HARAS SANTA RITA DA SERRA - BRASIL

HARAS SANTA RITA DA SERRA - BRASIL
HARAS SANTA RITA DA SERRA - CLIQUE NA FOTO PARA CONHECER NOSSO PROJETO

HARAS REGINA

HARAS REGINA
JOLIE OLIMPICA BRAZILIAN CHAMPION 2YO - HARAS REGINA - CLIQUE NA FOTO PARA CONHECER NOSSO PROJETO

HARAS FIGUEIRA DO LAGO

HARAS FIGUEIRA DO LAGO
NEPAL GAVEA´S CHAMPION 2YO - HARAS FIGUEIRA DO LAGO - São Miguel, São Paulo

STUD H & R

STUD H & R
STUD H & R - TOQUE NA FOTO PARA VER UM UM GP. BRASIL QUE VAI FICAR NA HISTÓRIA

HARAS SANTA MARIA DE ARARAS

HARAS SANTA MARIA DE ARARAS
Santa Maria DE ARARAS: TOQUE NA FOTOGRAFIA E VENHA CONHECER O BERÇO DE CAMPEÕES

HARAS ESTRELA NOVA

HARAS ESTRELA NOVA
Venha nos conhecer melhor no Instagram @haras.estrelanova.

HARAS NIJU

HARAS NIJU
toque na foto para conhecer nosso projeto

HARAS FRONTEIRA

HARAS FRONTEIRA
HARAS Fronteira

HARAS CIFRA

HARAS CIFRA
HARAS CIFRA - HALSTON POR MARILIA LEMOS

HARAS IGUASSU

HARAS IGUASSU
HARAS IGUASSU A PROCURA DA VELOCIDADE CLÁSSICA - Foto de Karol Loureiro

albatroz bloodstock agency, Inc.

albatroz bloodstock agency, Inc.
albatrozusa@yahoo.com

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

ENTREVISTA COM ANGEL CORDERO - SEGUNDA PARTE

CONTINUAÇÃO


RG - Aqui neste pais ganhar o Kentucky Derby passou a ser uma obcessão. Se você como profissional não o fizer, está off-broadway. Como é para um jóquey correr um Kentucky Derby? O que você lembra de sua primeira experiência nesta carreira? 

Ele sorriu, concordando o tempo todo com a cabeça. 

AC - Você conhece a história. Foi em 1968. Já faz mais de 40 anos... Eu montava um cavalo muito bom chamado Iron Ruler. Eu havia ganho o Flamingo e fui desclassificado. Mas a seguir fui segundo no Florida Derby, para Forward Pass. A seguir voltei a ser segundo no Wood Memorial para Dancer’s Image. E fui barrado. Chorei bastante, mas provavelmente o treinador estava certo. Eu ainda não estava pronto para a primeira liga. Todavia, estes dois cavalos que me bateram, fizeram primeiro e segundo no Derby. Dancer’s Image foi desclassificado a seguir pelo uso da então proibida buta. Que, por estas coisncidências da vida, acabou sendo legalizada no ano seguinte. Tinha uma desculpa melhor que a de Ronnie, para explicar meu fracasso, mas a verdade é que eu , como ele, estava ainda verde.

RG - Nunca posso imaginar que um dia você pudesse não pertencer a primeira liga, mas já que você tocou neste assunto, uma pergunta simples: o que é mais difícil, chegar a primeira liga ou se manter nela?

AC - Em meu tempo e nas condições que aqui cheguei, ambos. Mas acho que hoje é mais dificil ainda se manter na primeira liga. Da mesma forma que diria que hoje seja mais fácil se chegar nela . Muitas mais oportunidades e se você tiver talento, de alguma forma, este o levará a primeira liga. Uns mais rápidos, outros necessitarão de mais tempo. Em meu tempo era difícil, pois, quando você chegava a este pais sem um contrato, tinha que lutar muito para conseguir um lugar que lhe desse visibilidade. E havia o problema da comunicação. Hoje quase todos os treinadores modernos falam espanhol, ou pelo menos têm condições de se comunicar nesta lingua.

RG - Você acha que cometeu erros?

AC - Muitos e de todos os tamanhos. Mas uma das qualidades que tenho é saber quando erro. Um de meus maiores defeitos, de vez em quando repeti-los.

E voltou a sorrir abertamente

RG - E o que dizer dos aprendizes?

AC - Eu diria que quando eles perdem o direito aos 7 pounds de allowance, suas vidas se complicam, se eles não tiverem demonstrado até ali, muita qualidade técnica. Mas hoje é mais fácil um aprendiz se manter como jóquei do que no meu tempo. Eles possuem mais visibilidade. os bons terão suas chances.

RG - Muita gente que vai ler esta entrevista no Brasil, na verdade não o viu montar. Creio que você parou em 91. Como você se descreveria como jóquei?

AC - Na verdade foi em 92. Eu não posso julgar-me. Posso apenas dizer o que diziam de mim. Que quando o cavalo tinha pernas, eu o fazia usá-las em seu limite. E você que me viu montar, qual é a sua opinião?

RG - Que você fazia os seus cavalos correrem mais dos que as pernas.

Ele soltou outra gargalhada.

RG - Outra coisa que me fez gostar de seu estilo é o fato que você parecia saber as qualidades e fraquezas de seus adversários. Estou correto? E se estiver, como você estudava seus adversários.

AC - Hoje não é difícil, pois existe abundantes informações. Em meu tempo você tinha que ver com os seus próprios olhos, ou ouvir de quem confiava. O seu mundo era visual...

RG - E hoje virtual…

AC - ...exatamente, mas como estava em New York, tive a oportunidade de pelo menos ver, os que lá estavam. E eram os melhores.

RG - Creio que foi em 1977, que as corridas a noite tiveram seu inicio por aqui nos Estados Unidos. Você como jóquei como viu esta inovação?

AC - Com muito gosto. Primeiro que elas tiveram seu inicio perto de onde eu estava. Em Meadowlands. E eu que estava sempre tentando disputar as estatísticas, passei a ter mais oportunidade de fazê-lo, com mais oportunidades de correr. Mas nunca consegui, nestes 5 anos. Estive durante estes em Meadowlands todas as noites, mas não foi o suficiente. Fui batido nestas temporadas por por Laffite, por Pat Day, por Chris McCarron, por Sandy Hawley e novamente por Laffite. Não sei como explicar. Ganhei três estatísticas, montando menos que nestes anos.

RG - Seria verdadeiro o fato que nas grandes carreiras você agia como um possuído, como parte da imprensa afirmava naquela época? E no dia a dia era um jóquei bom, mas normal?

AC - Tenho que confessar que o grande cavalo sempre me deixava ainda mais focalizado. Estudava melhor talvez os clássicos. Mas sempre, dei tudo de mim, quando em cima de um cavalo. Tanto no claiming como no Kentucky Derby.

Continua amanhã