Não passa pela minha cabeça, tenta instituir um termo de comparação entre os forms da Inglaterra e França, pois, embora ambos sejam de dificil disputa, apresentam em minha maneira de ver, caracteristicas distintas. Hoje abordagens diferentes. E se assim não o fosse, teoricamente os ingleses levariam vantagem, e não é bem isto que acontece no cenário real das grandes disputas. Nunca fiz esta pesquisa, mais existem mais treinados na França, triunfando do outro lado do canal que em uma situação contrária. isto levando-se em consideação as mais importantes disputas, King georges, Arcos, derbies, Oaks, Guineas, Poules e por ai afora.
Se eu tivesse que conceituar, acho o form inglês o mais dificil de ser disputado na Europa, seguido do francês. Ai você tem que descer muitos degraus para chegar ao irlandês, e mais ainda para atingir a altura da Alemanha, que ainda é bem superior ao da Itália. Numa impressão meramente pessoal, acho que o form francês se equivale, nos dias de hoje, ao japonês e ao australiano, sendo um pouco inferior ao norte-ameicano, embora grama e dirt sejam coisas distintas e devam se analisadas como coisas distintas.
Um apenas ganhador na Irlanda, de provas comuns, principalmente petencente ao gupo Coolmore, não representa absolutamente nada. Pode ser bom ou ruim, mas a forma com que as carreiras são disputadas naquele pais, inviabilizam assegurar a qualidade ou não do mesmo. Tanto na França quanto na Inglaterra, em se tratando de hipódromos de ponta, creio ser coisa distinta. Trabalhei lá, e digo que ganhar tanto na França quanto na Inglatera. em Newmarket, York, Longchamp ou Chantilly, é carne de pescoço.
Os europeus procuram a grama. Os norte-americanos visivelmente tem mais inteesse pelo dirt, e foi com muito prazer que vi um cavalo de origem norte-americana - treinado na Inglaterra - ser teceiro no Derby. A frente inclusive do favorito, Saxon Warrior. Há de se notar que ele é um filho do mais importante reprodutor a produzir elementos para a grama, dentro do território norte-americano, Kitten's Joy. Roaring Lion, em momento algum deu pinta de ganhador, outrossim demonstrou uma mais do que honesta performance.
A milha e meia não é o anseio maior do turfe norte-ameicano. Eles não criam cavalos para isto. Tanto isto é verdade, que nesta distância, nós brasileiros, na pista de grama, temos até a chance de figurar com destaque e não creio que seriamos capazes de fazer o mesmo na França, mesmo na média distância, com real constância.
O Prix du Jockey Club, é o Derby francês, anos atrás considerado o equivalente ao de Epson. Hoje já não. Sua distância foi diminuida e acho que com isto criou uma nova gama de corredores, já que nos anos em que era corrido na milha e meia, foi sempre preterido pelos reconhecidos melhores cavalos em campanha na França, pelo de derby de Epson. O derby francês era como uma corrida de consolação. Hoje não mais.
Este ano, como em Epson, todas as atenções estavam dirigidas para um filho do reprodutor japonês Deep Impact, aquele que segundo muitos analistas, pode ser o semental a fazer frente a Galileo, no cenário internacional. Tenho uma opinião sobre isto. Como não comparador de divindades, acredito que na grama, os quatro maiores nomes no hemisféio norte, da atualidade são: Galileo, Deep Impact. Dubawi e Kitten's Joy. O representante de Deep Impact em Epson, tinha uma mãe Galileo. O representante de Deep Impact hoje em Chantilly tem uma mãe Storm Cat. Isto por si só já não detemina o respeito que criador de ponta europeu tem por Deep Impact?
Mas na milha do Yasuda Kinen (G.1) que vi ser disputada esta madrugada deu um filho de Frankel, de nacionalidade norte-americana, treinado no Japão e com um nome que lembra a Inglaterra, Mozu Ascot. Isto não pode ser considerado um turfe globalizado?
O que dizer de uma corrida que é vista no Brasil? Eu creio que pouca coisa. Apenas a reafimação do que explicamos acima. O que foi impossivel de ser conseguido em Epson no Derby francês cristalizou-se numa realidade. Um filho de um reprodutor japonês foi capaz de levar para a sua cocheira o titulo máximo da geração de três anos francesa.


