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terça-feira, 13 de dezembro de 2016

PEQUENO PAPO DE BOTEQUIM: O PACEMAKER QUE NUNCA FOI UM PACEMAKER

Não quero de maneira alguma transformar este blog em uma tribuna na defesa de quem quer que seja. Porém, me sinto na obrigação profissional de responder a certas perguntas.

Nunca fui modesto, pois, sei, melhor do que ninguém, o valor de meu trabalho. Mas isto não me faz metido ou gabola. Apenas tenho confiança no que digo, pois, antes de dize-lo, penso bastante sobre o assunto. Estar errado, faz parte da vida e não sou exceção, mas creio que em termos de turfe, cada vez cometo menos erros. Talvez por me tornar mais cauteloso, ou quem sabe por dominar melhor a atividade. Mas sei que sempre haverão controversias, a este respeito.

Hoje acordei e li minha caixa de e-mails e lá haviam duas perguntas simples e diretas. A primeira delas: como eu descobri Acteon Man? E a segunda o que houve com Famous Acteon? Pois é, desculpe desapontar a quem perguntou, mas eu não descobri Acteon Man e muito menos sei porque Famous Acteon, deixou de vir, no momento que eu achava que ele viria. A única coisa que posso garantir, é que Huber fez a carreira dele, que não era a de pacemaker. E Famous Acteon deveria fazer a sua, que era de vir de trás e por alguma razão não o fez. Coisas do turfe. Mas vamos por partes.

Não descobri o Acteon Man, nem ao menos o vi correr. Se existe alguém que possa ser responsabilizado por tal ato, na verdade são duas pessoas, o Antonio Alvani e o Aluizio Merlin Ribeiro. Eu apenas fui convidado a fazer um trabalho de montagem de plantel, para ele. Durou 10 anos, mas finalmente a primeira geração das 20 éguas para ele selecionadas, vai para o ventre, somente em 2018. Isto completa o trabalho. Mas 90% nasceram em 2016 e 95% em 2017. O que para minha opinião já serve como situação paramental. O que veio até aqui, foi lucro.

Porque eu aceitei o desafio? Pelo simples fato que não me pareceu um desafio. Desafio, é trazer um cavalo sem campanha ou sem fisico, ou sem pedigree para o breeding-shed, e ai ver no que vai dar, como muitos fazem principalmente no sistema de shuttle. Não creio que posse ser imputado â situação de Acteon Man. O Alvani, que para bobo nunca serviu, me disse tratar-se do melhor cavalo que treinou na vida, e com os problemas que tinha, o maior que viu correr. O Aluizio que tinha na época a outra opção, que era o ganhador do Pellegrini, Gorylla, optou por Acteon por instinto pessoal e o Lorolu aceitou recebe-lo. Assim sendo, quando entrei no circuito, o circo já estava montado. Aliás, muito bem montado. Se tenho algum credito, é não ter estragado com o picadeiro.

O que me comove mais em Acteon Man, é na verdade sua mãe, que considero uma das mais completas estruturas genéticas aqui já aportadas. Além de ser uma descendente direta de Key Bridge, estava estruturada em muita stamina clássica: Shirley Heights (Derbies de Epson e Curragh), Little Current (Preakness e Belmont Stakes) e Tom Rolfe (Preakness Stakes e recordista dos 1400m e 2,000m em Arlington). O que me autozida a afirmar que esta égua estava dotada de um possivel transmissão clássica dos 2,000m aos 2,400m para seus produtos. Sua força genética era tão forte que ela foi capaz de gerar um elemento staminado como Acteon Man, com o apenas precoce e veloz, Be My Chief.

Ai vem aquela coisa que é minha, todavia, que tem mais instinto do que base técnica. Quando você acredita mais na mãe do elemento que no pai, o que isto lhe induz a fazer? Para mim, a lógica passa a ser duplicar o que de melhor houver na égua, em termos de chefe de raça e matriarcas. E torcer para que algumas destas duplicações venham a funcionar. 

O que garanto a vocês, é quem sem apoio, não são muitos reprodutores capazes de produzir cavalos ganhadores das principais provas de qualquer calendário. Existirão evidentemente os Galileos, os Northern Dancers e os Mr. Prospectors, que criam a própria música. São os virtuosos. Outros para entrar no ritmo, tem que ter ajuda da parceira.

No caso da segunda pergunta, perguntaria ao leitor, se ele viu o GP. Brasil de Belo Acteon? Pois é, já naquela oportunidade Belo Acteon era visto como pacemaker de outro cavalo do Guignone, que nem sequer pertencia ao H e R. Achamos gozado, e deixamos que o boato tomasse força, pois, quanto menos prestassem a devida atenção a Belo Acteon, miores seriam as suas chances de ganhar de ponta a ponta, o GP. Brasil. Com Huber aconteceu a mesma coisa. Muita gente achava que Huber estaria fazendo carreira para Famous Acteon, mas se esqueceram que quem faz carreira para outro não livra dez corpos deste outro na reta oposta. A não ser, em caso de demencia momentanea daquele que o pilota. O trem de Huber é próprio da raça, e tanto foi violento, que aquele que tentou acompanha-lo chegou na última colocação. 

Ele está sendo preparado para o Derby, e nem deve correr as duas primeiras provas da triplice coroa. Isto se chama planejamento. Vocês notaram, que a um ano atrás o de Famous Acteon foi o mesmo? E se deu certo, porque mudar?


É A HISTÓRIA DO PACEMAKER 
QUE NUNCA FOI PACEMAKER 
DE QUEM QUER QUE SEJA 
A NÃO SER PARA SI PRÓPRIO.

Seja no cruzamento, seja na criação ou seja na campanha, não pode faltar planejamento, pois, se assim o fosse a força do dinheiro sempre levaria a melhor. E não creio que seja bem, este o caso.