Li o artigo sobre a classificação das provas graduadas no Brasil. Noto que 20 estão correndo risco de receber uma carta de advertência e por outro lado 18 provas evoluíram e podem melhorar sua graduação. Significa que quem faz parte do negócio corrida de cavalo sabe o que pode ser feito para elevar uma prova de categoria. Não tenho em mãos as ferramentas que me possibilitaram fazer uma análise detalhada sobre as grandes provas que estão perdendo qualidade em seus ratings, logo passo aos pontos que me chamam atenção.
O turfe no Brasil não tem um calendário organizado de forma nacional e isso influencia na colocação das provas ao longo da temporada. Acredito que no atual estágio de forças de nossos hipódromos pensar o turfe de forma nacional nos fortaleceria. Não vejo que o meeting da ABCPCC acrescente algo a nosso turfe. Acredito que deveríamos rever sua execução.
Existe um problema com nosso calendário para velocista. Temos poucas provas graduadas na distância e investimos pouco em linhagens de velocidade e em um possível aumento do valor e destinados a essas provas. Se avaliarmos o turfe britânico veremos muitas fontes de velocidade que poderiam ser exploradas pela nossa criação e são ignoradas por diversos motivos. Na lista temos 3 provas de tríplice coroa. Vale lembrar que no começo da década de 60 do último século tivemos uma pífia tentativa de criação de uma tríplice coroa nacional. Gávea e Cidade Jardim nunca abandonaram as provas locais, logo o experimento fracassou.
Existem pouquíssimos países que tem tríplice coroa de éguas. Ressalto tríplice coroa americana (machos) é a mais desenvolvida e explorada comercialmente. Britânicos e franceses não dão a mínima bola pra o evento. Os GGPP é que são importantes. Já estou me estendendo mais que gostaria. Compartilho contigo da ideia que as grandes provas nacionais devem ser defendidas e melhoradas, entretanto precisamos ver quais são os mecanismos necessários para atingirmos o objetivo. O assunto é bem vasto e complexo dada a situação de nossos clubes de corrida, além do país em que eles se encontram.
Não acredito que uma empresa como a PMU tenha ficado 5 anos à toa no país. Se os franceses saíram foi por um bom motivo. Só pra concluir, turfe precisa de TURFISTA. Temos que investir demais em formação de público. Sem público, sem apostas, sem salvação.
Abs, Baronius