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quarta-feira, 15 de julho de 2020
PONTO CEGO: A CREDIBILIDADE DE UMA ATIVIDADE
Vó Adelina era uma pessoa cética, que sempre lembrava, que falar era muito fácil, difícil era fazer! Pois é, a vida me ensinou que ela estava certa. Por exemplo porque quem dirige um país é corrupto e a oposição se mantém honesta? Simples, uma detém o poder e a outra não. Vejam que até no Padre Nosso, tem uma hora que pedimos, não nos deixeis cair em tentação.
Porque pedimos? Temos receio da tentações?
Alguém já lhe ofereceu algo milionário para você cometer um deslize? Você teria um limite até onde deixaria sua honestidade de lado e se corromperia? Isto são perguntas que creio que muitos tem medo de se fazer.
No mercado brasileiro de cavalos de corrida, há muita gente honesta. Mas penso que o número de desonestos seja ainda maior. Dai, o porque que tanto dentro, como fora dos hipódromos, perdemos credibilidade. Outrossim, não somos apenas nós brasileiros que convivemos com esta situação. Morei mais de 20 anos em Lexington, considerada como o centro do mercado de cavalos de corrida. Pois bem, muito esta industria contribuiu para o seio da comunidade, mas pasmem, a comunidade permanece nos vendo, com muita desconfiança. O que a primeira vista parece ser uma incongruência.
Se nossos dirigentes conseguirem propagar a lustra de nosso mercado, e alardear o fato na mídia de massa, poderemos ter uma chance de reverter a situação. Mas existem jóqueis que fazem corpo mole, treinadores que medicam, proprietários que compram e não pagam e criadores que havendo uma oportunidade quero levar uma grande vantagem no negócio. E se necessário for corromper agentes e veterinários, tenho certeza que muitos não evitarão em fazê-lo.
Existe bastante controvérsia em qualquer transação que comporte a venda de um cavalo e corridas. Logo, Keeneland criou muito exigências em relação a apresentação de radiografias anteriores a venda, exames de exportação, documentação checada, controle de crédito, enfim, um número de medidas que tentam minimizar possíveis discussões posterior a uma venda.
Sei que isto demanda custo e numa atividade deficitária como a nossa, aumentar o custou complica. Mas é um caro que no final sai barato. Pergunto, pois, nunca entendi porque os proprietários são obrigados a pagar "taxas de leilões". Mas deveriam ser elas abolidas? Creio que sim e seria possível talvez uma ajuda por parte da ABCPCC no barateamento do custo de implementação destas medidas, acima descritas.
Não se estabelece um mercado, sem custo. Tem que se gastar para um dia receber. Isto se chama investimento.
