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sábado, 15 de agosto de 2020
PAPO DE BOTEQUIM: ME ENGANA QUE EU GOSTO
Existe um dito popular que no Brasil, infelizmente é tiro e queda. Me engana que eu gosto. Sejamos francos, você já viu girafa na Amazônia, comentário racional na boca da Dilma, ou almas puras no PT? Logo imaginar que se pode pegar malária no Leblon ou se deparar com um jacaré em Ipanema, me parece ficção. É o de sempre: me engana que eu gosto.
Somos um povo exagerado. Principalmente em se tratando da Bahia. Tudo que vem de lá é visto com carinho pelo resto dos brasileiros. Tem aché. Vejam Caetano, Gil, Gal, Bethania, o que fariam nos Estados Unidos? Com certeza não morreriam de fome, mas dificilmente se tornariam ídolos. Seriam garçons, balconistas, manicuras... Com todo o respeitos, todos são dotados de um talento reduzido, mas como em terra de cego, que tem um olho é rei, no Brasil, são elementos de referência. Aqui, para infelicidade deles, é terra de Sinatra, Aretha Frankel....
O mesmo sempre disse do turfe brasileiro. Podemos criar cavalos de exceção, mas num numero reduzido e de aparições esporádicas. Na vida artística, igualmente, uma Ellis, um Jobim. um Simonal, mas não muitos outros. Logo, quando me perguntam se não estou superdimensionando o cavalo brasileiro ao dizer que ele pode ter nível competitivo internacional, não estou mentindo muito menos exagerando. Respondo, que não. Temos sim, - e já está provado - a capacidade de criar cavalos de alto nível, mesmo com genética discutível. Aí vem alguém com todo direito e enfrenta, perguntando, então seria esta genética mesmo discutível, ou estaria eu mentindo ou exagerando. A resposta é a mesma, não.
Então o que seria?
Sei lá. Milagre talvez. Seria muito simples de responder desta forma. Mas a verdade nua e crua é que de alguma maneira, pelos mais distintos motivos, alcançamos um equilíbrio em nossa maneira de criar cavalos de corrida. Temos que parabenizar nossos profissionais. Gerentes, veterinários... e principalmente criadores.
E ao contrário de tudo que vem da Bahia, a nada valorizamos. Leve em consideração nosso campo de reprodutores. De uma pobreza monumental, já que ao cavalo nacional chances não são dadas. Assim se torna impossível se desenvolver vertentes próprias como fazem o Japão, a Australia e a África do Sul. E a quantos anos, não importamos uma égua de cria sequer? E potrancas? Vivemos de uma abstinência sepucral.
Viajo o Brasil inspecionando inéditos. Os pedigrees não mudam, só a idade dos mesmos. Cada ano, mais velhos. Onde isto tende a nos levar? Ao ostracismo. Chile e Argentina, continuam trazendo coisas superiores as nossas. Como a Argentina faz - com cinco meses de paralização das corridas? Concordo, é um mistério. Não tenho como explicar.
Agora o Uruguai vem com uma proposta cinica de querer fazer um intercâmbio reprodutivo com a Argentina e o Brasil. O que eles tem a oferecer? Quem ganhará com isto? A primeira vista apenas o Uruguai, ou teremos interesse de mandar éguas nossas de bom calibre, para lá serem cobertas pelos reprodutores locais e depois traz-las de volta? Me engana que eu gosto...
Vamos acordar para a realidade. Algo tem que ser feito junto ao governo, para que possamos reerguer a atividade. E tem que ser feito para ontem!A começar pela queda das taxas de importação. Os leilões de inéditos este ano, - um ano atípico por excelência - alcançaram, a meu ver, médias bem acima das expectativas. Isto não seria um alento? Uma prova inequívoca de crédito dada pelo nosso pequeno campo de investidores? Imaginem com uma roupagem nova de éguas e garanhões, como teriam sido este leilões?
Já criamos décadas atrás, há mais de 5,000 cavalos ano. Hoje, nem de 2,000 conseguimos passar. Estariam todos os criadores e proprietários associados a nossa ABCPCC? Somos um pais de muitos milhões de habitantes que jogam na loteria esportiva. Porque não, parte destas apostas não poderiam ser canalizadas para nossa atividade. Nossos hipódromos deveriam demonstrar mais empenho de captar novos apostadores. E desculpem, mas não é com anúncios nas Tvs internas que vamos conseguir isto. Teriam que estar nas midias de massa. Estaríamos usando de forma conveniente as redes sociais? Com certeza que não. Afinal, quais são os endereços das páginas no Face Book e Instagram, de nossos hipódromos? O que elas divulgam? Foram elas também censuradas pelo Alexandre Moraes?
Da mesma forma que não existem girafas na Amazônia, ou jacarés em Ipanema, malária no Leblon para justificar o uso de Hidrocloroquina em canastrona do plim-plim, me parece ilógico. Assim como dinheiro no cofre, mofa.
