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sexta-feira, 17 de março de 2017

PONTO CEGO: TREINAR CAVALOS DE CORRIDA NÃO É COMO ANDAR DE BICICLETA


Não é do meu feitio dar conselhos, pois, desde cedo aprendi com vó Adelina, que o bom conselho nunca deverá ser dado e sim vendido. E ai passa a ser chamado consultoria. Porém, de vez em quando a gente se esquece e aconselha sobre algo que se tem certa noção mas não, pleno conhecimento. E não existe pior coisa para uma atividade do que o amador “com certo conhecimento”. Aquele que ouviu o galo cantar, mas não sabe propriamente onde. Ai usa apenas o instinto para localiza-lo.

Desculpe aos que assim não o pensam, mas isto cria insuspeitas vunerabilidades em um sistema, seja ele qual for, e cria o boato, muitas vezes dissidente da real situação. Nem todo boato, a meu ver, tem um fundo de verdade. Os que possam ter, acreditem são criados por profissionais, não por amadores... 

Trabalho em contacto com treinadores e aprendi a respeitar aqueles que afirmam as coisas antes destas acontecerem. Apontam o bom e o mal, antes deles mesmo chegarem a pista. Poupam o tempo e o dinheiro de seu cliente. E quando passam do treinamento a disputa, acerta na grande maioria das vezes. Acho isto importante, pois, descobrir um craque, depois que ele corre, me parece fácil. Necessita-se apenas senso de observação. Agora prever o que vai acontecer, conheço poucos.

No meu ramo de trabalho não dá para pedir ao vendedor de só decidir pela compra apenas depois que o cavalo corre. Você tem que ali, no calor da disputa do Tattersall, tomar uma decisão se levanta o dedo, ou mantem a sua mão longe das vistas do leiloeiro. Se eu tenho que ter decisão, exijo do treinador o mesmo. Mario Campos, Dulcido Guignone, João Maciel e Richard Mandella, são quatro de vários que me impressionaram por suas respectivas capacidades, de prever o que se constituíria em verdade, depois.

Antes que me acusem de algo, quero deixar claro que este detalhe não faz um treinador melhor do que aqueles que preferem afirmar qualquer coisa, apenas depois da corrida. O fazem apenas, diferentes. E todo proprietário tem o direito de escolher o tipo de treinador que mais lhe agrade. Para mim, um que define um bom treinador são suas convicções sinceras, não apenas seus resultados, pois, esta depende dos cavalos. 

Dificlmente um treinador faz um cavalo, mas conheço muitos cavalos que fizeram treinadores. Da mesma forma que por melhores que seja, você não faz um poltrona correr, pelo simples fato de ter um treinador de primeira. O grande treinador é aquele que usa 100% da capacidade de um cavalo em correr. Não 90% e muito menos 110% 

Muitos grandes cavalos, fizeram treinadores, que no momento que deixaram de receber este mesmo padrão de cavalo, e pereceram. ou se mantêm no estágio moribundo. Para não criar animosidades, cito alguns, apenas dos Estados Unidos. Vejam o que LeRoy Jolley é o exemplo que mais me chama a atenção. Teve seu tempo áureo, onde qualquer proprietario norte-americano ânsiava por usufruir de seus serviços. Era a era de Genuine Risk, Foolish Pleasure, Honest Pleasure. Pois bem,  há quase vinte anos nãp consegue treinar mais do que meia duzia de cavalos ao ano. John Veitch, o menino prodigio da Calumet Farm e  treinador de Alydar, teve que parar de treinar e por um bom tempo foi comissário de corridas em Keeneland. Onde andam William Turner e Douglas Peterson, treinadores de Seattle Slew? O primeiro ainda treina, mas apagadamente e com pouquissímos cavalos e o segundo se tornou um alcoolatra. E os exemplos são muitos, Nick Zito e Wayne Lukas a bem pouco tempo, dominavam o cenário do Kentucky Derby. Hoje dificilmente o correm. Logo, a fila anda e se você vacilar, muita gente passa à sua frente.


Treinar cavalos de corrida não é que nem andar de bicicleta. O treinador tem que se reciclar e são os cavalos que ensinam a eles, o proximo passo a ser tomado.