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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

PONTO CEGO; UM RISCO CALCULADO


Muitas vezes me pergunto por que sempre tive tanta curiosidade. E o que me fez ter uma imaginação que para muitos chega a ser considerada, exagerada? E cheguei a conclusão que tudo isto se fez pela minha formação. Imaginem que nasci exatamente no meio do século passado. Sou do tempo do rádio. E não existiu um instrumento de comunicação, que exigia mais imaginação daqueles que ouviam, que o rádio. Aliás, para mim, o rádio é um somatorio da voz de alguém e sua imaginação, Nele qualquer chute, raspava a trave. Uma mulher de 70 anos, podia fazer o papel de uma mocinha numa novela. Cantores de rádio atraiam multidões, sem que se conhecesse sua fisionomia. Os radialistas no verão, faziam o jornal de bermudas e alguns até sem camisa E os anuncios tinham que ter uma enorme criatividade, pois, não tinham o recurso virtual, que hoje tem na televisão.

Eu não só ouvia os jogos de futebol, como acompanhava as corridas de cavalo e como disse antes, você criava um mundo virtual em torno de si, para viver aquilo que estava acontecendo em algum lugar, descrito por alguém.

Einstein acreditava que a imaginação era mais importante que o conhecimento. E eu acredito também. Agoro considero a situação ideal, quando o ser humano, atinge aos dois objetivos: imaginação e conhecimento. É o casamento perfeito que se torna cada dia melhor, com o amadurecimento da união. Hoje faço 39 anos de casado, com a mesma mulher. Para muitos 39, pode não ser um número significativo, mas para mim é. E estar casado com a mesma mulher por todo este tempo, de maneira alguma detona uma falta de imaginação. Ao contrário, você tem que ter muita imaginação, para manter um relacionamento com outra pessoa, por tão longo período de tempo.

O mesmo posso dizer em relação aos pedigrees dos cavalos de corrida. Existe uma tendência a seguir a moda, pois, se algo vira moda, é porque na maioria das vezes, está dando certo. Mas se todos preferisem a moda, o que seria das novidades? Porque cruzar com Frankel, se com Galileo a segurança, já provou ser maior? A resposta é simples. Porque nem todos podem chegar a Galileo e assim tem que usar a sua imaginação, aliada ao conhecimento, para escolher algo que possa lhe fazer frente,

Respeito a todo aquele que não opta por um reprodutor inédito. Para mim, é a prudência acima do risco. Mas, quem tem conhecimento, transforma este risco, em algo calculado. Fácil de se medir e aquilatar. E ainda existem os que gostam da aventura de se tentar algo distinto. O que sei, é que os maiores reprodutores que funcionaram no Brasil, ou vieram para aqui inéditos, ou simplesmente foram tirados de carreira no Brasil, sem serem testados antes em outro ponto qualquer do planeta.

Seria verdade aquilo que afirmei, ou será mais um "fato alternativo" de alguém que se acha mais vivo que os outros?



Dos dez melhores resultados de garanhões no Brasil, até o presente momento, apenas dois iniciaram suas funções reprodutivas, ao mesmo tempo fora de nossa fronteiras. O restante aqui se fez. E aqui se consagrou. O que seria se nós apenas usassemos reprodutores já testados? Certamente não teriamos tido Ghadeer, Clackson e Roi Normand, os três de maior resultados. Mas como tudo na vida, é necessário se acertar. E acertar é dificil...

Outrossim, nas condições financeiras que nosso turfe se encontra, qual o nível de elementos testados que poderiamos trazer, com resultados comprovadamente positivos? Diria que não muitos. E aqueles que fossem conseguidos, teriam que lutar por sua permanência, já que este tipo de cavalo, só aqui aterrisa em um sistema como o do shuttle. E aí, quando dá certo, ele valoriza e não volta.

Temos que ter imaginação e conhecimento, para tornar o risco de um reprodutor não testado, menor. Pois o tempo de Earldom, Tumble Lark e Locris, era distinto. Não mais fácil ou difícil, apenas distinto.

Mas este é um assunto longo, aos quais voltaremos em outra oportunidade.