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segunda-feira, 9 de novembro de 2020

PAPO DE BOTEQUIM: O FIO DA MEADA


Existem, desde que este mundo é mundo, os sete pecados capitais, assim reconhecidos: inveja, raiva, vaidade, preguiça, gula, avareza e luxuria. Eu acrescentaria um oitavo, petista. Mas como não sou eu que dito as normas, fiquemos com os sete originais.

No turfe existem também os pecados capitais. Não sei quantos, porém com certeza entre eles, haverá de existir a desinformação,  o desconhecimento, e a  impaciência.

Eu acho que os dois primeiros podem vir a ser remediados, com o estudo. Tudo pode ser aprendido quando houver interesse. O último, depende da índole de cada um. O grande problema da impaciência é que tudo na vida é necessário tempo, seja no sucesso, seja na cicatrização de feridas. Nada é possível se fazer sem o devido tempo. 

A Coolmore, com Uncle Mo, parecia ter dado um passo em falso, como o fizera com Shanghai Bobby. A impaciência de levar para casa todo e qualquer custo o Champion norte-americano 2yo talvez possa ser visto como uma impaciência do grupo. Mas Uncle Mo provou que eles estavam absolutamente certos, mesmo não conseguindo provar em pista aos três o que fora aos dois, o breeding-shed acabou dando a palavra final. Sus sucesso para mim, é incontestável

Abro um parênteses. O meu respeito por Uncle Mo, de maneira alguma me faz aceitar todo e qualquer filho seu para a reprodução. Pois, mesmos os mais importantes chefes de raça, dificilmente podem transmitir a sua capacidade de doar-se, a grande maioria de seus filhos. Alguns poucos a terão. A grande maioria, não. E creio que ai, a linha materna passa a ter uma responsabilidade fundamental. Fecho o parênteses.

Contudo, uma arremetida que fizeram com um reprodutor já testado e considerado médio na visão do mercado, para mim foi a grande última tacada. Woottom Bassett é uma coisa a se levar a sério. Principalmente por só a partir de agora que irá receber, pela primeira vez, éguas de alto padrão. Será para ele, outros ball game.

Pensem bem, trata-se de um Iffraaj em mãe Primo Dominie, que aos dois anos se manteve invicto em cinco saidas, sendo uma delas o Prix Jean-Luc Lagardere. Aos três não conseguiu provar sua forma, não se colocando sequer em uma de suas quatro saídas. Além da pouca projeção de seu pai e avô materno, ele contava com o fato de embora pertencer a tribo Mr. Prospector, vinha pelo mais fraco veio de Gone West, o estabelecido pelo excepcional milheiro Zafonic. Logo, onde, a Coolmore pode ter se baseado a confiança de adquiri-lo? Por baixo.

Oque se nota, na parte inferior de seu pedigreeea é a presença de Key Bridge, quela mesma Key Bridge que é de conhecimento de todos, ser uma das minhas matriarcas favoritas. O brilho no olhos de Paul Mellon, quando em seu escritório no haras ele a descreveu para mim, convenceu-me. E desde aquela data fico de olho em sua descendência.

Wootton Bassett, teve este fim de semana o seu primeiro ganhador de Breeders Cup. É o seu ganhador de grupo de número oito e o terceiro na escala de grupos máximos. Com éguas melhores e tendo o aporte técnico da Coolmore, creio que virá a melhorar de forma significativa sua produção. Olho o pedigree de Wootton Basset e vejo apenas, Key Bridge sustentando a classe que ele consegue emanar em sua prole. Posso estar errado? posso. Mas na verdade acredito que não.

O tempo passou e um dia me vi a frente de um reprodutor chamado Acteon Man, e aquela que parecia ser a sua terceira produção. Desde já deixo claro que nada tenho a ver com sua ida ao breeding-shed, este crédito deve ser dado a seu proprietário mas ao ver o que produzia sendo ele um descendente de Key Bridge, abracei a causa. Hoje posso dizer que algo tenho a ver com os três reprodutores que o substituíram, Gladiador Acteon, Huber e Momento de Alegria. Os dois primeiros tiveram suas mães por mim selecionados, e o último saído de carreira por mim indicado. E estes em cruzamento com as filhas de Acteon Man, evidenciam uma duplicação e as vezes triplicam a presença de Key Bridge no pedigree do produto em questão. O que isto vai dar? Confesso que não sei, mas tenho fé que não se arrependerão aqueles que embarcaram neste barco.

Éguas como Key Bridge, La Troienne, Pretty Polly, Special, devem ser preservadas. A duplicação das mesmas é uma forma de agir, porém a mais correta forma de manutenção seria preservar seus nomes nas linhas baixas. Considero primordial esta medida.

Já chegou a hora de olhares apenas para os pais. Temos que nos preocupar com as linhas maternas. Pois aí consiste, o fio da meada.