Eu era um guri, quando junto a meu pai e tio Mario, NU ouvimos a final da Copa de 1958 entre Brasil e Suécia, num ratinho de pilha, na casa do último. Vibramos imensamente com o resultado e me lembro bastante bem, do tio Mário ter dito ao velho Renato: o Nelson Rodrigues é que tinha razão. E eu que nem sabia quem era este tal de Nelson Rodrigues, para variar boiei.
O tempo passou e eu descobri que era o Nelson Rodrigues e passei a acompanha-lo em suas resenhas jornalísticas e na televisão e as vésperas de embarcar para o México para assistir a Copa, lembrei-me do que o tio Mário falara e perguntei a meu pai. Ele sorriu, pediu por cinco minutos e voltando de seu quarto veio com um recorte de jornal.
Era uma crônica por ele escrita sobre Pelé, então na época um menino de 17 anos, encapetado, mas que ele deu o chamado, na minha opinião o primeiro, de rei.
Estou fora de minha jurisdição vivendo meu recesso parlamentar e apelei para a internet, tão logo tomei conhecimento da morte de Edson Arantes do Nascimento e resgatei esta jóias, relembrada por alguém há um ano atras. E qual não foi a minha felicidade em coisa de horas receber do Jose Carlos Fragoso Pires Junior e do Adolpho Smith de Vasconcellos Crippa, outras cópias do texto.
Aqui vai, para aqueles que não entendem a veneração que nutro por Nelson Rodrigues e me digam se ele não foi profeta ou não?





