HARAS SANTA RITA DA SERRA - BRASIL

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NEPAL GAVEA´S CHAMPION 2YO - HARAS FIGUEIRA DO LAGO - São Miguel, São Paulo

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HARAS ERALDO PALMERINI a casa de Lionel the Best (foto de Paula Bezerra Jr), Jet Lag, Estupenda de Mais, Hotaru, etc...

HARAS CIFRA

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HARAS CIFRA - HALSTON POR MARILIA LEMOS

HARAS RIO IGUASSU

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HARAS RIO IGUASSU A PROCURA DA VELOCIDADE CLÁSSICA - Foto de Karol Loureiro

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HARAS SÃO PEDRO DO ALTO - Qualidade ao invés de Quantidade

HARAS RED RAFA

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HARAS RED RAFA - O CRIADOR DE PLANETARIO

STUD YELLOW RIVER

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STUD YELLOW RIVER - Criando para correr

JOCKEY CLUB BRASILEIRO

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quarta-feira, 21 de agosto de 2024

Buckpasser - 1966 Horse Of The Year

BOM DIA

 


Hoje está clinicamente provado a importância do sono da saúde humana. Horas na cama, não são horas perdidas se bem dormidas. Infelizmente  há mais de 50 anos adotei a postura de dormir pouco, para aproveitar melhor o dia. Quatro a cinco horas no máximo.

Perdi de há muito o interesse pela noite, e amo ver o nascer de cada dia. O trabalho dos cavalos, fez-me acentuar esta tendência. Logo, não foi apenas uma decisão minha. Vó Adelina dormia pouco e incentivou-me. O turfe obrigou-me e agora na era da desocupação, o sol me convida. Todos tenhamos um bom dia.

E lembrem que hoje tem seu inicio, o meeting the York.

Para os desavisados que se surpreendem com o sucesso de Buckpasser no cenário sul-americano, hoje mais tarde faremos conhecer quem foi ele aos três anos de idade no turfe norte-americano. Vale a pena acompanhar.

HORA DO CAFÉ, FUI ...



SERÁ QUE ?

Todos nós estamos sujeitos a cometer erros.  Devemos assumi-los e não repeti-los. O que me deixa tremendamente descrente, são aqueles que os cometem, não os admitem e ainda por cima usam de desculpas esfarrapadas pra simplesmente colocar o corpo fora. Sua tendência a repeti-los é grande.

O Tite com seu Titêz tremendamente engantivo tem ultimamente usado deste sub-terfujo, para não dar o seu braço e de sua equipe a técnica pelo fraca performance de um time milionário, contratado a peso de ouro, que custa ao Flamengo, muito caro.

Agora o culpado é o calendário. Mas será mesmo?



Os números certamente dizem que não. E o fato nos dois primeiros colocados, no atual campeonato, terem jogado ate aqui, pelo menos cinco jogos a mais, caracteriza que já é hora do nobre treinador cair na real...

QUEM AVISA AMIGO É

Creio que até os mais céticos incredulos hão de aceitar o fato de Northern Dancer ser o maior raçador da era moderna do turfe. A de após II Guerra. 

O que irão ainda ver, é que seus linebreeds estarão num mesmo nível que os dos participantes diretos em seu pedigree de seu pai, Nearctic - Nearco e Hyperion - e dos mais antigos formados por Teddy e St. Simon.

Northern Dancer tinha um fisico distinto e um temperamento difícil. Era imbreed no tríplice coroado da época da I Guerra mundial, Gainsborough, na mãe de Hyperion, Selene, e trazia em sua construção genética 21 linhas de St. Simon, por 12 distintos mensageiros, sendo seis dos mesmos machos. Contudo, além destes detalhes que considero por demais elucidativo, há um outro, que sempre me intrigou: ser neto e bisneto materno de dois reprodutores tordilhos, incapazes de produzir elementos de mesma pelagem, em sua linha baixa. Curioso, não?

A primeira de suas mães de pelo tordilho em seu pedigree, é exatamente Emma nascida no ano de 1817 e fundadora do clã, hoje reconhecido como a linha 2-d. A linha tronco, que modernamente tem mais impressionado pela feitura de excelentes chefes de raça. Outrossim, mais curioso ainda, é que Emma vem de duas mães tordilhas e Vesta, sua mãe, igualmente é proveniente de pai e avô materno, tordilhos, fazendo assim que Emma e Northern Dancer tenham uma característica comum. Avôs e bisavôs maternos ambos tordilhos e apenas eles. 

Seria esta uma das razões dele ter se tornado o chefe de raça que é, e ela a grande matriarca que foi?



A COLUNA DA QUARTA FEIRA

As Lucrécias Borgias

Tanto o Baronius como Renato Gameiro divulgaram nomes infindáveis de eletricistas que passaram pelo Brasil, aqueles reprodutores que cortam a transmissão de qualidade das famílias maternas. Acredito que o conceito dos Eletricistas seja aceito e entendido no nosso meio.

Mas se nos reprodutores, alguns tem esse poder de crueldade, como seria com as fêmeas? As Lucrécias Borgia da vida, de famílias maternas frondosas, mas que por motivos que não entendo fizeram dessas éguas uma ilha de inutilidade, um galho que por fora parece lindo, mas por dentro está podre, tende um dia a cair e ser esquecido por todos.

Para quem não lembra, Lucrécia Borgia foi uma nobre italiana, que viveu entre os anos de 1480 e 1519, último membro influente da família dos Borgia. A ela foi atribuído todo tipo de crimes e vícios, até o ponto de ter sido considerada o protótipo da maldade.

Essas Lucrécias  Borgia são dignas de nota dez na categoria destaque em produção do habilidoso matungo, aquele que figura nos páreos de cinco e seis anos sem vitória. Apesar de serem cruzadas com bons reprodutores, nada sai de útil. Suas filhas seguem sua linha de produção de inutilidades.

Com reprodutores, o resultado em pista, pedigree, cruzamentos, físico, características em corrida em confronto com sua tribo paterna nos dão sinais ou deixam um cheirinho de eletricista no ar antes mesmo de testá-los, poucos irão nos surpreender.

Mas com as Lucrécias Borgia, o buraco é mais em baixo, pois elas tem tudo no lugar, foram matungas ou GI em campanha, mas muitas matungas em campanha de boas famílias maternas se tornaram excelentes reprodutoras e matriarcas. Exemplos são muitos, Risota, falam que não chegaria a frente da ambulância, e olha a matriz que foi.

Reflita agora comigo, imagine que você esteja procurando uma nova reprodutora e lhe sejam oferecidas duas opções. Duas filhas de Roi Normand, uma na linha da Onefortheroad e outra na linha de Griffe de Paris. A primeira criada no Haras Doce Vale e a segunda criada no Haras Santa Maria de Araras. Ambas descendem de matriarcas de sucesso em ambos criadores. Se interessou?

Pois é, ambas são Lucrécias Borgia, ambas convidadas pelos seus criadores a se retirarem do recinto. Os dois grandes criadores por algum motivo, de forma acertadamente, as retiraram de suas lidas. Logo após elas foram pulando de um criador para outro, diga-se de passagem passando por outros grandes criadores, cruzando com diversas tribos paternas e reprodutores e nada acontece. Os matungos são criados as pencas...

As duas brasileiras não vou falar os nomes, mas internacionalmente duas grandes éguas em pista estão em meu radar. Falo da americana Zenyatta e da australiana  Black Caviar. A primeira com 19 vitórias e um segundo em 20 saídas e a segunda invicta em 25 saídas. Zenyatta foi coberta por Bernardini, War Front, Medaglia D'oro, Tapit e Candy Ride, já Black Caviar por I Am Invincible, Exceed And Excel, Snitzel, More Than Ready entre outros. Suas filhas estão com filhos por estrearem e nós estamos atentos ao que irão produzir. Será que ambas se tornarão em novas Lucrécias Borgia?

Lembrando aos navegantes que com as Lucrécias Borgias o buraco é mais em baixo, pois a americana Allez France, uma descendente de La Troienne, ganhadora de várias provas de GI, entre elas o Prix de l'arc de Triomphe, champion 2 anos, 3 anos, melhor égua adulta e animal do ano não produziu nada cruzando com Nureyev, Spend A Buck, Seattle Slew e Exclusive Native, mas suas filhas Action Francaise e Allons Enfants deram sequência na transmissão de classe.

Eu levei a frase do Gameiro para minha vida, "quem muito tenta se explicar, se complica. Se você não tem a resposta do porque está acontecendo, aceite-a e seja feliz, simples assim". 

Portanto, se lhe for oferecida uma Lucrécia Borgia a você, corra o mais rápido possível. E para bem longe...

Até a próxima quarta, abraço virtual

Marcel Bacelo

NUNCA PERCA SEU SENSO DE HUMOR

PARABENS A NOSSOS PATROCINADORES

PARABÉNS A NOSSOS PATROCINADORES
QUE OCUPAM QUATRO 
DAS CINCO PRIMEIRAS COLOCAÇÕES
ENTRE OS CRIADORES 
NO HIPÓDROMO DO CRISTAL

STA. MARIA DE ARARAS (1º)
NIJÚ (3º)
PARAÍSO DA LAGOA (4º)
ALUÍZIO MERLIN RIBEIRO (5º)


 

SAUDADES DO RIO


E SEMPRE QUE FALAMOS EM RIO DE JANEIRO
ME LEMBRO DE UM PERNAMBUCANO
QUE ERA CARIOCA DO CABELO AO PÉ.

NELSON QUE SAUDADE VOCÊ NOS TRÁS...
 

EXTRA ! EXTRA !


O MUNDO NÃO É DAS ROSAS É DAS TULIPAS









PAPO DE BOTEQUIM. A ARTE DE SABER FICAR DE BICO CALADO

Num pais tremendamente crítico, a forma funciona bem com o conteúdo. O que em outras palavras, me faz crer que para defender suas idéias, não é necessário se exasperar. Principalmente quando você aceita o fato de estar do lado da verdade e que sua posição não é a de querer convencer quem quer que seja. Você apenas abre uma porta, mas é aquele que o escuta, que decide se deve entrar ou não. Principalmente em se tratando de coisas de turfe.

Vó Adelina, dizia que com gritos e violência você poderia até angariar medo de seu interlocutor, mas nunca o respeito dele. E que este último deveria ser o intuito precípuo de um diálogo.

Tenho sangue calabrês oriundo da linha materna e portanto difícil de se manter calmo em certas situações e quando confessava no fim no semana a vó Adelina certas escorregadas que era dado a dar no colégio ela me repreendia dizendo. "Não discuta, quando quiser provar seu ponto de vista, escreva". E foi ai que eu peguei esta mania de escrever, numa época que não havia internet, nem fax! O telefone tinha fio e ainda se escreviam cartas... Mas vamos ao que interessa.

O conceito do elemento clássico no turfe, tem uma extensa viabilidade. Não concebo, por exemplo, que um stakes brasileiro, muitos deles nem listados são, deveriam fazer parte do glossário e que um elemento ganhador ou colocado no mesmo, possa ser considerado um elemento clássico.  No mínimo deveríamos exigir vitórias em provas graduadas e tão somente algumas colocações, para carimbar o individuo. E lembro a meus navegantes, que o conceito de prova de grupo no Brasil, é por demais relativo. Quantas provas na verdadeira mereceriam este conceito a nível internacional entre nações reconhecidas como do mais alto patamar?

E elevo esta linha de raciocínio a graus superiores. Um grupo 3 em Royal Ascot, pode vir a ser mais importante que a grande maioria de grupos 2, disputados em outros hipódromos ingleses. E exatamente lá uma razão. Lá a água não tenta a se misturar ao óleo, pois, cada um sabe de seu lugar. Derrotas tiram pontos capitais para o futuro no breeding-shed.

Desta forma procuro ter critério em minhas avaliações, dando a Cezar o que é de Cezar. Ademais sabendo desde inicio, que no caso por exemplo das reprodutoras uma boa linha materna funciona mais do que ela possa ter feito em pista. Vide Risota e Eight Carat.

Respeito a quem defende a campsnhs de uma égua como elemento básico na seleção reprodutiva, mas acho raso a linha de raciocínio. Lembram quantos haras no Brasil se utilizavam apenas de éguas clássicas, onde terminaram?