Dizem os entendidos que gosto não se discute. Eu até aceito o fato, porém digo-lhes que se apura. E o apuro muda seus desejos e necessidades. E você muda de gosto. Muitas vezes para melhor. Outras para pior. Conforme a vontade do freguês.
Eu por exemplo desde garoto que sou apaixonado por Gerberas. As compro onde estiver e as quero perto de mim, seja num hotel, seja numa casa ou em um escritório. Nunca simpatizei com rosas e abomino tulipas. Nunca conseguiria viver na Holanda. Mas o tempo passou, o gosto se tornou mais apurado e você passa a respeitar orquídeas. Com pedigrees acontece a mesmíssima coisa.
Nasci e me criei entre Fort Napoleons, King Salmons, Violoncelles e outros animais provenientes da Europa. Não havia ainda uma dominância de Northern Dancer e muito menos Mr. Prospector, ambos vindos das Américas. Earldom era o único elemento do continente norte-americano com destaque, pois, nem dos Estados Unidos ele era. Era canadense.
O senhor Atualpa era um expert em pedigrees europeus e não tinha pelo coetâneo norte-americano nenhuma simpatia. Não via Man O'War como digno de real importância e achava um crime Nasrullah, Bleheim e Mahmoud terem ido para os Estados Unidos. Seu mundo, que passou a ser o meu, por um inicial período, era composto de Nearcos, Hyperions, Tourbillons, Blandfords e ainda resquícios de St. Simon.
Pois é, tudo mudou. E não foi por uma questão de gosto. Foi uma questão de dominância. Senti no inicio dos anos 70 que as coisas iriam mudar com quatro elementos norte.americanos vencendo quatro dos cinco Derbies disputados de 1968 a 1973. Sir Ivor, Nijinsky, Mill Reef e Roberto. Dois Hall to Reason, um Nearctic e um Nasrullah. Todos Nearcos. Era um prenuncio que os dias dos Hyperion, Turbillons, Blandfords e St. Simons, estavam contados. O amplo domínio de Nearco já era visível, ao final da década de 60. E de lá para cá, apenas se ampliou. para quem não notou, doeu mais...
Logo, quando comento sobre o desaparecimento das grandes linhas altas do século passado, na verdade é um processo lento e gradual, que vem se mostrando desde a época citada. Não houve algo que determinou isto, senão uma maior força de transmissão linear vinda de Nearco. Não crio teses, nem invento alternativas. Apenas as observo e as transmito. O ato de crer depende de cada um. Que aceita de cara, dói menos.
Flores em suas diversas matizes são eternas. Houveram Gerberas antes de eu nascer e certamente haverão depois que me for. Tribos em cavalos de corrida, não desaparecem, mas deslocam-se em pedigrees e passam a ter outras funções. Cabe a cada um notar e assim seguir o caminho que mais lhe convier.
Nunca no Brasil tivemos o estabelecimento de uma tribo dominante. primeiro porque recebemos de todos os tipos entre as rejeitadas no hemisfério norte e segundo, porque não damos a devida ajuda, que os reprodutores nacionais deveriam ter. Os deixamos de lado em detrimento de coetâneos estrangeiros, de pouca classe em pista, mas de pedigrees fashionables, virou uma tônica no Brasil. Nem os exemplos de Clackson, Sabinus, Zenabrew, Romarin e Redattore, cativaram a imaginação do criador brasileiro.. Australia, Africa do Sul e até a Argentina, conseguiram eternizar algumas tribos. E lucram com o estabelecimento delas. Nós nenhuma delas. Seja ontem. Seja hoje. E creio que será assim m amanhã. Porque? Nosso gosto não se apura, apenas segue a moda... e pelos mais pobres e árduos caminhos, o das ovelhas negras.
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