Não sou fã do trio acima, mas longe de achá-los uma trinca de patetas. E é isto que debato com certa veemência. Todo adversário deve ser respeitado e tentar diminui-lo ou atacá-lo por questóes meramente de gostos pessoais, é para mim uma ação inóqua e muitas vezes suicida. No turf, já está provado que o cavalo o desmente na pista. O trio em questão, faz seu trabalho, que deve agradar a maioria da audiência, pois, se assim não o fosse, a Globo não os estaria pagando, a preço de ouro.
Gosto de ganhar. Mas gosto de saber que aquele que foi batido, não era uma criança de dois anos de idade, que mal sabe falar papai. Acho que perder e ganhar são contingências de disputa. Todavia, perder ou ganhar dos mais conceituados, tem para mim outro sabor. É aquele cheio de rosas no ar. Uma fragrância sublime, que quem já a sentiu, não esquece jamais... Sempre afirmei que Much Better foi grande, muito emfunção de Sandpit, assim como Falcon Jet o foi em relação a Flying Finn, Imaginem se este último não existisse? Falcon Jet teria vencido 10 provas de graduação máxima e talvez fosse hoje, mais venerado que Itajara e Much Better.
A grandeza não está apenas na vitória, mas da forma que foi conseguida e quem veio a ser batido. Cavalos como Frankel, Zarkava, Winx e alguns outros, tratam seus adversários como meros coajuvantes. Mas eles são uns poucos, que podemos qualificar de sublimes. Outrossim, por exmplo, se levarmos em consideração que o cavalo que mais perto de Frankel chegou foi Roderic O'Connor, entenderemos porque ele foi o que foi no Brasil, em sua curta passagem por nossa criação. Porque não voltou?
O mesmo pode ser dito de Discreet Cat. Afinal, ser o único cavalo de conseguir ter chegado à frente - e muito à frente, diga-se de passagem - de Invasor, deve ter um significado, mesmo que o argentino, corrido no Uruguai, tenha sofrido com as agruras de uma não bem planejada aclimatação. Mas volto a me perguntar, porque não voltou?
Temos que acreditar mais em nossas convicções de parar de ficar pulando de galho em galho, por simples fantasia pelo fashionable. Tenho acompanhado a insana tentativa de "agentes" em impinjir opções reprodutivas, quando não há mais tempo hábil para se trater quem quer que seja este ano. Exploremos o que temos e deixemos de lado estas inúteis e caras opções.
Wild Event morreu. A idade é uma merda! Nossos principais reprodutores já estáo em idade avançada como poerá ser constatado na tabela que se segue, elaborada pelo José Carlos Fragoso Pires, Junior. Que se deem oportunidades para os mais novos. O desaparecimento de Wild Event certamente será uma falta grande para nossa élèvage. Mas o que fazer? Chorar pelo leite derramado? Esperniar que nem velhas carpideiras? Não. Devemos sim, explorar o bom cavalo nacional, principalmente aquele que teve boa participação no turfe do hemisfério norte ou mesmo não tendo, tenha pelo menos sido fisicamente e em pista algo soberbo como Universal Law o é.
Notem que Romarin, Redattore, Fluke, Hard Buck, Gloria de Campeão, Setembro Chove, que para aqui voltaram inéditos depois de exitosas campanhas no hemisfério norte, já provaram serem capazes de dar conta do recado e mesmo levando-se em conta, com o que sobra dos importados - muitos deles fracassados. estão tendo relativos sucessos. Tem males que vem para o bem. São nas emergências que as grandes necessidades acabam sendo supridas.
Que os "agentes", - que a cada ano ressurgem - incapazes de comprar um bom potro sequer, que se saia bem nas pistas, venham com suas soluções mirabolantes, mesmo não havendo mais um tempo hábil, e que se arriscado, fatalmente comprometerá o seu investimento. Meu concelho, agradeça e trabalhe com o que tiver de melhor por aqui, e quando lhe ofeecerem algo que bateu com a cabeça no partidor ou pisou em um prego a caminho da pista, CORRA! Pois, caso contrário, aí sim, você poderá fazer parte do verdadeiro trio dos patetas.


