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sábado, 9 de junho de 2018

PAPO DE BOTEQUIM: O PERFEITO USO DE UMA LINHA MATERNA

Sempre para mim pareceu ser suspeito aquela frase - fabricada - que todo comentarista brasileiro adora de se utilizar: seleção é momento. Desculpem, mas eu não acedito. eu não acredito. Seleção é a confiança e a filosofia do seu técnico. Tite que o diga. E sabem porque? Porque isto acontece em tudo na vida. 

No turfe, por exemplo, poucos são como Galileo, que está sempre em evidência. Estes seriam na verdade, exceções.

Danzig, Giant's Causeway são dois exemplos de grandes reprodutores que tiveram momentos de altos e baixos em suas vidas reprodutivas. E seria um erro que fossem abandonados por não estarem em seus momentos? Graças a Deus, não o foram. O que vale para mim, é a filosofia, O que você acredita que possa melhorar a performance de um produto que ainda vai nascer, é para mim o que mais importa. Embora ainda exista gente, que na falta do que provar em pista do que é capaz, defende a ultrapassada ideia de que unicamente do cruzamento do bom com o bom sempre há de vir o melhor. Existem grandes éguas que nada produziram até aqui. Winning Colors, Allez France, Goldikova, e quem garante que Treve, Zenyatta e Rachel Alexandra, Black Cavia e Winx irão consagrar-se no breeding-shed caso venham a ser cobertas por Tapit e Snitzel?

Faço algumas correlações. Não é porque uma mulher que tenha um pé lindo e calça 36 que se sentirá confortavel num Loubouton de número 34. O pé e o calçado, não combinam, Não foram feitos um para o outro. O mesmo acontece em um cruzamento de cavalos de corrida. Certas coisas combinam, outras não. E como em 95% o reprodutor foi um elemento clássico em pista, você tem o direito de se utilizar de uma égua que não tenha sido grande coisa em campanha, mas cujo pedigree se ajuste bem a ele. Seja por estruturas genéticas, duplicações ou apenas por sua linha materna.

Quanto menos classe uma égua ter demonstrado em pista, isto de maneira alguma não a impede de poder ter uma atuação honrosa no breeding-shed. Risota talvez seja o melhor exemplo. Já que foi-me passado ter sido ela uma matunga no mais alto significado da expressão. E quantos exemplos de éguas incapazes de sequer se colocar e que produziram cavalos de primeira linha?

A mãe da Kentucky Oaks winner Abel Tasman, correu em oito oportunidades sem se colocar. A mãe do Eclipse stakes winner, Al Kazeem correu três sem se colocar. E para quem possa pensar que se tratam de duas exceções, nesta década são mais de 150 ganhadores de graduação máxima, cujas mães correram e não se colocaram. isto no universo de ganhadores deste patamar, representa mais de 8%. Logo, é possivel e longe de ser algo de ser dificil de ser conseguido.

Escuto de muita gente que expele opiniões sem ter uma base técnica de avaliação. A última coisa que deve ser levada em conta na seleção de uma égua na limitação do dim dim, a ser utilizada na reprodução, a meu ver é campanha. Fisico e Pedigree, são para mim, os dois mais importantes fatores a serem levados em consideração. Você tem que ser intransigente nos mesmos e para mim pedigree numa fêmea, é linha baixa e possibilidades de duplicar chefes de raça com o reprodutor para quem ela será destinada. O pai eu até relevo, pelas condições financeiras descritas anteriormente.

Você não usaria uma filha de Storm Cat em Miesque, que em três saidas a pista, conseguiu de melhor uma terceira colocação? Eu usaria e quem usou, acaba de conseguir um ganhador do Derby francês. Linha baixa não é se comprar uma 14-c, por uma ramo morto ou moribundo. Nas três primeiras mães, tem que haver pelo menos, algo que a invidualize. Mas isto é apenas uma opinião...

Abaixo falo de um potro chamado Laurents. Sua linha materna é a 19? Quem se preocuparia em buscar uma 19? vejam quem foi Koyonga e entendeão o porque?