No turfe, por exemplo, poucos são como Galileo, que está sempre em evidência. Estes seriam na verdade, exceções.
Danzig, Giant's Causeway são dois exemplos de grandes reprodutores que tiveram momentos de altos e baixos em suas vidas reprodutivas. E seria um erro que fossem abandonados por não estarem em seus momentos? Graças a Deus, não o foram. O que vale para mim, é a filosofia, O que você acredita que possa melhorar a performance de um produto que ainda vai nascer, é para mim o que mais importa. Embora ainda exista gente, que na falta do que provar em pista do que é capaz, defende a ultrapassada ideia de que unicamente do cruzamento do bom com o bom sempre há de vir o melhor. Existem grandes éguas que nada produziram até aqui. Winning Colors, Allez France, Goldikova, e quem garante que Treve, Zenyatta e Rachel Alexandra, Black Cavia e Winx irão consagrar-se no breeding-shed caso venham a ser cobertas por Tapit e Snitzel?
Faço algumas correlações. Não é porque uma mulher que tenha um pé lindo e calça 36 que se sentirá confortavel num Loubouton de número 34. O pé e o calçado, não combinam, Não foram feitos um para o outro. O mesmo acontece em um cruzamento de cavalos de corrida. Certas coisas combinam, outras não. E como em 95% o reprodutor foi um elemento clássico em pista, você tem o direito de se utilizar de uma égua que não tenha sido grande coisa em campanha, mas cujo pedigree se ajuste bem a ele. Seja por estruturas genéticas, duplicações ou apenas por sua linha materna.
Quanto menos classe uma égua ter demonstrado em pista, isto de maneira alguma não a impede de poder ter uma atuação honrosa no breeding-shed. Risota talvez seja o melhor exemplo. Já que foi-me passado ter sido ela uma matunga no mais alto significado da expressão. E quantos exemplos de éguas incapazes de sequer se colocar e que produziram cavalos de primeira linha?
A mãe da Kentucky Oaks winner Abel Tasman, correu em oito oportunidades sem se colocar. A mãe do Eclipse stakes winner, Al Kazeem correu três sem se colocar. E para quem possa pensar que se tratam de duas exceções, nesta década são mais de 150 ganhadores de graduação máxima, cujas mães correram e não se colocaram. isto no universo de ganhadores deste patamar, representa mais de 8%. Logo, é possivel e longe de ser algo de ser dificil de ser conseguido.
Escuto de muita gente que expele opiniões sem ter uma base técnica de avaliação. A última coisa que deve ser levada em conta na seleção de uma égua na limitação do dim dim, a ser utilizada na reprodução, a meu ver é campanha. Fisico e Pedigree, são para mim, os dois mais importantes fatores a serem levados em consideração. Você tem que ser intransigente nos mesmos e para mim pedigree numa fêmea, é linha baixa e possibilidades de duplicar chefes de raça com o reprodutor para quem ela será destinada. O pai eu até relevo, pelas condições financeiras descritas anteriormente.
Você não usaria uma filha de Storm Cat em Miesque, que em três saidas a pista, conseguiu de melhor uma terceira colocação? Eu usaria e quem usou, acaba de conseguir um ganhador do Derby francês. Linha baixa não é se comprar uma 14-c, por uma ramo morto ou moribundo. Nas três primeiras mães, tem que haver pelo menos, algo que a invidualize. Mas isto é apenas uma opinião...
Abaixo falo de um potro chamado Laurents. Sua linha materna é a 19? Quem se preocuparia em buscar uma 19? vejam quem foi Koyonga e entendeão o porque?
