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quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

PAPO DE BOTEQUIM. O POLITICAMENTE CORRETO

Estou a uns dias de minhas férias e imediatamente me vem a mente o que fiz ou deixei de fazer este ano. Bate aquele senso de auto critica que a cada ano se torna mais ferino contra si, pois, uma das coisas importantes no amadurecimento, é ter senso critico, Quando não se tem, não se amadurece. Se apodrece...

Existem coisas que apavoram alguns e não a outros. Depende de cada um. Eu por exemplo abomino jiló. acho que todo dentista deveria nascer morto, tremo ao ver uma agulha, e não tenho nenhum apreço pela burrice. Outrossim, existe algo que ainda me dá mais asco, de tudo que falei até aqui: o tal do politicamente correto.

Como analista sou obrigado a odiar o politicamente correto. São duas coisas que não combinam, analista e politicamente correto, pois como diria Tesio, café funciona bem com açúcar, assim como alface com azeite. Agora coloquem azeite no cafe e açúcar na alface e me digam qual é o resultado. Pois bem, quando digo, imediatamente faço mais um inimigo.

Você como analista tem que ter uma opinião, que pode doer a muitos. No Brasil, é difícil se lutar contra o politicamente correto. Existem militantes do politicamente correto, regados a alta frescura, em se tratando deste assunto. Um milidre total. E eu não entendo quando isto teve o seu inicio. Talvez seja algo que tenha vindo com o Lula. Se não veio, pelo menos avolumou-se. Hoje tudo é uma questão de politicamente correto. Assim minorias, passam a ter mais direito que as maiorias, quando teoricamente os direitos deveriam, ser iguais.

Tesio era direto, assim como Boussac, Taylor, Khan e Mellon. Apenas Lord Derby, um embaixador por formação, que se dava ao luxo de aplicar a lei do politicamente correto, mesmo entre os seus subordinados. Assim sendo, fica licito se afirmar que ter certezas que possam ir contra o politicamente correto, o poderá fazer de você, um criador de ponta.

Você não precisa "entrar" em todo e qualquer sindicato, nem fazer média em adquirir este ou aquele, pelo simples fato dele pertencer a A, B ou C. Sinto que quando visito um haras, e nos dois anos anteriores não selecionei nenhum de seus potros, uma certa animosidade. Daquela do tipo, o que este cara acha que é? Sou o que sou. Acerto e erro, como qualquer um. Apenas tenho ultimamente acertado mais.

Um vez fui ao Figueira do Lago, examinei cerca de 30 potros e me encantei com apenas um. Era Al Arab. Não importa que ele fosse o único, como na verdade o foi, daquele geração, o que o criador deve ter em mente, é que criar um como ele, não é fácil. E se alguém o reconhece, melhor ainda.

Em janeiro estarei examinando potros no Brasil.

Sei que pedigrees o sugestionam. Lembro-me de uma vez, em meus primeiros anos em Lexington, fiz um estágio nas terras de Nelson Bunker Hunt. E ele mandou mudar o nome das mães na porta das cocheiras dos potros antes da visita de um entendido enviado pela BBA. Tive o cuidado de alertar a aquele que mudava, no tocante ao nome de Dahlia. O "expert" quando parou a frente do box em que estava escrito Dahlia, respirou fundo e depois de examinar, aquele que tem minha opinião e da equipe da qual participava, era um dos piores elementos já nascidos no haras, enalteceu o elemento, como se fosse algo sede exceção. E era. Ruim para burro.

Viu traços de Hyperion, muito de Vaguely Noble, enfim, achou uma verdadeira peruca no ovo a ele apresentado. E como era de se esperar ao ir, virou a chacota local.

No Brasil, prefiro primeiro examinar os potros e depois, saber quais são os seus pedigrees. O "exame genético", apenas cria uma escala de grandeza, dentro daqueles que fisicamente foram de meu maior agrado. Funciona? Tem funcionado.

Recentemente selecionei para o H e R um potro que considero um dos mais importantes que selecionei profissionalmente. Depois de decidir que o compraria a qualquer preço, vim a tomar conhecimento que era um Gloria de Campeão, numa mãe Elusive Quality, terceiro produto de uma mãe, do qual dois anos antes havia adquirido seu primeiro produto. Uma potranca chamada Epaepaepa, imbreed em Buckpasser.

Fisicamente nada tem um a ver com ela. Ela uma potranca robusta, bem do tipo Damascus e ele um tipo Gloria de Campeão, com ainda maior poder muscular quando da mesma idade. Se vejo o pedigree antes e sabendo de quem era irmão, talvez viesse a minha cabeça que a diferença fisico podia ser um fator a se levar em consideraçao. Pois, nada uma coisa tem a ver com a outra. Mesmo em se tratando de uma mãe que parece aceitar o poder de transmissão de caracteres fisico da linha alta, o que tem que ser levado em consideração, é o individuo.

Nero era filho de imperadores, é foi um desastre. Caligula idem. Logo, o pedigree ajuda, mas não soluciona todos os problemas. Agora sem pedigree como o Lula e o Maduro, passa a ser dose!