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quinta-feira, 19 de novembro de 2020

PONTO CEGO: O FALAR E O FAZER

Roi Normand

Ao constatar, na sua grande maioria das vezes, o que é trazido para o Brasil,  tenho a nítida impressão  que estamos literalmente trocando o sonho de um brilhante futuro pelo eterno pesadelo de uma repetição de nosso recente passado. Nada parece ser feito para reduzir, nem que seja de forma pequena, o desperdício, a irracionalidade de certas seleções, que demonstram apenas a inércia ao qual nos submetemos e acabamos por nos acostumar. Trata-se exatamente daquele fosso, que sempre aqui comentei, entre o discurso e a realidade: o falar e o fazer.

Acredito que dentro dos critérios a serem erigidos para a seleção de matéria prima, seja reprodutora ou reprodutor, deva haver um mínimo de bom senso. Ciente de nossas condições financeiras, penso que deva haver algo mais do que apenas, ser o reprodutor, por exemplo, filho de fulano ou sicrano, ganhador desta ou daquela prova. Pelo menos é assim que encaro o ato de selecionar.

Parece-me muita irresponsabilidade assumir-se um reprodutor, com falhas clamorosas, seja em sua campanha ou seu fisico, apenas por ter um pedigree elegante. Se ele aos dois ou três anos, não foi atuante na principal esfera de seu pais, é por que tem algo de estranho no Reino da Dinamarca. Em três anos na reprodução, vai feder que nem peixe, no final da feira. Bom pedigree com falhas clamorosas em pista ou físicas, requer um cuidado ainda maior, pois, ele não fez jus ao pedigree que ostenta.

Foram as características básicas de Nero e Caligula, para se citar apenas dois exemplos.

Evidente que nosso potencial financeiro de investimento, na sua grande maioria das vezes, inviabiliza se trazer algo especial. Mas vejam que o TNT, foi - a meu parecer - o maior responsável por nossos mais bem sucedidos shuttles. E o que fez? O básico: campanha-pedigree-fisico. De nenhum destes itens abriu mão. Acertou em todas? Creio que não. Mas conseguiu o que poucos conseguiram até aqui.

Aproveitei a oportunidade utilizando-me do WhatsApp para bater um papo com três investidores, que considero de conhecimento bem acima da média, e que não são nem colaboradores e muito menos patrocinadores do blog. Queria ter uma ideia de que conceitos estão baseadas as suas crenças e descobri coisas interessantes que aproveito este espaço para explanar.

O primeiro conceito é que nenhum dos arguídos parece ter preocupação com aquilo que chamo de transmissão linear a respeito de de características. Por exemplo trazer um Sadlers Wells com sucesso no dirt. Ou um Seattle Slew e um Deputty Minister com melhor participação na grama.  Para os três, não faz diferença alguma. Logo, quando trás filhos de um reprodutor que goza de sua estima, a consideração da características de sua tribo, não devem ser levadas a crédito. Aquilo que certamente contribuiu paraa constituir-la numa tribo perene até o presente momento, é de nenhuma valia. Sei que é uma questão de opinião, mas não tenho visto muitos casos no mundo que tenham dado certo.

O segundo conceito não levado em consideração por nenhum dos três, é que cavalos de corrida devem demonstrar sua maior capacidade atlética aos dois, três e no máximo quatro anos. Não é imperativo. E se aquele que for o escolhido precisar de cinco anos ou mais para ganhar sua primeira prova de grupo, não há problema algum. Não acredito qu e isto seja um posicionamento lógico. Nos centros mais desenvolvidos, este tipo de elemento não possuem propicia respeito.

O terceiro conceito é da qualidade dos hipódromos. São colocados em um mesmo patamar, ganhadores aos três anos de Saratoga e Belmont Park, com ganhadores de cinco anos em Monmouth Park, Remington Park, Fair Grounds e Oaklawn. Em meu conceito são frutas distintas e de diferentes sabores. Um doce e outro azedo. Quem tem alergia a Saratoga, Keeneland, Santa Anita e Belmont Park, normalmente sofre de um mal perigoso de ser transmitido para seus descendentes.

Quarto na leitura da mãe, não importa também onde ela veio a ganhar suas principais corridas, e a alergia aos grandes hipódromos não é levada em consideração.

Outro padrão que descobri, é que uma corrida faz a imagem para muitos se tornar sólida. Eu penso que uma corrida pode ser produto de um dia em que tudo deu certo para alguém e não para os outros. Assim sendo, penso que um número maior de corridas devem ser levadas em consideração e então o somatório de todas lhe diz que tipo de cavalo você tem a sua frente. Se constantemente ganhar em hipódromos menores e é incapaz de na esfera mais alta figurar com o mesmo fulgor, você tem o perfil exato que este elemento será capaz de produzir. 

Spend a Buck

Abro um parênteses. Os dois mais importantes reprodutores que até aqui serviram no Brasil por serem os únicos a alcançar o número de três individuais ganhadores de grupo nos Estados Unidos, foram coincidentemente ganhadores de grupo 1 naquele pais em hipódromos de primeiro nível. Roi Normand em Santa Anita e Spend a Buck em Churchill Downs. Será isto apenas produto de uma coincidência ou simplesmente reforça o que penso ser o correto? Fecho parênteses.

Conceitos diferem, conforme aqueles quem os conceitua. Porém, existe uma lógica que fez o turfe desenvolver-se e chegar onde chegou. A lógica que determina que as grandes provas, possuem as maiores dotações e são disputadas naqueles que acabam por se firmar como os mais importantes. Ganhar em Royal Ascot, Newmarket, Goodwood e York é uma coisa. Em Kempton, Dundalk e Lingfield é outra. O mesmo acontece na França, e por isto não creio ser diferente nos Estados Unidos ou em outro qualquer centro de corridas.