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terça-feira, 3 de janeiro de 2017

PAPO DE BOTEQUIM: A MOÇA DO CAFEZINHO

Você sabe aquela vontade que você tem ao acordar de ir para a rua, fazer seu jogging? Pois é, eu nunca tive. Mas o tempo e a vontade de prezervar sua saude o obriga a fazê-lo. E com o tempo a gente se acostuma. Tudo na vida é ditado pelo costume.

Moro na praia e nem preciso atravessar a rua para chegar nela. Basta descer e estou na areia. Logo, continuo tendo a vida de um carioca. Aliás Miami, nada mais é que o Rio de Janeiro que deu certo. No complexo em que resido, temos mais de 1,400 apartamentos em três torres gigantes. Mas o que menos vejo por aqui, são norte-americanos. No Rio de Janeiro, o que menos se vê, são cariocas...

A Flórida é a segunda casa de quase todo norte-americano e canadense da costa Este. E a razão disto, se chama sol, o astro rei. Mas no caso do complexo em que resido, como disse, poucos são os norte-americanos. De 420 apartamentos da qual minha torre é composta, apenas pouco mais de 80, tem moradores fixos. Isto é, gente que como eu, mora o ano todo. Os demais, em sua grande maioria, é gente que mora em áreas que são castigadas pelo inverno e vem para a Florida para fugir da neve. Além disto, há uma significativa predominancia de russos e venezuelanos, logo o Lula ficaria feliz em ganhar uma cobertura por aqui. Alô enpreiteiras! Lembrem-se que no Brasil tudo é possível e até o Lula pode voltar.

Houve uma mudança no perfil da região em que vivo, Hallandale Beach, que fica entre Fort Lauderdale e Sunny Island, sendo esta última um protetorado de Donald Trump, que tem seu nome em quase todos e a primeira, uma versão moderna de Tel Aviv. Antigamente esta parte do pais era habitada por aposentados norte-americanos, que vinham morrer banhados de sol. Mas a valorização da mesma os expulsou para Naples - do outro lado da peninsula - ou Boca Raton, que fica ao norte.

Mas porque gastei até aqui, todos estes paragrafos? Por uma simples razão. Por uma pergunta que pouco tem haver com o turfe a primeira vista. Mas na verdade tem muita, pois, cada Estado no Brasil tem as suas características. Como sempre disse, ser carioca, não é necessariamente nascer na cidade do Rio de Janeiro, é na verdade assumir seu estado de espirito. E estado de espirito não se discute. Se curte ou não. Você nunca vai convencer a um paulista, que o modo de viver do Rio de Janeiro, é o melhor. Como a reciproca será também verdadeira. E qual dos dois modos é o certo. Eu responderia que ambos.

No Rio existem profissões que não existem em muitos cantos do mundo. Como por exemplo,  A moça  do cafezinho. Ela talvez seja a pessoa mais importante em um escritório e certamente a mais querida. Mas esta mania, que era própria do carioca, quando o Rio de Janeiro ainda era capital, alastastrou-se e hoje passou a ser nacional. Mas também exustem os maus hábitos, como se despedir dizendo me liga sem deixar o telefone; apareça sem deixar o endereço; culpar o trânsito pelo atraso; tentar levar vantagem em tudo e outras coisas mais, tipicas dos moradores desta cidade que já foi maravilhosa.

Nunca fui bairrista, embora tenho melhor afeição ao modelo carioca de viver do que o do paulista. Culpa minha? Não. Culpa de ter cresido no Rio de Janeiro e não em São Paulo. Afinal, tem gente que é feliz também em Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte e até no estado de Roraima. O mesmo deve ser dito em relação a pedigrees. Qualquer um me adverte! Embora uns mais e outros menos.

Tenho um expecial carinho pela linha Royal Charger. Nunca foi a minha preferida entre as da tribo Nasrullah, mas sempre a respeitei. Mas fico impressionado, ainda com aquela velha máxima, em terra de cego que tem um olho é rei. Não deveria mais ser assim, porém ainda perece ser aqui no Brasil. Principalmente em nossa atividade.

Adquiri Gloria de Campeão, por sua superioridade fisica, é por ter uma mãe Clackson e uma duplicação, em uma de minhas favoritas éguas do cenário sul-americano. Foi tão logo, ele se tornar o cavalo que foi e imediatamente seu pai Impression, passou a vender coberturas, como Coca Cola no deserto. E eu, realmente entendi, mas nunca não comprendi.

No Brasil, o mais importante descendente de Royal Charger, é Agnes Gold. Um milheiro de bom padrão de corrda em seu pais de origem e por não ser um ganhador de graduação máxima, não serviu no Japão, mesmo sendo um filho de Sunday Silence. O que acho de Agnes Gold? Um bom garanhão. E, para mim, perto de ser aquele garanhão que muitos possam pensar ele já seja.

Evidente que em suas primeiras gerações teve um duzia de filhos em cada. E mesmo assim  foi capaz de gerar a seis individuais ganhadores de grupo no Brasil, em suas quatro primeiras gerações, para um total de apenas 48 produtos registrados. Isto lhe confere um indice de classicismo - segundo meus preceitos - de 12,5%, o que me parece excepcional. Todavia o que me deixe com a pulga atrás da orelha, é que nesta sua geração, que acaba de virar três anos e meio, nenhum elemento ainda ganhou prova de grupo. Como se trata de 39 produtos registrados, isto faz cair seu indice de classicismo para 6,5% o que ainda o qualifica satisfatoriamente. Não como excepcional, mas como muito bom (5% e mais).  

Então seriam seus filhos tardios? Penso que sim, pois, até aqui apenas um graduou-se com a idade de dois anos, e todos os outros o fizeram a partir do segundo semestre de seus três anos. Logo, a geração de 2013 está em divida, mas muito dela ainda pode-se esperar.

É também verdadeiro, que até aqui ele não produziu aquilo que mais gostamos: ganhadores do Brasil, do São Paulo e de nossos dois Derbies. Todavia, isto não quer dizer que eles não sejam dotados de stamina, como muitos inadvertidamente clamam. Creio que três de seus filhos já ganharam provas de grupo em 2,400 metros. O que sinto é que ele deixa a mãe agir no tocante a stamina. Vide Abidjan.

Muito se espera de um Royal Charger em centros de segundo escalão, afinal, Southern Halo na Argentina, Captain Al na África do Sul, e Sunday Silence-Deep Impact no Japão, simplesmente dominaram de forma indiscutivel, os mercados em que estiveram ou estão em atividade. Logo, tenho o direito de esperar, que Agnes Gold venha a se tornar mais um deles. O tempo é pouco e a necessidade urgente.

O ano de 2016 não foi bom para Agnes Gold. Apenas um ganhador de grupo aqui no Brasil e assim mesmo de graduação baixa. Mas não se surpreendam se com a idade esta geração de 2013, que ainda não disse ao que veio, não nos brindar com um ou dois ganhadores de grupo, e novamente elevar seu indice de classicismo ao patamar dos excepcionais (6% e mais).

Para mim, ele é a moça do cafézinho, de quem todos gostam.