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HARAS SANTA LUZIA DA ÁGUA BRANCA

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HARAS SANTA LUZIA DA ÁGUA BRANCA: VENCEDORES INTERNACIONAIS EM TRÊS CONTINENTES

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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

PAPO DE BOTEQUIM: NO TURFE MUITAS VEZES NÃO SE EXPLICA, SIMPLEMENTE VERIFICA-SE

Façamos um exame de consciência. Vivemos hoje no Brasil dois momentos de forte ambiguidade, como se fossemos um pais de dupla personalidade. De um lado um momento histórico, onde a impossibilidade de hieraquisar impunemente muda os costumes, e cria uma nova realidade: sem Foro, vai para o Moro! Do outro um momento de angustia e temor, com as policias militares fazendo greves na cara de pau, e como nos navios abandonados, os ratos saem de suas tocas e se apossam de tudo que possam roer. Vide Vitória. Que não será a últimA.

Se não me engano existe um lei que proibe a elementos da segurança publica a fazer greve. Mas Lei é coisa para ser contornada no pais do jogo da cintura. Sempre existirá o jeitinho brasileiro. Na impossibilidade de se fazer greve, coloca-se as familias - dos próprios policiais - à frente dos quarteis e bloqueia-se a saida dos militares. Engenhoso, não?

Realmente somos um pais bi-polar.

No turfe a hierarquia de valores é importante, pois, o turfe esta mais para uma monarquia do que para uma republica. Foi um dia o esporte dos reis, e embora não mais o seja, é um esporte em que se necessita um minimo de um lastro financeiro para a sua manutenção. Não que o saldo bancário dite quem melhor vai se sair, mas que ele cria possibilidades para isto, possa vir a acontecer, não tenho o menor resquicio de dúvida.

Graças ao bom Deus, no turfe, o pequeno pode ganhar do grande com mais assiduidade que no futebol. A todo momento a atividade tenta reeinventar a hierarquia, mas com um fundo de meritocracia, não apenas financeiro. E o patamar que dita as leis em que está consubstanciada esta meritocracia, que para mim, estão no conhecimento e na capacidade de imaginação de cada um. Não adianta apenas se ter dinheiro. Tem que se saber o que fazer com o mesmo, em se tratando de turfe.

O mais aplicado, sempre encontra uma brecha, para achar aquilo que o maior em tamanho, não viu, ou mesmo viu e simplesmente não captou. Isto é o que faz do turfe, um esporte onde a hierarquia se encontra apenas nos pedigrees, mas não na moda e sim no desempenho.

Quando se é preguiçoso e existe um forte lastro financeiro por trás, daquele para qual agencia, tende-se a sentar no restaurante de Keeneland e ficar a bater papo, a espera de algo caro, cujo mercado o coloca muitas vezes num patamar superior, simplesmente por estar moda e esperar no conforto o seu pão de cada dia.  E depois a culpa de sua irresponsabilidade, transformada em insucesso é jogada no treinador, no jóckey ou simplesmente no azar. Lá fora ou está muito frio, quem sabe faz muito calor e o pior, ás vezes chove. O ar-condicionado e a procura de novos clientes o impede de pesquisar,  de ir a fundo, pois, não há tempo para tudo. Logo, investe-se naquilo que o preço, corrobora o investimento. O que para mim é um ledo engano, mas que graças a Deus existe, e por isto o pequeno pode almejar ganhar do grande. Até com 1,000 dolares jºa provei que se pode adquirir a uma campeã.

Sempre disse aqui que Royal Academy, Giants Causeway e El Gran senor, foram os yearlings que mais me impressionaram em Keeneland. Foram caros para burro e seu tivesse o cliente, os tentaria comprardo. Ou melhor tentado comprar, pois, seria muito dificil, pelo simples fato que, quando a Coolmore quer, você dificilmente o terá.


MAS INFELIZMENTE NO TURFE
NÃO EXISTE O MORO
E A IMPUNIDADE DA IRRESPONSABILIDADE
IMPERA E VIVE DE FORMA ETERNA.

Desculpem, mas esta é a razão de mais gente sair do que entrar no turfe. Perguntem a certos agentes, quantas carreiras de grupo foram disputadas no mundo, nesta temporada, até o dia de hoje? Qual o reprodutor que está melhor se adaptando a faina de dois hemisférios? Qual a caracteristica deste ou daquele reprodutor? Quais as linhas maternas que continuam quentes? Perguntas nunca faltarão. Respostas, talvez.

Foram disputadas, até o momento que sentei para escrever esta nota, 127 provas de grupo, e isto porque a Europa ainda não entrou na brincadeita. E creiam, que 127 é um número que pode sugerir um universo, para quase toda necessidade de qualquer pesquisa. Logo, basta ao interessado, compilar os resultados, analisa-los e chegar a certas conclusões. Mas para isto tem que se tempo e principalmente vontade de fazê-lo.

Até o presente momento seis foram os reprodutores que ainda tão cedo na temporada já produziram a três distintos ganhadores de grupo. Excellent Art na India, King Kamehameha no Japão, Savabeel na Nova Zelândia e Unble Mo, o único a fazê-lo em dois hemisférios.

Vou ser sinsero, quando a Coolmore adquiriu a Uncle Mo, este havia acabado de se sagrar um chanpion 2yo. Por seu limitado pedigree, eu acreditei que a Coolmore o tinha feito visando corre-lo aos três anos e quem sabe até ganhar o Kentucky Dderby. Afinal, um cavalo que estréia e ganha em Saratoga por 15 corpos num tempo de 1'09"21, tem que ser no minimo respeitado. Por]em, ele demonstrou carreira apenas até a milha e fracassou nas duas oportunidades que teve acima desta. Não ter stamina, não me parece um fato de se alijar um pretendente ao breeding-shed. Mas em se tratando da Coolmore, ele me pareceu um custoso elefante branco. Ledo engano.


CARO
.....Cozzene
..........Mizzen Mast
...............GIANT TREASURE
...............MIZZ MONEY
...............ONE MEAN MAN
...............PAULINA'S LOVE
...............ROSE BRIER
...............STONETASTIC
.....Parade Marshal
..........GIANT STEPS
..........Not for Sale
...............Asiatic Boy
....................VALE DORI
................OLD BUNCH
................ORCADA SALE
................TAKE THE STAND
.....Siberian Express
..........In Excess
...............Bring the Heat
....................LOST BUS
...............Indian Charlie
....................A. P. INDIAN
....................Adios Charlie
.........................SHANE'S GIRL FRIEND
....................BY THE MOON
....................SUBTLE INDIAN
....................Uncle Mo


Afirmo coisas aqui, que até Deus duvida - me disse hoje em um email, um leitor - e pensando bem ele não está errado de todo. Como não tenho ainda a capacidade de ver a alma de um cavalo, nem mesmo de me utilizar de uma bola de cristal, o faço porque a analises das pesquisas, assim o ditam e porque seu olho está treinado de tanto inspecionar cavalos e de ver corridas que realmente valem a pena. Mas isto sucitaria uma pergunta: nem toda carreira vale a pena?

Eu diria que sim. Você tem que hierarquisar seu gosto e para isto sempre existirão algumas provas mais importantes do que outras. É aquela velha história que vó Adelina apregoavca: diz.me com que andas e eu te direi quem és. Na alta esfera, a disputa não é mais acirrada do que na baixa esfera, mas diria eu que é mais real, mais confiável, pelo simples fato que todos querem ganhar. o que nem sempre acontece na baixa esfera, onde perder pode significar até mais lucro do que ganhar. Um jockey muito famoso me disse, que ganhou mais dinheiro, quando não quiz ganhar do que nas 99% de vezes que quiz,

Logo, a querência de ganhar, que é na grande maioria da vezes, um hábito na alta esfera, propicia, um competição, onde a verdade tem mais chance de vir a tona. Mas como dira vó Adelina, nem tudo que reluz, é ouro.

Secretariat tinha mais fisico e pedigree que Northern Dancer e depois, somou a seus predicados, o fato de ser superior em psita. Mas no breeding-shed, foi o pequeno notavel que levou a melhor. Como explicar isto? No turfe muitas vezes não se explica, simplemente verifica-se.

Assim sendo, não existem respostas plauzíveis para todas as perguntas e embora a lógica ainda prevaleça no turfe, ser ilógico não o impossibilita de ter sucesso. O que verdadeiramente fará diferença, são os percentuais.