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albatroz bloodstock agency, Inc.

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sábado, 7 de janeiro de 2017

PONTO CEGO: SONHOS DE UMA NOITE DE VERÃO.

Responsabilizar, sempre foi uma tarefa fácil. O dificil, é realmente achar a fonte que gerou a responsabilidade. Se no cruzamento dos humanos, alguém nasce com os olhinhos puxados, você pensa, mesmo não conhecendo os pais, que pelo menos um dos responsáveis por aquele nascimento é um oriental. Em cavalos de corrida é bem mais complicado, pois, muitos são os fatores que agem, na feitura do mesmo. Afinal em cada equação genética, existem aqueles gens que agem sobre a pelagem, sobre a conformação, e são os responsáveis pela stamina, pela velocidade, pela precocidade e pela endurance, enfim, tudo aquilo importante para montar o quebra cabeça, chamado de cavalo de corrida.

Eu tento responsabilizar um lote a minha frente, tendo em mente quem foram os seus pais e ancestrais. É empirico e mais do que isto, subjetivo. Fisicamente você pode ser um clone de X, mas correr como Y. Ninguém está livre desta situação. Acontece até com gêmeos na raça humana. Pois, um elemento pode ter um tipo de pelagem, ou uma conformação física mais puxado por um dos pares, mas correr como o outro, que fisicamente nada tem a ver. Seria então uma questão de cabeça? Tesio acreditave que sim.

Para o grande criador italiano, o cavalo corria com as pernas, acelerava com o coração, aguentava com os pulmões, mais ganhava com aquilo que o criador tinha acondicionado, por intermedio do cruzamento, em sua maneira de ser.  Seria uma crensa? Tirem as suas próprias conclusões.

Mas, acredito que são necessárias estas "crenças" minimas, para você ter a intuição de escolher este ou aquele individuo. E sua experiência de acompanhar tudo que passou, antes de examinar aquele lote, pesa, nestas horas. Se não pesa muito, ajuda bastante...


ONTEM MESMO UM COLEGDA
DE TRABALHO PERGUNTOU-ME
SE VALIA A PENA SAIR DO CALOR
E VIR PARA O INFERNO DO FRIO
PARA COMPRAR APENAS UMA POTRANCA.

E eu repondi, que talvez não desse nem para pagar as despesas de viagem, outrossim valeria se ela fosse a potranca certa. Nos anos de Giulia e Estrela Monarchos, foram as únicas que adquiri. E as comissões dariam para mal cobrir as despesas de viagem. Sorte que o proprietario bancou a mesma. Mas eu diria que valeu a pena.

Acompanhei bem de perto uma potranca chamada Take Charge Lady, pertencente a Jerry Bach. Não ao Johanes Sebastian. Eu disse Jerry.

Outrossim, o importante a meu ver é que ela sempre me chamou a atenção, por nunca eu ter conseguido entender de onde vinha toda aquela sua classe. Fisicamente nada ter com seu pai Dehere e muito menos com sua mãe, que tive o ensejo de conhecer, uma tordilha, não corrida por Rubiano. Tinha mais stamina que seu pai e avô materno, e nenhum tipo de imbreed, a não ser um 5x5 em Nasrullah. Mas tinha o equilibrio, o desenho, a desenvoltura e a expressão de cavalo que não vai dar erro. Como não deu.

Corria como todo Dehere que valia a pena. Com raiva. Uma caracteristica existente na tribo de Deputy Minister.


Take Charge Lady

O Jerry a vendeu por um caminhão de dinheiro em Keeneland, e hoje ela no breeding-shed, pode ser considerada um must.  Afinal é mãe, entre outros do Group 1 winner Take Charge Indy, do champion I Will Take Charge e da já consagrada reprodutora Charming, mãe da ganhadora da Breeders Cup Juvenile e Champion 2yo filly, Take Charge Brandi e do segundo colocado do Phoenix Park Stakes (Gr.1-IRE), Courage Under Fire. Para uma égua de 1991, creio ser um excelente cartão de visitas, o que Take Charge Lady apresentou até aqui.

Eu estive com o John Sikura em Keeneland, minutos depois dele ter adquirido a Take Charge Brandi por US$6,000,000 e conversamos sobre Take Charge Lady, pois, ele sabia bem de meu relacionamento com seu antigo proprietario. E eu lhe comentei que havia comprado uma desmamada por Take Charge Indy, nas vendas de Fasig Tipton, que tinha o interessante duplicação 3x3 em Weekend Surprise.E fisicamente, pensava que a potranca, tinha as mesmas caracteristicas tanto do sei pai, como da mãe deste. 

Por sorte, tinha no meu Iphone uma foto dela e o John que conhecia bem a mãe da potranca, me afirmou, nada ter a ver fisicamente com a mãe. Vibrei! É empirico? Evidentemente que sim, mas aquilo me ascendeu aquela famosa chama da esperança, que normalmente antecede, um ato falho, ou pelo menos de suprema ousadia, como afirmar que um cavalo, recém desmamado vai ganhar o GP. Brasil. 


Potranca por Take Charge Indy que provavelmente se chamrá Jurereç

Take Charge Lady

Take Charge Indy

Conheci Weekend Surprise na Lanes End, muitos anos atrás. Era uma filha de Secretariat em Lassie Dear, esta uma Buckpasser. Fortemente imbreed em Somethingroyal, mas fisicamente nada tinha a ver com Secretariat ou Sir Gaylord, e sim tudo a ver com Buckpasser. Pelagem, conformação e expressão. Quando marquei a potranca ainda na fase do estudo do catalogo, disse ao Aluizio, que se ela, algo tivesse a ver com Weekend Surprise ou Take Charge Lady, deveriamos comprar, pois, evidentemente que a força estaria por ali. E ela tinha, muito de seu pai, o que me agradou, pois, Take Charge Indy, além de ter Weekend Surprise em seu pedigree, era filho de Take Chage Lady, duas icones em minha mente. E todos com o mesmo equilibrio fisico. Onde caísse, seria bingo!


Weekend Surprise

A potranca foi comprada e destinada a ficar nos Estados Unidos. O que quero dizer com isto tudo? É que pelo menos fisicamente ela puxava por algo que eu admiro, pois, Patrtck Byrne, sempre me alertou da potencialidade de Take Charge Indy, e minutos depois, ele venceria o Florida Derby (Gr.1). Mas isto de maneira alguma garantirá que ela terá a classe dos elementos citados, pois, fisico, é apenas um atributo.

E a pergunta que não me deixa calar. Se ela lembra tanto a Take Charge Indy, sua mãe Take Chage Lady e muito a Weekend Surprise, mãe de A. P, Indy - pai de Take Charge Indy -  para onde eu tenho que torcer? Isto na verdade é o que menos importa, pois, esta é a finalidade de todo pedigree. Mapear suas convicções. Logo, se você o tem cercado de muito bons nomes, onde o produto cair, cairá no mínimo bem.

Hoje examinei debaixo de muita neve uma potranca imbreed em Lassie Dear, que será vendida semana que vem em Keeneland e novamente aquela sensação da chama da esperança, tomou conta de meu ser. O que isto quer dizer? Absolutamente nada. Estava morrendo de frio e confesso que funciono melhor no sol. Outrossim, de nada com porra nenhuma, pode ser construir pontes que o levarão a algum lugar. Voltarei a examina-la, como sempre faço, mais duas vezes.

Não sei se isto se chama intuição, conhecimento ou apenas coincidência. Mas você tem que, de alguma forma, acreditar naquilo que se apresenta à sua frente, mesmo que possa parecer um sonho de uma noite de verão.