENTE DE NATAL?
FUJAM DESTAS LISTAS
QUE ANUALMENTE PINTAM PARA SHUTTLES
POIS, ELAS SÃO O INICIO DO FIM !
Mostro hoje minha cara bem grande, pois, dou ela a tapa se estiver cometendo uma atrocidade cultural. Todavia, é assim que penso, e não será em minha próxima sétima década de existência, que irei pensar de forma distinta.
Não adianta nada se viver no primeiro mundo, e ainda manter a mentalidade do segundo ou terceiro. Todos nós, seres a quem foi dado um cérebro, temos direito a uma evolução, mas poucos são aqueles merecedores da mesma. Existe uma tendência, - que não acho nada natural - de se contrair perante mudanças. Mesmo eu um cara repetitivo, cedo quando algo me convence que se não mudar irei inevitavelmente regredir.
Muito falei nesta década que inicia seu último ano, da pobreza de se levar por um turfe recorde maravilhoso, quando o stud record é pavoroso. Você pode ser um ótimo atleta e ao mesmo tempo se tornar um desastroso pai. Com cavalos de corrida acontece a mesma coisa. São duas ações distintas. Mas nós brasileiros, veneramos o Arco, a Breeders Cup e nos deixamos levar pela vaidade e modismo e ainda somos capazes de mantermos-nos escravizados aquela tarde excepcional que um determinado elemento viveu. Mesmo que depois, com éguas de primeiro nível e em estabelecimentos de alto desemprenho, tenham falhado redondamente no breeding-shed.
Sei que a decisão está na cabeça de cada um, e quando alguém vem com aquela famosa listinha, algo coça em seu cérebro e aquela célebre dúvida se instaura, novamente. Será que com a mudança de hemisfério, as coisas não mudam? Não, infelizmente dificilmente mudam. Ou será que vó Adelina transferida para a China, faria parte de sua seleção nacional de futebol?
Tivemos no Brasil, exemplos de cavalos ganhadores do Arco, sem mercado mais algum na Europa, que aqui aportaram, receberam muitas boas éguas - dentro de nossos parâmetros - e pouco ou nenhum legado deixaram. Ou alguém já se esqueceu de Sagamix, Sinndar, Peintre Celebre e companhia?
Pois bem, fora do pais das maravilhas, onde alguém tem que ganhar, existe aquilo que conceituo como bom senso. Ou será que na lista abaixo, alguém possa duvidar que Dylan Thomas e Pour Foi foram mal cavalos de corrida? O primeiro ganhou o King George, o Arco e o Irish derby. O segundo o Derby de Epson em grande estilo. Dylan em 2013 fez monta no Don Alberto do Chile e nada produziu digno de nota. Pour Moi chegou a gerar a um ganhador do Derby. Que não por coincidência igualmente faz parte da lista apresentada a seguir. E todos os três hoje foram transferidos para serem produtores de cavalos de steeplechase. Seria por penitência que a Coolmore tomou esta decisão, ou o mercado a obrigou a ser tomada?
Lembro-me que ambos constaram destas famosas listas de fracassados que todos os anos pairam pelo Brasil e o primeiro deles em 2014 teve seu nome cogitado para um shuttle para o Brasil, a preço de ouro. Quando me tornaram ciente, bradei que seria mais um erro, um desatino como tantos outros já cometidos. O que estamos procurando? Por um milagre divino?
Desculpem, mas sei que errar é parte da vida humana. Repetir o erro, sim é uma burrice. Agora o que seria, repeti-lo por mais de meia dúzia de vezes? Suicidio consentido?

