SE VOCÊ NÃO GOSTA DE TURFE, PROCURE OUTRO BLOG. A IDÉIA AQUI NÃO É A DE SE LAVAR A ROUPA SUJA E FAZER POLITICA TURFISTICA. A IDÉIA AQUI É DE SE DISCUTIR TEORIAS QUE POSSAM MELHORAR A CRIAÇÃO E O DESEMPENHO DO CAVALO DE CORRIDA. ESTAMOS ABERTOS AS CRITICAS E AS TEORIAS QUE QUALQUER UM POSSA TER. ENTRE EM NOSSA AERONAVE, APERTEM OS CINTOS E VISITEM CONOSCO, O INCRIVEL MUNDO DO CAVALO DE CORRIDA, ONDE QUERENDO OU NÃO, TUDO É PRETO NO BRANCO!
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quarta-feira, 21 de agosto de 2024
BOM DIA
SERÁ QUE ?
Todos nós estamos sujeitos a cometer erros. Devemos assumi-los e não repeti-los. O que me deixa tremendamente descrente, são aqueles que os cometem, não os admitem e ainda por cima usam de desculpas esfarrapadas pra simplesmente colocar o corpo fora. Sua tendência a repeti-los é grande.
O Tite com seu Titêz tremendamente engantivo tem ultimamente usado deste sub-terfujo, para não dar o seu braço e de sua equipe a técnica pelo fraca performance de um time milionário, contratado a peso de ouro, que custa ao Flamengo, muito caro.
Agora o culpado é o calendário. Mas será mesmo?
QUEM AVISA AMIGO É
Creio que até os mais céticos incredulos hão de aceitar o fato de Northern Dancer ser o maior raçador da era moderna do turfe. A de após II Guerra.
O que irão ainda ver, é que seus linebreeds estarão num mesmo nível que os dos participantes diretos em seu pedigree de seu pai, Nearctic - Nearco e Hyperion - e dos mais antigos formados por Teddy e St. Simon.
Northern Dancer tinha um fisico distinto e um temperamento difícil. Era imbreed no tríplice coroado da época da I Guerra mundial, Gainsborough, na mãe de Hyperion, Selene, e trazia em sua construção genética 21 linhas de St. Simon, por 12 distintos mensageiros, sendo seis dos mesmos machos. Contudo, além destes detalhes que considero por demais elucidativo, há um outro, que sempre me intrigou: ser neto e bisneto materno de dois reprodutores tordilhos, incapazes de produzir elementos de mesma pelagem, em sua linha baixa. Curioso, não?
A primeira de suas mães de pelo tordilho em seu pedigree, é exatamente Emma nascida no ano de 1817 e fundadora do clã, hoje reconhecido como a linha 2-d. A linha tronco, que modernamente tem mais impressionado pela feitura de excelentes chefes de raça. Outrossim, mais curioso ainda, é que Emma vem de duas mães tordilhas e Vesta, sua mãe, igualmente é proveniente de pai e avô materno, tordilhos, fazendo assim que Emma e Northern Dancer tenham uma característica comum. Avôs e bisavôs maternos ambos tordilhos e apenas eles.
Seria esta uma das razões dele ter se tornado o chefe de raça que é, e ela a grande matriarca que foi?
A COLUNA DA QUARTA FEIRA
PARABENS A NOSSOS PATROCINADORES
SAUDADES DO RIO
PAPO DE BOTEQUIM. A ARTE DE SABER FICAR DE BICO CALADO
Num pais tremendamente crítico, a forma funciona bem com o conteúdo. O que em outras palavras, me faz crer que para defender suas idéias, não é necessário se exasperar. Principalmente quando você aceita o fato de estar do lado da verdade e que sua posição não é a de querer convencer quem quer que seja. Você apenas abre uma porta, mas é aquele que o escuta, que decide se deve entrar ou não. Principalmente em se tratando de coisas de turfe.
Vó Adelina, dizia que com gritos e violência você poderia até angariar medo de seu interlocutor, mas nunca o respeito dele. E que este último deveria ser o intuito precípuo de um diálogo.
Tenho sangue calabrês oriundo da linha materna e portanto difícil de se manter calmo em certas situações e quando confessava no fim no semana a vó Adelina certas escorregadas que era dado a dar no colégio ela me repreendia dizendo. "Não discuta, quando quiser provar seu ponto de vista, escreva". E foi ai que eu peguei esta mania de escrever, numa época que não havia internet, nem fax! O telefone tinha fio e ainda se escreviam cartas... Mas vamos ao que interessa.
O conceito do elemento clássico no turfe, tem uma extensa viabilidade. Não concebo, por exemplo, que um stakes brasileiro, muitos deles nem listados são, deveriam fazer parte do glossário e que um elemento ganhador ou colocado no mesmo, possa ser considerado um elemento clássico. No mínimo deveríamos exigir vitórias em provas graduadas e tão somente algumas colocações, para carimbar o individuo. E lembro a meus navegantes, que o conceito de prova de grupo no Brasil, é por demais relativo. Quantas provas na verdadeira mereceriam este conceito a nível internacional entre nações reconhecidas como do mais alto patamar?
E elevo esta linha de raciocínio a graus superiores. Um grupo 3 em Royal Ascot, pode vir a ser mais importante que a grande maioria de grupos 2, disputados em outros hipódromos ingleses. E exatamente lá uma razão. Lá a água não tenta a se misturar ao óleo, pois, cada um sabe de seu lugar. Derrotas tiram pontos capitais para o futuro no breeding-shed.
Desta forma procuro ter critério em minhas avaliações, dando a Cezar o que é de Cezar. Ademais sabendo desde inicio, que no caso por exemplo das reprodutoras uma boa linha materna funciona mais do que ela possa ter feito em pista. Vide Risota e Eight Carat.
Respeito a quem defende a campsnhs de uma égua como elemento básico na seleção reprodutiva, mas acho raso a linha de raciocínio. Lembram quantos haras no Brasil se utilizavam apenas de éguas clássicas, onde terminaram?










