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quinta-feira, 1 de outubro de 2020

PONTO CEGO: CALAFRIOS


Perguntaram-me qual seria a vantagem de se ter um blog? E eu imediatamente respondi, que poucas, pois, ele toma tempo, cria inimigos e inibe sua capacidade de ler o que os outros tem a dizer. Porque? Porque quando você tenta ser um analista, a primeira coisa que deve fazer é minimizar o número de opiniões sobre o assunto que vai analisar para ter sua análise livre de qualquer influência. Informação é um coisa. Opinião é outra.

As vantagens?  A principal, é que embora nunca tenha sofrido censura em nenhum veiculo que tenha escrito, você se sente mais livre e diz o que quer. Coisa que em outros veículos a minha tendência pelo menos, era conter-me.

Mas um blog tem que ter outras caras. Não só a minha. Por isto tenho bastante empenho em publicar matérias de colaboradores, apenas tendo o cuidado de selecionar quem possa estar qualificado a escrever, mesmo que não concorde com os pontos defendidos por quem esteja os defendendo. Isto seria uma espécie de democracia literária.

Estamos na esquina da disputa de mais um Arco, a prova que juntamente com o King George, mais aprecio. E confesso, que torça para que Enable ganhe. O que não seria justo a primeira vista, pois, a idéia de qualquer análise deve estar isenta de gostos pessoais. Mas não sou um cara politicamente correto por formação. Logo, me dou ao direito de vez em quando a torcer. Como o fiz com Frankel, Zarkava e outros que considerei deste gabarito.

Estão chamando muita chuva para Paris. Não sei se isto auxilia tanto a Enable, porém, parece que prejudica em muito a sua principal inimiga, Love, que ainda por cima tem a vantagem da diferença de peso por idade. Mas trata-se de uma prova cheia e de cavalos que embora possam não parecer do quilate da favorita, podem crescer no momento certo e estragar a festa como no ano passado.

Vi grandes cavalos europeus em ação a começar de Nijinsky, que justamente perdeu sua invencibilidade em um Arco. Para muitos por excesso de confiança de Lester Piggott, para outros por estar iniciando sua decadência atlética. Eu estava lá, e penso que foi um pouco de tudo. Quase não o vi, pois, ele foi quase que direto para a pista sem perder muito tempo no paddock, pois estava muito agitado e nem canter de apresentação fez. Foi praticamente direto em direção ao partidor. O que para mim, apenas corrobora o fato que não estava no esplendor de todas as suas possibilidades.

Vencer o Arco, não necessita apenas se ter qualidade. \E necessário se ter controle. E quando você corre a três, vence dois, é segundo no outro e ainda se sente capaz de disputar um quarto, há de ser visto como um caso raro de consistência, classe e acima de tudo controle. Os três Cs que emolduram uma grande cavalo de corrida, como Ribot.

Seria Enable melhor que Ribot? Não me arrisco em compara-los dentro de minha filosofia de nunca comparar divindades. Pois, senão teria que também optar por São Pedro ou São Paulo, quais dos dois seria mais santo.

Não cabe ao analista comparar elementos. este é o trabalho do handicapeur. O que ele deve fazer é apontar qualidades e defeitos de um corredor e suas chances de sucesso na carreira. E se suas projeções não forem alcançadas, tentar descobri o porque. Confesso que gostaria de ver um embate entre Enable e Love, numa pista em estado menos anormal. pois pesada quando parece que estará a grama de Longchamp, me faz lembrar o Arco de 1998. E isto me trás calafrios...