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quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

PONTO CEGO: O MISTÉRIO INDIAN HOPE

Não faz muito tempo, comentava eu com dois amigos, sobre as coisas estranhas que acontecem no turfe, e que não encontramos explicação. Para mim, são verdadeiros enigmas.

Uma delas, foi Indian Hope, uma Shadeed e Loves Hope que comprei desmamada em Keeneland para o Haras Santa Ana do Rio Grande, e que no Brasil mostrou ser uma das melhores éguas em treinamento das que selecionei em minha vida profissional.

Era linda, corria para burro e filha de um ganhador do Two Thousand Guineas, Shadeed - sua primeira geração - numa ganhadora do Oaks argentino, Loves Hope. A principio um elemento régio, como o foi em pista, mas na verdade de genética dividosa. Levada ao breeding-shed, nada de proveitoso veio a gerar e não me lembro de um ganhador de grupo sequer, que descenda dela. E já lá se vão, duas décadas.

E esta semana foi uma vez de uma irmã sua, pelo pouco recomendavel Star Board, a não corrida, chamada Mon Espoir . cuja filha Star Guest - igualmente não corrida -  é a mãe do ganhador dos 2,000m do MWTURC Manawatu Breeders Stakes (Gr.3) em Awapuni,  o neo-zelandes Jacksstar. Não sei exatamente o valor desta carreira, apenas percebo tratar-se de um grupo 3 na Nova Zelandia, o que sugere ser uma prova acima da média.

Para mim o mistério Indian Hope, ou melhor, o mistério dela não ter tido no breeding-shed, a performance que teve em pista, advinha de sua mãe Loves Hope, cujo pedigree, não me parecia encaixar na grande égua que mostrou ser em pista. Tratava-se de uma Climber, em mãe Tobago, em mãe Penny Post em mãe Tobago, numa linha 9-g de pouca produtividade e antiga em campos portenhos. Uma verdadeira exceção a regra,

Selecionei e adquiri Indian Hope, pois, ela me encantou, mesmo já naquela época tendo a nitida noção que estava adquirindo a uma filha de uma exceção. O fator Shedeed, também influenciou, pois, tinha por este cavalo muita admiração. Mas era um risco, que corri, por confiar em meu instinto. Não creio que s responsáveis pelo Santa Ana do Rio Grande, tenham ficado decepcionados com a compra, pelo que, pelo menos, fez em pista. Uma leoa. Mas aqui entra aquele ensinamento que o caso me fez ter certeza em minha própria pele. Filho de exceção, pode ser exceção, mas dificilmente irá produzir outras exceções.

A irmã de Indian Hope que não correu, produziu a uma égua que igualmente não correu e esta a um ganhador de grupo. O que torna este enigma, mais interessante ainda. Mas não serei eu, a desafiar as leis da natureza, em prol de um resultado que pode vir, mas dificilmente será total.

Porque a selecionei? Talvez por deixado meu instinto falar mais alto que a razão.