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sexta-feira, 20 de novembro de 2020

PAPO DE BOTEQUIM: A VERDADE É UMA UMA, O ERRO É MULTIPLO.

Acho que foi Simone de Beauvoir que um dia escreveu algo sucinto, mas cuja simplicidade expressa toda a verdade de uma existência: A verdade é uma, o erro é múltiplo. O que vó Adelina em sua eterna sabedoria, exprimia em seu quem muito se explica, se complica!

Não estou aqui para explicar. Tenho apenas a responsabilidade de exprimir o que tenho em minha cabeça. São portanto as minhas crenças. Com todas a verdades e incertezas que elas possam possuir em seu conteúdo.A deliciosa e exuberante energia emanada em uma opinião tem que essencialmente ter uma luz própria, não apenas refletida. A ótica desta opinião tem que ser também intensa e assumidamente pessoal. Uma visão que ao mesmo tempo tem de ser panorâmica e microscópica, sem perder contudo sua objetividade. Pois no caso, são baseadas em percentuais de aproveitamento.

Você colocar em em um mesma equação, o número de elementos registrados e o número de individuais ganhadores de grupo produzidos por um determinado reprodutor  pode se tornar uma paradigma, pois, não se analisa, a qualidade das éguas, do tipo de criação e mesmo da utilização de profissionais em um futuro treinamento. E nós sabemos, muito bem, quão importantes são todos estes elementos. Mas serve, para pelo menos para uma análise superficial da questão.

Disse que Sabinus - em minha opinião - foi superior reprodutor que Vacilante em duas fases distantes do Araras, criando primeiramente em Teresópolis e depois no Paraná. Mas é uma opinião minha que pode até não ser aceira pelo senhor Julio Bozano. Mas o que queria provar no momento é que reprodutores como Sabinus e Baronius, quando minimamente amparados, a resposta me parece melhor que grandes cavalos argentinos para o Brasil trazidos. Apenas isto. Nada mais do que isto. 

E houveram outros casos como por exemplo, Egoísmo e Zenabre, cujos seus primeiros filhos nem tiveram a oportunidade de ser considerados graduados, por as provas ganhas pelos mesmos não terem ainda ter sido classificadas neste padrão.

Logo vamos a dois exemplos de cavalos nacionais, que muitos julgam terem falhado reproduitivamente e eu mantenho a opinião que não. Kenético, o melhor filho de Earldom macho em pista obteve 9 individuais ganhadores de grupo para um total de 321 produtos registrados. Desta forma seu índice foI de 2,80, superior a quase todos os melhores elementos aqui aportados, faltando-lhe apenas o grande cavalo. O mesmo pode ser dito de Dancer Man (Sestero) o melhor neto de Executioner, que com 339 registrados, obteve o excepcional índice de 4,71% ganhadores de grupo. O que lhe faltou? O mesmo que Kenético, o grande cavalo.

O grande cavalo cega a realidade. Da mesma forma que Quari Bravo, criou uma expectativa em seu pai Punk, o mesmo vi acontecer com Gloria de Campeão em relação a seu pai Impression. Como já vira acontecer no inicio de minha carreira com Fitz Emilius e seu pai Honeyville. Esquecendo-se assim, de um ensinamento básico, que todo cavalo tem uma mãe, e esta pode ter sido o verdadeiro diferencial.

Eu por exemplo, no caso dos animais citados, tive o privilégio de selecionar um deles. Gloria de Campeão, que é na realidade o recordista de somas ganhas entre todos os cavalos nascidos no Brasil. E creio que poderá ser por muitos anos. E o fiz, por seu fisico e pela garantia que senti em sua mãe, uma Clackson, que em cruzamento com Impression, propiciava uma duplicação na matriarca La Farnesina, mãe de Farnésio e avó da múltipla ganhadora de provas de grupo 1, Gioconda, a segunda mãe do citado Impression. Estava eu errado? O tempo provou que não...

Logo quando falo em índice de classicismo me refiro a uma dado baseado em números, não numa avaliação completa sobre a importância do referido reprodutor no contexto que acredito que seja o real. Apenas tem o mérito provocador, instigador, envolvente de tentar fazer as pessoas pensarem e construírem sua próprias linha de raciocínio. Pois, a verdade é uma, o erro é múltiplo.