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quarta-feira, 4 de novembro de 2020

PAPO DE BOTEQUIM: O PREÇO DO RISCO

 


O turfe é algo global. Já o é por décadas. Quem pensar de outra forma, estará completamente fora da realidade. Melhor comprar uma vara de pescar e tentar sua sorte em alto mar. Porém, apenas de forma paulatina, centros relegados ao ostracismo anteriormente, passaram a ter relevo no cenário mundial, muito em função das bolsas milionárias proporcionadas por patrocinadores. Japão, Dubai, Hong Kong, Arabia Saudita esta mais recentemente, passaram a fazer parte do circuito mundial. A Breeders Cup, hoje tem que competir com estes eventos. E como a Austrália, um pais do hemisfério sul, não poderia ser diferente. Entrou igualmente no mapa tendo que abrir mão de seu domínio centenário sobe sua maior prova: a Melbourne Cup. Mas afinal que sai na chuva, tem que se molhar...

Vejam que este ano, com uma bolsa de 8 milhões de dólares, trouxe mais uma vez o interesse de europeus em participar, principalmente os britânicos e mais ainda aos irlandeses. Na atual versão um filho de Teófilo (Galileo) foi secundado por um filho de Galileo, com o globetrotter Prince of Aram (Shirocco) - frequent flyer no circuito Gran Bretanha-Australia - a seguir, voando baixo, nos metros derradeiros.

O ganhador o fez de ponta a ponta, e trata-se do segundo filho de Teófilo, a ganhar uma Melbourne Cup, nestes três últimos anos. Um fato notável de ser levado em consideração, tendo em vista ser este o mais importante ano reprodutivo deste champion 2yo. Imagino o que ele poderia ser, se tivesse tido uma campanha aos três... 

No quadro atual, a stamina européia tem demonstrado ser superior a australiana, da mesma forma que em termo de velocidade, os papéis se invertem. Portanto não teria sido de muito melhor alvitre as conexões de Stradivarius, tê-lo poupado de correr as milhas e meia do Foy e o do Arco e o tê-lo trazido na plenitude de sua stamina para disputar os 3,200 metros de uma Melbourne Cup, onde os três primeiros colocados, dificilmente podem provar ter mais stamina do que ele?

Esta é a visão global, que o turfe hoje exige, de quem nele quer participar na esfera maior. Eu não penso tanto aos proprietários brasileiros, mas que tenham, no mínimo, a coragem que o Sergio Meneses, a família Paula Machado, o Jose Carlos Carnevale, o Stefan Friborg, o saudoso Luiz Edmundo Barbosa, Luiz Alfredo Taunay,  e outros que as custas de seus próprios bolsos, trouxeram para a maior vitrine do turfe, seus pupilos e além de serem retribuídos pela ventura de bancarem um Sandpit. Siphon, Hard Buck, Glória de Campeão, Pico Central e Redattore, abriram para nós um mercado extraordinário. Eles tiveram uma visão global.  

Outrossim, de vez em quando, paga-se um preço. Antony Van Dicke pagou o seu, com a própria vida. Todavia, tudo deve ser balanceado antes de uma ação seja proposta. Confesso que não custei muito a começar a pensar de forma global. Desde que tomei conhecimento das coisas do turfe, me interessei por sua história e esta me levou a globalizar-me. Por isto que 1983 tomei a decisão que iria morar no centro do mercado do turfe, e para lá me mudei de mala e cuia, em 1987. Largar minha moto, Ipanema, o Flamengo e o Salgueiro e vir a viver no mid-east norteamericano, não foi muito fácil. Acreditem. Mas creio, que profissionalmente, valeu a pena.


Mais como sempre digo, o simples fato em optar por ter um cavalo de corrida, no turfe brasileiro, o torna uma pessoa ousada. Gatsa-se para não se ter retorno. Então porque, quando algo de bom cai eu suas mãos, não ousar ainda mais?